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Nenhures

Nenhures

14
Fev18

A inveja nas redes sociais?

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lutero.jpg

(Martin Luther afixando um postal no “site” da capela de Wittenberg, 31.10.1517, sem indicação de hora)

(Postal no Delito de Opinião)

Olho o pensamento da semana no DO, colocado pelo João André: “Um mundo completamente ligado electronicamente permite-nos partilhar a nossa vida. Mostramos viagens, sorrisos, festas, roupas, carros, concertos, sucessos profissionais. Fazemos likes aos outros na esperança que façam o mesmo a nós e invejamos. Invejamos o sucesso, o dinheiro, os parceiros, os amigos, a disponibilidade, os corpos, os brinquedos, a família. Invejamos a vida“.

Não podia discordar mais. Este meu postal não é ad hominem  pois o que me conduz é que esta ideia, este fastio pelas “redes sociais”, pelas poses atitudinais que elas potenciarão, é recorrente. Essa sensação de que são elas (nas quais se devem integrar os já vetustos blogs) um rizomático “Grande Irmão” alienante. E sobrealimentado pela perfídia invejosa, essa grande e tortuosa arma do controlo social, do aquiescimento do destino, próprio e colectivo.

Intelectualmente este fastio parece-me muito discutível. Nestes tempos de pós-marxismo isto é o avatar possível da velha grande teoria revolucionária. Deslustrada que está a ideia de que “a luta de classes é o motor da história” ficamos com esta simples, e simplista, sequela de que, afinal, “a inveja é o motor da história”, pois é ela que nos conduz representações  e práticas. Mas este mal-estar, na sua bruma desconfiada, é eclético, no pior sentido deste termo, o de infértil. Pois advém também da degenerescência da concepção liberal, travestindo a procura do interesse individual  (como “motor da história”, se me permito a usurpação) em mera inveja actuante. Esta infértil amálgama não passa assim de uma confusa noção, radicalmente conflitual, da vida social, derivada de um mero psicologismo (o primado da tal malfadada “inveja”), quantas vezes carnavalizado de um “culturalismo”, este já de si tão pobre, como no tão habitual “os portugueses são …”.

O certo é que nem sequer representa o real. Na pequena parcela desse real a que tenho acesso os factos são outros. As páginas necrológicas passaram para as redes sociais (“morreu o meu marido”, “morreu a minha mãe”, “o funeral do nosso pai será amanhã”), tal como as notícias das doenças (“a minha irmã está hospitalizada e a recuperar”, “obrigado ao estimável pessoal médico do hospital …”, “tenho que deixar de beber álcool”) ou as efemérides dolorosas (“faz cinco anos que morreu o meu amor”, “meu pai faria hoje 9… anos”), as rupturas de relações amorosas, etc. (os exemplos são todos de postais de facebook que vi nos últimos dias). Partilham-se pensamentos alheios e próprios. Imagens, orações, música, eventos da  vida colectiva, vicinal ou nacional, e individual, poemas, citações, notícias, memórias. Posições políticas, protestos desabridos, proto-ensaios, piadas, brejeiras umas outras nem tanto. Interessantes ou não, consoante o receptor. Ou seja, utilizam-se estes meios tecnológicos actuais para comunicar, para difundir “o que nos vai na alma”. Tal como Luther o fez em Wittenberg. De facto, nem todos somos Luther mas todos temos uma “alma” na qual se passa algo. E muitos querem-no mostrar – indivíduos que todos são (somos) diante desse “Deus” que são os outros, com Ele (eles) contactar, “comungar” directamente, sem mediação, e nisso muito de Luther ressurge. Sendo certo que as pessoas, as tais “almas”, assim estrategizam, sobre a imagem própria, quanto aos objectivos dos relacionamentos. Mas, e é isso que tanto me afasta destas visões conspiratórias adversas às “redes sociais”, e tão cegas quanto ao que conduz a acção social, essas estratégias não são um defeito (uma imoralidade, uma malandrice). São uma característica, o que não macula, por si só, os actos.

