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Nenhures

Nenhures

Cabo Delgado

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(Quissanga, na semana passada)

O que se passa em Moçambique é verdadeiramente extraordinário, único. Ontem a guerrilha islâmica atacou Muidimbe, situando-se na encruzilhada Nairoto (e daí a Montepuez) - Mueda (anunciada junto da população como próximo alvo). E regressou a Mocimboa, de onde, tal como de outros locais da costa, há já fluxo de refugiados marítimos para Pemba. Nesta há tensão e, porventura especulativos, rumores sobre ataques nos "bairros", nos arrabaldes.

Há filmes, oriundos dos próprios guerrilheiros. Ouve-se português, para além de suaíli e outras línguas que desconsigo identificar. Mas são o suficiente para discordar daqueles que negam a sua origem interna, pelo menos parcial. E é explícita e reclamada (os filmes são da autoria dos guerrilheiros) a causa islâmica. Seja ou não a única, a motriz fundamental, isso é o que a análise poderá questionar mas nunca negar a priori.

Em Maputo continua o silêncio estatal, algo quase único na história. Em Maputo continua o relativo silêncio geral: no facebook vejo mais gente a ecoar a falsidade emitida pela grupos demagogos homossexuais que andam para aí a gozar com a doença do ministro da Saúde israelita do que sobre o Cabo Delgado. É a inconsciência generalizada!!! E alguns intelectuais continuam, ciosos, a higienizar o seu querido Islão, o bem-estar da família. Não há nada como ir a Meca para toldar a mente.

Quanto a nós, se pontapearmos os cristãos, em particular os católicos, tudo bem (e como tantos deles o merecem). Mas criticar os islâmicos? Nem pensar.

Apoio estatal à música

(António Chainho, "Escadinhas do Duque")

As políticas de preservação face à pandemia gripal levaram à suspensão da actividade económica. Face aos problemas levantados a empresas e trabalhadores pediram-se apoios públicos, estatais (da República) e multilaterais (à UE agora, depois talvez a outras instituições). E vários estarão, presumo, a ser dados ou planeados e operacionalizados. Para as várias áreas de actividade económica, para os vários estratos sociais.

Foi entretanto anunciado um programa de apoio aos músicos portugueses. Suspensos os espectáculos (e sabendo nós que discos não vendem e que as remunerações do digital são marginais) é forma fundamental e urgente de apoio aos agentes dessa actividade profissional.

Consta que o financiamento estatal a essa área de actividade será de cerca de um milhão de euros. (Já agora, como imagem, é algo como 20% da licença desportiva do lateral-direito suplente do meu Sporting, clube que, como todos os outros, deve centenas de milhões à banca - tão sustentada esta pelo Estado - e colheu (e colherá) imensos apoios estatais - directos e indirectos - ao longo de décadas.).

E há por aqui pessoas, inúmeras, boçais, energúmenas, javardas, imundas, que se congregam em gritaria, dichotes, abaixo-assinados, contra isto. Assim, sem mais.

Espero mesmo que este Covid as leve desta para pior. Que nojo de imbecis que para aqui andam.

Uma década

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(Lago Niassa, fotografia feita no Nkwichi Lodge, 6.4.2010)

Meus queridos amigos,

Até cruel, de cego que é, este sistema FB. A lembrar-me que há exactamente dez anos estava com a família em magníficas férias no Lago Niassa, numa maravilhosa reserva natural (hoje em perigo de descontinuação) lá quase perto de Cobué.

Uma década!, como imaginaria tamanha mudança, este outro Algures e deste modo, enclausurado? O rumo não foi o esperado, pois um tipo sempre crente, optimista, até sonhador, por mais que encene o pessimismo antropológico. Mas não me posso queixar, pois a princesa aqui ao lado, a salvo, acoitados em nicho de amizade e carinho. Com ar livre. Cães e ar livre ... E por enquanto sigo isento (ou assintomático) de maleitas, desta inédita ou das outras recorrentes, tão ou mais devastadoras.

