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Nenhures

Notícia interessante: os partidos tradicionais da esquerda recusam conceder aos novos 3 partidos parlamentares tempo para participação nos debates. Mas na anterior legislatura concederam-no ao ecologista PAN, abrindo excepção aos regulamentos (ditos "regimento"). Foram então magnânimos, assim se sentiram. Não o querem ser agora, porventura porque não se defrontam com uma novidade paladina de "cães e gatos" mas sim com 3 afrontas ideológicas ao status quo. Mas isso, essa atitude discricionária de quem assim tanto mostra que se sente proprietário daquela casa, pouco vingará.

O relevante é que a anterior legislatura (4 anos) funcionou com uma excepção aos regulamentos, considerada aceitável e legítima. Mas mesmo assim os partidos - até o PAN, que beneficou dessa "magnanimidade", qual mimoso "pet" - não modificaram esses regulamentos. E que o Presidente da Assembleia, que agora surge como se voz avisada, não induziu essa alteração nem clamou publicamente pela sua necessidade.

Andaram os partidos e andou Ferro Rodrigues "a dormir na forma", como se diz no dialecto castrense? Ou, pelo contrário, bem despertos, a deixar "correr o marfim" para manterem o controlo, "corporativo", da casa de todos nós por vias da "pessoalização" hierarquizada das decisões? Aquilo do paradigma do favorzito nas decisões públicas, neste caso o tempo para falar no plenário, noutros aquilo que tanto se sabe? Pois esse é o paradigma dominante, "regimentos" frágeis, maleáveis ou contornáveis, decisões "magnânimas", "atençõezinhas", ou seja, "leis não aplicáveis literalmente" como defende Santos Silva?. Escolha-se a opção.

Ferro Rodrigues tem razão, agora paladino da equidade? Nada disso, quatro anos de silêncio é o que se lhe deve cobrar. Tarde piou, é o que cumpre dizer.

 

(After the Berlin Wall, um documentário da DW)

30 anos passaram sobre esta enorme festa, tanto tempo já passado a mostrar como a vida corre. Crescer com "vizinhos" daqueles, aquele horror, foi uma experiência ... A sua queda foi era de Júbilo.

(Ainda há quem tenha a desvergonha, pois já não é a ignorância que então alguns ainda tinham, de negar o tenebroso daquilo. Que gente ...)

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé

Este do Tim Curry é um dos ícones da minha adolescência (sim, eu sou "tóxico", mas cresci nos 1970s ...). E muito me tenho lembrado dele nestes últimos dias. A propósito destes direitinhas, uns mui liberais, outros algo Chegas, até Cêdêésses, uma nesga envergonhada deles psd não-Rio, que andam há um ano a gritar contra a Greta, a bufar contra os "marxistas culturais" do aquecimento global, a clamarem contra a cabala dos cientistas, a espumarem e flatularem "no pasa nada" no ambiente, etc. e tal.

E agora surgem, de repente, travestidos sem a onda do Tim Curry, mesmo quais prostitutos de rua barata, carregadinhos de doenças sexualmente transmissíveis, a protestar contra a perfídia, incompetência e malandrice dos socialistas, pois estes prontos, ao que parece, para decidirem por um aeroporto num Montijo que será, afinal, dizem estes malandretes, ... inundável pelos efeitos do aquecimento global.

Alguém chama a "ramona", a por ordem no beco infecto, a meter estes burguesotes histéricos na choldra? Só até amanhã, a ver se se acalmam ... que a gritaria não deixa dormir a vizinhança.

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Gosto do Brasil. Não imoderadamente. Sou patriota (sim, tão fora de moda para os identitaristas marxistas, que reificam todas as identidades menos as ... nacionais, se estas independentes). Adoro Moçambique ("juro, sinceramente, palavra de honra, vou morrer assim ..."). E gosto mesmo de Gales, da África do Sul, etc. Sofro bósnio, em particular herzegovino. Tenho agora um romance serôdio com a Bélgica. Mas, nisto, gosto do Brasil, também. Bloguei mais de uma década com uma epígrafe do genial, conciso mas genial, Raduan Nassar. Tremo com Milton. Machado de Assis é o maior no nosso linguajar. Ou seja, não conheço o país, não estou actualizado na ficção (Hatoum é muito simpático), não lhe leio a antropologia (coisas cá minhas, a cada um os seus rumos), desconheço a poesia, ensaios nem sei. Jornais, tv? Era o que faltava ... Tanto mundo por aí, tanta África Austral. Aquele não é o meu hemisfério de atenção. Mas tenho afecto.

Vem a isto a propósito de que o anterior presidente foi agora desencarcerado. Não sei ajuizar da sua presidência, não sei nem quero ajuizar da justiça com que o tratam. Torço o nariz ao actual presidente. Mas deste anterior pouco sei, nada "acho". Mas vejo-o comemorar. Diz ao povo que tem 74 anos mas 30 em energia, anunciando-se como candidatável a postos relevantes. E junta-lhe que tem também 20 em termos de disponibilidade eréctil ("tesão").

É o resumo do país? Infelizmente dá-me a sensação que sim. Enfim, brasileiro ou português, viva Haddock
 
 
 
 
 

mortos.jpg

Muitos se indignam com o Dia das Bruxas de ontem, invectivando que não é tradição daqui. Mas hoje comemoram (nem que seja por fazerem feriado) o dia de Todos os Santos, e a esta tradição não a protestam estrangeira. E amanhã comemora-se o Dia dos Mortos (aliás Finados), e também ninguém critica, julgando-o uma tradição daqui oriunda. Muito cultos vão estes censores.

Enfim, nestes dias dedicados aos feiticeiros, aos mortos ilustres e aos mortos vulgares, aqui deixo a música apropriada à quadra festiva. Em versão madura e excelente. Assim digna. Pois o mal e a morte vêm "sem quartel". Comemore-se isso, sinal da vida.

 

(Page & Plant, 25.3.1998, concerto em Londres)

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