Há nisto uma encenação? Sim, na medida em que nos representamos. Acabo de reler, 30 anos depois, “Cântico Final” de Vergílio Ferreira, um livro de que nada gostara. Ao contrário de agora (apesar daquilo do excedente idealizador da amada, mas enfim, será feitio meu ..). Coloco-o, como faço às minhas leituras não profissionais, na minha conta da goodreads, um belo clube de livro, “rede social” onde se trocam indicações de leitura e opiniões sobre o lido. Andamos ali a armar-nos em grandes leitores, a invejar as bibliotecas alheias? Ou a “conversar” sobre livros, aprendendo? Como ando com pouco tempo não meti a capa nem a foto do escritor na minha conta da pinterest, uma “rede social” óptima para coleccionadores de cromos, como eu o fui. Andamos ali a invejar-nos, a encenar-nos cultos e sensíveis? Ou a fruir imagens que nos agradam? Já agora, e porque tenho estado muito fechado em casa, raras são as vezes que vou ao cinema mas vou vendo filmes na tv, nas noites de insónia. Coloco-os na “rede social” IMDb, que disponibiliza informação vasta sobre os filmes, vistos ou desejados, e nos deixa opinar (“votar”, criticar). É encenação, eu qual cinéfilo? Promovo inveja?

Não se trata apenas de mim, não me tomo pelo todo, são milhões de pessoas a fazer estas “maluquices”. Inúteis, porventura? Se assim é, ainda bem, apartando-nos do “utilitarismo” básico, de pacotilha, que brota de tantos locutores silvestres. Estaremos a propagandear, melífluos, o nosso “sucesso” de consumidores, invejável aos outros? Afirmando um “capital cultural” mais relevante, procurando a “distinção”, o estatuto social? Será isso mesmo?  Não haverá mesmo nada de prosaico na vida social? Não haverá espaço para “conversar” com outros sobre o que se vê e o que se pode ver? Neste rossio actual, neste átrio de igreja d’hoje, que as disponibilidades actuais tão mais alargam? E sem estarmos obrigados a ouvir apenas a prédica do cura local ou a dos “mestres do pensamento”, “os senhores doutores” da aldeola, e nós de chapéu na mão ou de cálice na taberna, escutando-os? É assim tamanho o pecado de apenas … irmos andando como se que por nós próprios?

Há alguns anos criei uma conta na “rede social” academia.edu, onde meto os textos mais “académicos” (alguns não o são, mas isso é outra conversa). Esta rede é um filão, pois congrega imensa gente, imensos textos. Dando acesso ao que não tínhamos nem conhecíamos. Divulgam-se textos próprios (provocando a tal “inveja”? procurando o tal “sucesso”?) e alheios (convocando, estrategicamente, a reciprocidade?). Certo, há quem critique este “acesso aberto”, quem denuncie o “grande capital” a pilhar o trabalho intelectual. Mas isso é outra temática. O que interessa neste âmbito é perceber se o que move os milhões de participantes nesta rede de cariz profissional é a procura do “sucesso” por esta via? Se são movidos pela “inveja”? Somos assim tão  básicos? Ou se, pelo menos também, ali interagem, interagimos, comungando saberes, articulando fontes. Estrategicamente, claro. 