Uma década! De perdas dolorosas. O meu pai. O amado presépio. Alguns amigos muito queridos, desses que são arquivo e mesmo bússolas. Um punhado de conhecidos, verdadeira paisagem reconfortante porque fértil. Até, um pouco, o Sul (ou o norte, como os cosmógrafos disseram). Nada de espantar, isto é o envelhecer, nada mais do que isso.

Uma década! Onde envelheço? Do Brasil amigo pede-me um texto sobre o covid no meu Algures. Tento-o e desisto. Pois, onde é o meu Algures, Omar? Há já dias que Bitches Brew toca, auto-repetindo-se. É um sítio, sim. E não é aquele Lago, de há uma década, isso é óbvio. Mas, e só nas últimas horas, falo com queridos durienses, transtejianos, um bruxellois, maputenses e no Cabo Delgado. Sobre os mesmos assuntos. Então, e neste cruzar, onde é o meu Algures?

Um companheiro atira-me "como estás, velho resmungão?". Sê-lo-ei, "resmungão"?, pois velho é certo que já vou. Ontem li uma amiga, com vínculos afectivos ao poder daqui - isto do "pêésse" que tanto conforto a tantos dá - invectivar um qualquer crítico. Através do antigo anúncio do Johnnie Walker, ao outro apoucando como daqueles que vêem "o copo sempre meio vazio". Ora eu bebo (nunca antes do meio-dia, friso). E, como todos os bebedores, sei que o problema não é se o copo está meio cheio ou meio vazio. Pois bebê-lo-emos da mesma maneira. A angústia real é se há outra garrafa. Estás-me a seguir, Tó-Zé? Teremos outra garrafa? Serei "resmungão" por causa desta angústia? Sede, se a quiseres chamar assim?

Onde é o meu Algures, Omar? Não é, decerto, onde os mais graduados se atrevem a escrever que a economia portuguesa vai melhor do que nunca. Li isso por tua culpa e desembainhei a cimitarra do Salgari, a catana "lá da terra". Mas está romba, cansada, deixei cair, em desânimo. Mas o que é isto?, quem é esta gente, por mais "querida" que (te) surja? O que é que aqui, neste meu Portugal, putativo e desejável Algures, se exporta? Metalomecânica, pequeníssimas empresas, industriais e super-industriosas, logo diz o meu amigo Zé, que é da área. E o nosso Carmona, tão louvado nas suas práticas, que escolhe ele para a pantomina do dia, para a "auto-estima nacional"? Vai propagandear a cultura de tomate, produzir folclore cotovelando campónia. Onde é o meu Algures? À mesa destes louvaminheiros? Não.

Onde é o meu Algures? Neste que me é putativo os bem-pensantes clamam por um Plano Marshall. Eu tenho 55 anos, o meu país está sob um Plano Marshall desde os meus 21. Como o sei? Porque quando ele começou baixaram as taxas sobre o uísque, e as tascas e cafés passaram a estar decoradas com prateleiras de Logan, Cutty, JB, Grants e etc. E parámos de beber bagaço e similares - efeito da secular guerra europeia entre as aguardentes frutícolas e as cerealíferas, como Braudel ensinou. Eu lembro-me disso, desse Marshall que ainda aqui está. Mas se eu (e outros) disser isso serei "resmungão"? Não, pior ainda, dirão que sou ressentido, (extremo)direitista, populista, fascista ou afascistado. Ou, pior do que tudo, liberal, qual agente de Pinochet.

