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Nenhures

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Permito-me incomodar os meus "amigos-FB" com uma matéria literalmente comezinha. Pois hoje fui até ao simpático estabelecimento "Lidl" da minha vizinhança, ao qual não acorrera nos últimos dias. E reparei que o pão básico ("bola de mistura") teve um aumento de.... 25% (de 12 para 15 cêntimos). Lembrei-me da velha máxima (também por vezes dita "lei") de Economia: quanto mais caro o pão, mais este se vende (qu'a gente fica sem dinheiro para o resto).

Enfim: 25% de aumento! Deve ser isto o "novo normal" de que se falava. Temo, sinceramente, que um dia destes aumentem o Queen Margot.

(O Gotejar da Luz, realização de Fernando Vendrell, 2001)

Leio que morreu Luís Sarmento, muito amigo de vários dos meus amigos, e sobre quem muitos elogios fui ouvindo, mas ao qual nunca conheci. Recordo este "O Gotejar da Luz" (2001), um bom filme de Fernando Vendrell, com base num conto de Leite de Vasconcelos, no qual Luís Sarmento actuou, com indiscutível mérito.
Aqui fica, em versão completa, para quem quiser (re)ver. Com os meus sentimentos para os seus inúmeros amigos.

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Estamos a quinze dias das eleições, em plena campanha eleitoral. Nos últimos dias o ex-ministro da Administração Interna, Cabrita, é constituído arguido naquele processo de atropelamento, no qual teve, pelo menos, uma prática discursiva patética (o que será uma avaliação universal, independente das simpatias políticas de cada um), para além de uma atitude moralmente condenável (o que já dependerá do ponto de vista de cada um. Mas, caramba, é preciso ser muito faccioso para não lhe apontar o dedo...). E agora o tribunal absolve o ex-ministro da Defesa, Lopes no grave caso do roubo de armamento militar, por o considerar incompetente para o exercício de funções governamentais (e já nem falo da atitude do ex-ministro ao aceitar essa argumentação para se libertar do processo que lhe fora colocado, uma evidente falta de auto-respeito). Ou seja, ao absolver Lopes o tribunal exara uma clamorosa censura a quem o escolheu para ministro, António Costa.
 
Ambos os ex-ministros foram muito criticados por parte da opinião pública e por alguma imprensa. Mas foram também veementemente defendidos pelos "fazedores de opinião" (comentadores, jornalistas) e pelo PS. E, acima de tudo, pelo Primeiro-Ministro Costa, que os sustentou até ao limite do politicamente possível.
 
Se o primeiro governo de Costa foi muito criticado pela sua "endogamia" (até literal), pelo seu ensimesmamento em torno de um pequeno núcleo socialista, este segundo que agora terminou tentou limpar-se dessa imagem, pelo menos abdicando de integrar relações familiares. E as opções de Costa deram nisto: para pastas fundamentais teve uma confiança total num mero "passageiro" que acaba arguido, imoralizado num acidente mortal decorrido em matéria da sua tutela; uma confiança total num juridicamente considerado inimputável, por incompetência intelectual, para exercer a tutela sobre as matérias que lhe competiam.
 
E é absolutamente inenarrável que a mole de apoiantes do PS, militantes, simpatizantes, avençados, meros eleitores flutuantes, face a isto tudo não encarem Costa com, pelo menos, uma estupefacta suspeição sobre a sua competência para chefiar governos. Ainda por cima, repito, porque estamos a apenas quinze dias de eleições.
 
(Mas, estou certo, muitos deles andarão para aí a botar a conversa sobre a competência e legitimidade do P-M da longínqua e pérfida Albion que deixa o seu gabinete fazer festas durante o Covid. Às vezes é uma desgraça ser... compatriota desta gente).

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"O artista pode funcionar como um farol, um vidente", muito bem diz o Ídasse. Ele faz-me o enorme favor de ser meu amigo, mesmo amigo! Do qual eu sofro saudades, dos dias no seu bairro do Jardim ou das nossas caminhadas Maputo afora. É o meu artista moçambicano preferido, aquele de quem tenho mais obras, das afinal poucas que acumulei. E é um amigo preferido, "mano" se se quiser, querido como eu prefiro dizer. Talentoso é-o. Mas é também sábio. De uma sageza ponderada, recatada, embrulhada no seu maravilhoso riso, aquele gargalhar tantas vezes irónico e sempre sagaz. E é também, anuncio-o, o único homem que me apazigua - "porra, Idasse, tu dás-me paz", disse-lhe há já tantos anos, num dia que eu em polvorosa me esvaziei diante dele, de uma 2M e de uma mera tosta mista, verdadeiramente espantado com o seu efeito em mim, coisa estranha em homens da minha lavra que, quanto muito, só se apaziguam diante de uma ou (vá lá) outra amada mulher.

Não sei, honestamente, se estas palavras conseguem transmitir o respeito, imenso, que tenho por ele, por aquilo que ele sabe transmitir, grafica, intelectual e sentimentalmente. Para os menos sensíveis, daqueles que precisam de factos, traduzo-me: quem entra em minha casa tem logo uma mulher escarificada e um passo à frente uma curandeira a parir. E diante da minha cama, onde as visitas não entram, está um dançarino flutuante daquela maravilhosa série de 1998. Cá longe, sigo com Idasse.

Que as pessoas em Maputo o procurem. Não o incomodem. Mas tentem fruí-lo, aquilo que possam. E, entretanto, que leiam esta sua recente entrevista ao jornal "O País", onde para além de abordar o seu percurso repisa questões prementes no sector cultural do país. As quais, infelizmente, são sistematicamente esquecidas.

Adenda: como as ligações às páginas informáticas dos jornais são muito perecíveis, e também porque a página de "O País" é de acesso algo irregular, aqui deixo esta edição de "O País.pdf"para consulta desta entrevista, agradecendo à leitora que me enviou o documento.

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O prestigiado TasteAtlas (para quem não conheça aqui deixo a sua apresentação) acaba de anunciar as escolhas para os melhores das várias categorias da gastronomia mundial. Na categoria global "Salsichas" de Todo o Mundo concedeu o primado à Alheira pátria. E esmiuçou o primeiro lugar, atribuindo o topo da salsicharia global à Alheira de Vinhais.

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Para possível avaliação da pertinência desta nomeação aqui deixo o rol de 79 salsichas mundiais que foram analisadas para esta deliberação, e que inclui ainda mais algumas dezenas de salsichas que foram, este ano, deixadas fora de concurso.

E, decerto que para gáudio dos visitantes, deixo ainda a ligação para o precioso painel dos 100 Melhores Pratos Tradicionais Mundiais de 2021, associado à indicação dos 5 Melhores Pratos Mundiais em 25 Categorias Culinárias

(Adenda: Adenda: que esta minha divulgação não seja entendida como uma mera actividade de "influencer" cultural. Trata-se também de um acto de cidadania, político assim, celebrando tradicionais práticas alimentares que muito sofrem com a campanha que lhes é avessa executada dos agentes do totalitarismo sanitário, quantas vezes em conúbio com as grandes empresas de distribuição alimentar - as quais, tantas vezes, até detêm meios de comunicação social, como em Portugal acontece.)

 

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