Há uma encenação nisto tudo? Em parte trata-se da forma como as pessoas recebem o que vem de outrem. Lembro sempre este ápice: durante anos bloguei em Moçambique, quando os blogs eram  mesmo uma “rede social” – a “blogosfera” dizia-se, com seminários, encontros organizados, jantares. E, mais do que tudo, “links” entre blogs e entre textos, críticas e debates, uma verdadeira “esfera”, cheia de amores e desamores, clubes e partidos. Enfim, “amizades”, como na “rede” paradigmática de agora. Nesse meu blog meti crónicas de viagens feitas naquele país. Achava-lhes piada, até as imaginei em livro mas acabei por as juntar numa “rede social” (este “Ao Balcão da Cantina“). Mas antes disso, blogara eu uma dessas andanças e nessa noite recebi um simpaticíssimo comentário de uma leitora: “você deve ter uma vida extraordinária“. Não pude deixar de me rir. Não é que me queixe da vida – “filha“, dizia eu há uns anos à minha, após a morte de um querido amigo, “se me der o badagaio“, “ó pai, não digas isso, cala-te“, “nada, ouve, se me der o badagaio, lembra-te que a morte aos 50 já não é precoce. E que tenho levado uma bela vida, já fiz muito mais do que imaginara” (“o que não quer dizer que não queira cá ficar mais uns tempos“) – mas aquele comentário apanhou-me a preparar aulas noite fora, a reler pdfs de fotocópias de Bachofen e McLennan, uns evolucionistas oitocentistas, leituras muito interessantes para quem estuda história da antropologia. Mas não exactamente “uma vida extraordinária”. Ou seja, muito depende das formas como aquilo que nós, “redistas sociais”, colocamos é apreendido e assim reconstruído. E não tanto a nossa volúpia egocentrada e vaidosona.

Diz Vergílio Ferreira, e por isto é que fui buscar o “Cântico Final”, falando do tempo que nos passa ao longo da biografia: “viver era agora quase só durar“. E a verdadeira encenação é negar esta clarividente verdade. Nós duramos, porque temos e/ou queremos. Para durarmos não precisaremos de fugir totalmente ao real nem de uma completa amnésia. Mas não o conseguiremos se ficarmos monopolizados pelas dores e insucessos, próprios e alheios. E nem só desses podemos recolher ensinamentos para o viver, para este durar. Temos que gostar de algo, manifestá-lo ou, pelo menos, aparentá-lo, um algo muleta da travessia. Dele falar a nós próprios. Demonstrá-lo quando em conversa com outrem. Por isso mostro os meus cães e gatos (que não tenho), a minha querida filha (raríssimas vezes), festas familiares (não sendo eu grande filho nem magnífico parente), uma ou outra comezaina se mais pitoresca (e sou frugal à mesa, menos atento à faca e garfo do que ao copo, é certo), a minha ida a Alvalade (e nem sequer tenho SportTV), etc. Duro. Resisto.

Exemplifico melhor neste assim. Estou em Bruxelas, vim ver a minha filha. Fomos ver a exposição “Magritte, Broodthaers & Contemporary Art“. Pensei em fazer um postal sobre isso. E também sobre o Anima, o festival de cinema de animação de Bruxelas, no qual descubro ser o realizador José Miguel Ribeiro um dos jurados. Pensei também meter um postal no És a Nossa Fé, sobre o Sá Pinto que treina com sucesso o Standard de Liége. Talvez umas fotos, de prédios ou detalhes no meu mural de facebook, tudo isso a ecoar, como sempre, na minha conta do twitter. Enceno-me cosmopolita (ainda que, enfim, hoje em dia vir a Bruxelas não seja exactamente um “must“)? Publicito um qualquer especial “capital cultural”, com estes devaneios de consumo artístico? Anuncio um qualquer sucesso, existencial, familiar, económico? Tudo de molde a incentivar a inveja alheia, o mero “respeito” que seja? Entretanto, há quinze dias o colectivo Delito de Opinião juntou-se em jantar. Eu estava tão “tchonado” (o calão moçambicano para “teso”) que me foi necessário conter-me e faltar. Mas não me passa, nem passou, pela cabeça fazer um postal sobre isso. Sendo certo que esse episódio é muito mais relevante sobre mim do que o Sá Pinto em Liége ou um detalhe do Horta bruxelense. Mas estamos, estou, cá para durar. E a comunicação, as partilhas, são sobre como duramos. Não exige a vasculha do íntimo, o intimismo auto-punitivo. Pois aprendemos, tomamos consciência, com as dores e maleitas, próprias e alheias, mas enfrentadas com filtros. Caso contrário afogar-nos-emos no caldeirão dessas dores

E o mais importante é que não são as dores e as maleitas que nos congregam ou alimentam. Numa rede social, real, dita (excepto pelos tolos hiper-liberais) sociedade. A qual não vive só do conflito, invejoso ainda para mais, como alguns quiseram crer, como estes “neo-commies” querem ressuscitar. Mas muito disto de nos apreciarmos. Com as nossas coisas. Apesar das nossas “coisas”. Deixemo-nos pois de “coisas”. E ombreemos. Estrategicamente, é certo. E com aquilo, também, da inveja. Que faz parte. E, tantas vezes, tão útil e produtiva é. Para fazer a “rede”.