Onde é o meu Algures, Omar? É o meu pai. Este fim-de-semana fui visitá-lo, ainda que vigore isto do "fica em casa". Entre outras coisas sobre tudo isto d'agora contei-lhe uma, sobre este meu putativo Algures. Uma simpática colega perguntou - nisto das redes sociais - se os seus amigos (de facto rede de antropólogos) "de esquerda" (mas, frisou entre parêntesis, também algum "de direita" que ela possa ter, nunca se sabe ...) estão a pagar às empregadas domésticas. Dúzias deles, repito, dúzias deles apareceram, ufanos, tão "esquerda" eles são, a confirmar que pagam às empregadas, e até que "algumas delas são como família". Eu ri-me ao contar o detalhe, o meu pai fez aquele seu gesto característico, semicerrando os olhos, baixando ligeiramente a cabeça enquanto a meneia e suspirou pelo nariz. Praguejei e escorropichei o copo, nada mais há a dizer sobre esta gente e suas mentes. E, porque o meu pai morreu há já tanto tempo que pouco fala comigo, apenas breves conselhos, vim-me embora.

É este o meu Algures, Omar? Afinal é isto o envelhecer, ficar confinado com esta gente? Uma "maldita gente má"? Nem isso são ... Vão apenas numa abissal inconsciência. Até viciosa. Horrível.

Aqui em Nenhures é quase meio-dia. Está quase na hora, daqui a bocado vou beber um copo. Aparecei.

Moçambique

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Amigos perguntam-me o que penso sobre o que se passa em Moçambique, em especial sobre o conflito de Cabo Delgado, diante de tão díspares versões sobre as causas. Será aquilo efeito das maquinações dos "americanos", abordagem dos "franco-atiradores" mercenários, rapina dos "cleptocratas", globalização da ideologia integrista islâmica?

Não sei, nem respondo (respondi). Estou longe, longe demais para sopesar a realidade dessas várias interpretações. E para tentar depurar as versões da poluição que os seus locutores lhes colocam, essa por vezes proveniente dos interesses desses "intérpretes" mas muito mais do olhar embaciado de cada um de nós, até embaciadíssimo em tantos.

Mas respondo. Comigo está, trouxe-o num saco, este "Silêncio Escancarado" de Rui Nogar, poeta interventivo (para o situar aos leitores portugueses poderei dizer que uma espécie de Manuel Alegre local). Homem do seu tempo, como todos o somos, ainda que alguns se eximam um pouco a essas algemas. Como? Na dúvida, essa única máquina do tempo de que dispomos. 

Nogar foi, repito, um homem do seu tempo, sua característica não defeito. E é um exemplo das nossas limitações. As ideológicas, do como cada um procura o pobre conforto das certezas alheias. E as vivenciais, de como o nosso sítio nos limita o entendimento. Conjugadas essas algemas, as da crença e as do tempo/espaço, a bruma é enorme. Até com efeitos formais, nisso estéticos.

O que quero dizer? Em 1967 o poeta, preso na cadeia da Machava, deixava este elogio  "Diante das cinzas dispersas de Che" [ lágrimas rastejando / pela agreste crosta / desta angústia lacerante / dois guerrilheiros / na última emboscada / contra a iniquidade / dos muros vidrados  / da nossa madrugada / dois guerrilheiros / combatendo lado a lado / tu e a humanidade inteira], preso (algemado) à mistificação da figura de Ernesto Guevara que o movimento comunista internacional promoveu (e de que Manuel Alegre foi um já serôdio e anacrónico paladino). Não conheci Nogar, morrera já quando eu cheguei a Moçambique. Mas pelo que me contaram dele, empenhado escritor e divulgador literário, não seria homem de questionar a produção iconográfica do movimento ideológico que abraçara. Mas mais importante do que isso, como homem do seu tempo e mesmo que quisesse demarcar-se dessa iconologia dificilmente o faria: nem em 1967 nem depois ele teria conhecimento de quem era Ernesto Guevara. Sim, saberia da sua brutalidade, que talvez até louvasse. Talvez não da sua arrogância boçal, do "fuzilamos e continuaremos a fuzilar" em plena ONU. Que se calhar também por ele seria louvada. Mas não sabia, decerto, da incompetência política e militar do argentino e, acima de tudo, do seu profundo racismo, patenteado na sua passeata africana. 

É isso que ditaduras, arquivos fechados, prisões, falta de informação provoca. Não apenas meros, e mesmo maus, versos mas um desconhecimento que alimenta malvados ídolos de pés de barro, pobre estatuária, ineptas versões do real. E, pior, sonhos pesadelos.