02
Fev18

A estátua de Salazar em Maputo

jpt

salazar

(Fotografia de Vasco Ribeiro)

Um texto de Miguel Alexandre Ganhão no Correio da Manhã sobre a estátua de Salazar, actualmente (res)guardada na Biblioteca Nacional, em Maputo. Sofre, o texto, daquela reaccionarite aguda que é aprofundado sintoma da demência senil. Não a do autor, entenda-se, mas sim a da mundividência que propaga. Mas, ainda assim, nessa sua vetustez titubeante dá azo a algumas questões:

1. A "turistização" da visão sobre o universo em causa. Pois ao afirmar que os milhares de portugueses ali residentes "perfilhem eles seja que ideologia for" "sentem-se incomodados com a situação" está a falar de algo misterioso. Dou o meu exemplo: sendo eu um liberal lite com laivos de social-democracia (ou seja, no actual linguajar dos funcionários públicos intelectuais um "neoliberal, reaccionário, lusotropicalista", aka proto-fascista), em 18 anos de residência nunca esta situação me incomodou e até surpreendeu risonhamente. Um ricto partilhado com a esmagadora maioria dos portugueses que têm conhecimento do facto (a enormíssima maioria nunca entrou na BN; a maioria não sabe disto). Todos ficam surpreendidos com a preservação da estátua, num imediato "Afinal?..." muito local.

2. Uma questão política: lamenta-se o escriba que o governo português nada faz para obstar a esta situação "degradante". Primeiro, e lateralmente, não é ao governo mas sim ao Estado que se deve cobrar este tipo de intervenções, mas enfim, os treinados neste regime de partido-Estado confundem as coisas. Mas o relevante, politica e culturalmente, é isto: a estátua é propriedade do Estado moçambicano. Cumpre a este dela fazer o que muito bem entende. Por mais que custa à(s) cabeça(s) dura(s) isto não se trata de criticar o governo por não actuar diante de uma qualquer prática de uma biblioteca municipal cá do rincão.

3. Outra questão, que é política: lamenta-se o colunista que assim se desrespeita a (nossa) "simbologia nacional". Vamos lá ver se nós integramos, nesta era, Salazar como vulto da nossa simbologia? Aceitamos? Eu sou vizinho da praça cidade de Salazar (a preservada toponímia tardo-colonial do bairro Estado Novo dos Olivais, em Lisboa). Mas ruas, estátuas e bustos Salazar no país foram desaparecidas no pós-25 de Abril. Diferente foi em Moçambique. Em Maputo havia duas ruas Salazar. A da Baixa (hoje da mesquita-velha, se não estou em erro). A inicial comissão de mudança toponímica (da qual conheço dois membros) propôs a sua mudança, o que foi recusado pelo presidente Machel num "isso de fazer esquecer a história é coisa dos portugueses, não nossa", terá dito em reunião. Só em 1991 é que a rua mudou de nome (se estiver errado alguém me pode corrigir, pois escrevo de memória e crente nas inúmeras narrativas sobre o facto). A outra rua Salazar, de facto uma pequena viela, era paralela à Av. Vladimir Lenine (suprema ironia), perto do antigo Prédio Isolado, e a essa ainda conheci, pois só desapareceu devido à construção de imóveis, apenas na década passada. Agruras com a "simbologia nacional"?