Mas numa "alma" (uma vontade) poética há quase sempre um vislumbre do caminho a ter. Mostrou-o Nogar, em 1964, ano do meu nascimento e também do início da guerra de independência moçambicana, no seu "Escreveram de longe pedindo-me versos". No qual terminou "oh não, não me peçam versos agora". Julgo que será a melhor forma de responder a quem me pergunta o que penso sobre Moçambique: "não me peçam versos agora". 

Pois não estou, não sinto, não apalpo, não sei ... Permito-me apenas lembrar livros - e é essa uma das vantagens da democracia, não termos tutelas sobre o que se pode ou não ler [e esta é afirmação suficiente para sustentar o princípio de que cada académico ou intelectual, catedrático ou não, que ande a higienizar ditaduras que praticam a censura oficial é um desprezível inimigo]. E então, nessa liberdade de leituras que iluminem possibilidades interpretativas, mas não as limitem num mero seguidismo, talvez coisas de há 30 anos sejam boas pistas. Quando Mbembe chamou a atenção para a necessidade de novas linguagens do poder em África, e Bayart e Geshiére (por exemplo) ligaram os discursos religiosos - a que nós, em pobre topologia evolucionista, chamamos feitiçaria - às dinâmicas políticas continentais. Velhos e novos conflitos e porosas e flutuantes linguagens sobre estes. 

Dá mais jeito, é mais higiénico, negar isso e convocar teorias da conspiração? Nisso, de facto, apenas clamar feitiços alheios, qual chupa-sanguismo? Bem, se se é académico é um pouco estranho. Mas não há tantos deles religiosos, assim supersticiosos? Assim sendo, aqui no aquém-Tejo, deixo o discurso aos crentes. Eu estou blindado, aliás. Talvez a "vacina" tenha já prescrito, tantos anos passaram. Mas o meu remédio, a vacina biomédica chamada "dúvida" continua a funcionar. Apenas, e repito, "ah, não me peçam versos agora".

 

Cartas de Eça

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Aqui  na estante residente encontrei este exemplar de "Cartas" de Eça de Queirós - edição Aviz, de 1945, apresentada como "contribuição para o centenário" do autor, ladeando o "A correspondência de Fradique Mendes". Também há lá em casa mas como o lera deixo o "Fradique ...", esse coisa magnífica, para depois e avanço. Concedo, será interessante para quem estude (ou vá curioso) sobre aquele tempo, nas dinâmicas da "Tertúlia Ocidental" e suas ramificações. Mas para os outros, vulgares leitores? 365 páginas, centos de cartas, um doutor Queiroz queixando-se de editores, com mal-entendidos e até pequenas e meneantes picardias com seus "pares", repetindo-se em esclarecimentos que permitem pensar em tibieza própria, resmungando dinheiros pretendidos ou devidos, solicitanto aqui ou ali uma atenção e até "cunha" junto ao poder. Interessou-me apenas duas ou três breves cartas, mas com prosa até pungente, pois em excessos de louvores, solicitando colaboração a António Ennes - que foi naquele tempo realmente um intelecto extraordinário - para uma revista. Mas de Eça? Pouco ou mesmo nada. 

De facto, os escritores nada interessam, pobre gente que por aqui anda, como os outros. Apenas os seus livros valem. Quando valem. Ou seja, sigo para (terceira vez) do "Fradique".

Feliz de mim ..

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Deixa os que têm favor lá das estrelas

gabar-se de prosápias, honrarias.

Arreda-me a Fortuna o merecê-las,

o que mais honro guarda-me alegrias.

Favoritos de reis ostentam flores,

mas como o malmequer ao sol recolhe

em si mesmos enterram esplendores

e um sobrecenho as pompas já lhes tolhe. 

O esforçado guerreiro no combate,

depois de mil vitórias, se vencido,

ao rol das honras vê o seu abate

e tudo quanto fez ser esquecido.

         Feliz de mim porque amo e sou amado

         e não tiro nem posso ser tirado.

 

Let those who are in favour with their stars

Of public honour and proud titles boast,

Whilst I, whom fortune of such triumph bars,

Unlooked for joy in that I honour most; 

Great princes' favourites their fair leaves spread

But as the marigold at the sun's eye,

And in themselves their pride lies buried,

For at a frown their in their glory die.

The painful warrior famoused for worth,

After a thousand victories once foiled,

Is from the book of honour razed quite,

And all the rest forgot for which he toiled: 

        Then happy I, that love and am beloved

        Where I may not remove, nor be removed.

(William Shakespeare, Os Sonetos ... [soneto 25], tradução de Vasco da Graça Moura, Bertrand 2002).

 

 

José Mucavele

José Mucavele, Mufana wa Livala

O sistema-FB avisa que hoje o magnífico José Mucavele se torna septuagenário. Confinado aqui aquém-Tejo estou longe dos meus discos, por isso cruzo a alvorada ouvindo as escassas (e roufenhas) reproduções existentes no youtube.

E com elas ascendem-me algumas memórias. Entre elas a de um espectáculo dele, noite longa até à madrugada no Xiphefo de Inhambane, em Janeiro de 1998, cidade na qual ele não tocava desde 1979, coisas também dos efeitos da guerra civil. Um momento verdadeiramente único. E polissémico, no meu sentir.

Mas mais ainda lembro um episódio nem musical: uma noite, talvez ainda em XX, fomos em trio até uma discoteca, aquela que ladeia (ladeava?) a Assembleia da República - foi mudando de nome, esqueci-o, só recordo que tinha uma pista de dança com soalho em madeira, que até a mim fazia dançar [Adenda: é óbvio, como pude esquecer o nome?, que se trata do Matchedje, como me lembra um comentador]. A casa estava bastante cheia, gente muito jovem. E o que me tocou, e muito, a reacção à sua chegada, ele informal como sempre, e o enorme, profundo respeito, que de imediato o rodeou. Não a excitação, o êxtase, com que habitualmente os jovens recebem os ídolos da música e da tv. Mas algo diferente, denso de tão pausado. E nós sentados, ele com a sua água, nós com as nossas cervejas, e os mais-novos, paulatinamente, vindo saudá-lo. Ao Mestre? Mais até como se ele Herói (no sentido grego, semi-divino).

Nós não entendemos as líricas, sempre alguém tem que as traduzir. E as gravações escasseiam. Mas crede, o (agora mesmo) mais-velho é Grande.

Saudações e Parabéns. Ou seja, muita Saúde e todo o Bem.

Crónica dos dias do COVID (25)

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Quem me conhece (ou blogo-conhece) saberá que eu abomino Marcelo Rebelo de Sousa mais do que as brigadas do Al Shabaab odeiam as barracas de bifanas e coiratos no Campo Grande em dia de jogo do Sporting. E que quanto a Costa e seus sequazes tenho frémitos de os enviar para a arena do José de Alvalade (o nome é esse mesmo) rodeados de leões.

Dito isto fica a questão: será que nem os idólatras notam o desvario de uma capa destas? Que não é preciso ser tão rasteiro?

Por outro lado é um aviso: vêm aí tempos ainda mais difíceis para a imprensa. Há que garantir que Armando Vara se disponibiliza a deixar as grandes empresas pagarem publicidade. Não é nada mais do que isso. O "Expresso" está atento.

Crónica dos dias do COVID (24): pensar

Coronavirus, il "Va pensiero" è virtuale: il coro dedicato ai medici (publicado no sítio do La Repubblica)

Que voe bem alto a Razão, que nos ampare neste exílio, que nos inspire e harmonize diante de tamanho sofrimento

(não sou muito de Verdi. Mas ao ver um punhado de músicos cantarem o que tanto nos é preciso e com toda esta atitude ... Caramba. Isto é resistência, pundonor)

 

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