4. Em Maputo (no resto do país é diferente) o Estado moçambicano cuidou do património "oficial" colonial. A estatutária e a pintura oficial foram concentrados e cuidados, para isso também contando com a colaboração do Estado português. A Fortaleza de Maputo acolhe o cerne desse património, entre outros itens as estátuas de Mouzinho e de António Enes - aqui entre nós, eu, se fosse moçambicano, não faria grande diferença entre acolher a estátua de Salazar e a de Enes, que estavam bem um para o outro na visão que tinham daquilo tudo, e tiro disso Mouzinho, que sempre tem a panache militar e ainda por cima se suicidou. O Museu Nacional de Arte tem uma colecção de pintura oficial (reis, presidentes, governadores, obras de Columbano, Malhoa, entre outros), bem preservada, até alvo de exposições episódicas, e restaurada com o apoio técnico de instituições portuguesas (em ambos os casos a Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; para a acção do no Museu Nacional de Arte com o contributo de técnicos do Instituto José Figueiredo).

Ou seja, o problema é o que fazer de "Salazar". Não foi explodido, não foi afogado. É um incómodo. Que estará, ali nas traseiras a receber a "patine" do tempo, a maturar a sua inscrição na memória social. Bem diferente do que em Portugal. Onde pontapeámos a imagem do fascista (ai, desculpem, não era "fascista", já cá não está quem falou ...).

5. Vai o postal longo, mais longo do que o parvo (e reaccionaríssimo) artigo do Correio da Manhã (o jornal mais lido por cá). Mas dá ainda para lembrar duas outras coisas: há em Moçambique mais exemplares desse património "oficial" colonial. Na Beira há um armazém cheio de estátuas. A falta de recursos económicos e, acima de tudo, de recursos humanos sensibilizados para este efeito, não promoveu aquilo que aconteceu em Maputo. Ou seja, não houve uma camada intelectual local, inscrita no Estado, que tenha dinamizado uma leitura da história e a sua preservação patrimonial. Chegará o dia. E depois há as boas intenções, apatetadas como sempre.

Em Inhambane há uma estátua de Vasco da Gama também guardada no parque de estacionamento traseiro de um edifício camarário (tenho umas fotografias minhas com ela ombreando). Há um museu da cidade, com acervo muito heterogéneo, e ela poderia lá ser colocada. Ou num local mais público e histórico. Mas ainda ... Falta decisão política. Há vinte anos, quando falei do assunto, até havia boa vontade local. Mas feneceu, logo, quando ouviram estes meus patrícios ufanos das "simbologias nacionais", aqueles dos "lusófonos", que a queriam espetar na praça central da cidade "terra da boa gente" - exactamente onde está agora a estátua de Samora Machel. Claro.

6. Para quem ainda se queixa destas coisas deixo um sinal da plasticidade local face a este património. Na Ilha há uma enorme estátua de Vasco da Gama. Havia sido apeada, faltava-lhe um pé, se não estou em erro. As entidades estatais portuguesas ofereceram os seus préstimos para a reparação. O assunto era simbolicamente sensível (ou seja, tinha importância política). Vai daí e um dia a rapaziada da cooperação militar portuguesa (se de Nampula se de Nacala já não recordo) meteu mãos à obra (e à bolsa) e mandaram reparar a peça e recolocá-la no pedestal. Assim, de modo oficioso. Tal e qual como se o British Council decidisse, sozinho, colocar o Beresford em Trancoso ou o Drake em Sagres. Reacção local? Plácida. Acolhedora. Se a história é correcta, e sempre assim me foi contada, é muito denotativa sobre o que os "lusófonos" da sacra "simbologia nacional" impensam. Eu teria desmobilizado aquela tropa toda. Mas a putativa bronca político-diplomática inexistiu.

7. O texto é longo? Sim, pois deu-me para recordar as inúmeras gargalhadas dos meus patrícios "perfilhem eles seja que ideologia for" quando alguém lhes contava da existência de uma estátua de Salazar em plena Biblioteca Nacional. Incómodo? Só na cabecinha do fascistazinho.

(Postal no "O Flávio")

Bloguista

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