Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Nenhures

Nenhures

17
Fev21

Deportar Ba

jpt

depor.jpg

No último ano muito se falou de "cerca sanitária". Primeiro devido ao Covid e à incultura contaminadora de algumas populações do Norte de Portugal, mais dadas à brejeirice. Depois, como o vírus veio para Sul, e até mesmo a Lisboa, o termo desapareceu. De seguida, foi recuperado devido à ascensão do partido do prof. Ventura. Mas tanto em termos geográficos como políticos a expressão é algo fluida, até porque as cercas são porosas, por definição: passa sempre um viruzito, uma "boca", uma atitude. Uma influência, por assim dizer.
 
Ainda assim há momentos em que as podemos apalpar, às "cercas sanitárias". Este é um deles. Um conjunto já alargado de cidadãos (18 000 quando escrevo este postal) quer expulsar o nosso compatriota dr. Mamadou Ba. Estes devem ser isolados através das tais "cercas". São aquilo que na gíria popular se chama "fascistas". De facto, em linguagem científica, tratam-se de coliformes termotolerantes, basto prejudiciais caso não sejam confinados ao seu meio natural. Dadas as suas características fisiológicas (aliás, morais) não estão capacitados para apreenderem a injusteza das suas opiniões. São o que são, é-lhes natureza. Descontaminemo-nos. Para, saudáveis, criticarmos até à medula o dr. Ba. E seus correligionários.
 
Nota: como sabem os meus amigos e amigos-FB/leitores-in-blog fui, repetida e severamente, criticado pela Menina minha Filha e pela Senhora minha Irmã devido ao meu uso demasiado abrangente do léxico. Por isso pratico uma avisada auto-censura terminológica. Tendo isso em conta apelo a que os passantes se sintam livres para atribuirem ao termo "fascistas" outros sentidos. Cuja explicitação me está vedada.

16
Fev21

A propósito de Marcelino da Mata

jpt

marcelino da mata.jpg

"Não escreves sobre isto do Marcelino da Mata?", perguntam-me provocam-me. E nisso um tipo percebe que os amigos lhe dão estatuto de perorante. Nada, defendo-me. Pois nada sei de especial sobre a Guiné-Bissau actual ou passada, pouquíssimo sobre a sua guerra de independência. E nada sobre o agora falecido. Sei um pouco sobre as 3 guerras coloniais portuguesas - em particular a moçambicana. E sobre o recrutamento massivo de tropas locais. Questão silenciada nas histórias dos novos Estados-Nação - pois avessa às mitografias oficiais, às "imaginações das nações". Questão algo esquecida na história portuguesa - até porque tem componentes nada lustrosas. (Como, por exemplo, a infecta forma como o Estado português passou duas décadas e meias a fugir às responsabilidades com os deficientes das forças armadas em Moçambique. Sim, naturais de Moçambique, negros para quem não perceba bem, que optaram pela nacionalidade portuguesa após a independência e que o Estado fez por esquecer até mais não poder ...).
 
Mas também questão agora agora a ser escondida, como o mostra o bramir atrevido do dr. Ba sobre este falecimento e o coro de elogios que recolhe dos intelectuais do regime, pois difícil de integrar no mito racialista muito em voga. Ou, dito de outra forma, questão difícil, pois complexa, de integrar na discussão "do colonialismo" do modo básico como os intelectuais das "causas" surgem agora, anacrónicos ainda por cima... Pois invectivar o falecido é também forma de vetar referências às múltiplas formas de participação nas guerras por parte de soldados africanos. E ao facto disso denotar - e até explicitar - distinções internas nessas sociedades colonais. Bem como elidir as formas como isso se refractou nessas sociedades. E como os diferentes poderes nacionais vieram a tratar disso - os execráveis guineenses, criminosos de guerra (coisas que os excitados antropólogos, estudiosos culturais, historiadores, sociólogos e etc. que abraçam o dr. Ba nunca dirão); os pragmáticos angolanos; os peculiares moçambicanos.
 
Enfim, haveria coisas muito interessantes para falar sobre isto. Alguém que o faça, se tiver paciência, bem para além de invectivar Marcelino da Mata ou afirmá-lo qual "Infante Santo". Interessante, pois denotativo do ambiente boçal actual, é o facto de que - ao que consta - a imprensa (pelo menos a audiovisual) não ter comparecido no funeral do mítico militar. Apesar do Presidente Sousa (ele que até a banhos de mar leva as equipas de reportagem) lá ter estado. Ou seja, a lumpen-intelectualidade portuguesa (imprensa e academia precarizada) não sabe que fazer com a história recente do país. E prefere - em busca dos milhões de euros que o PS dará para quem minar o Bloco de Esquerda - menear-se com Katar&Ba. O resto pouco importa...
 
Sobre o demagogo Ba (que até faz umas resenhas escolares no jornal "Público") um amigo acaba de me lembrar um texto que lhe dediquei, há já dois anos. Já nem me lembrava disto. Aqui deixo a ligação: nem sobre o dr. Ba nem sobre o lumpen intelectual que tanto o saúda mudei de opinião.

15
Fev21

Rescaldo do dia valentino

jpt

cartão.jpg

Foi com pesar, uma compreensão pesarosa, que assisti ontem a uma sucessão de dichotes sarcásticos sobre este dia do amor. Não quero ferir nenhum desses deficitários afectivos, apenas lhes desejo melhores dias.
 
Certo que elaboro sobre este meu palanque. Aqui içado apesar desta idade, e do paupérrimo estado social, físico e anímico. Pois ainda há Senhoras que, nesta ocasião, me cumulam com estas atenções. É o prestígio, não resta qualquer dúvida.

13
Fev21

Autobiografia de um "torna-viagem"

jpt

fotocapa.png

Blogar é narcisismo, a crença de que se tem algo a dizer. Recuperar textos de blog, que são sempre de ocasião, é já doentio. Coligi-los é mesmo demencial. E já organizei três colecções, de textos dedicados a Moçambique: “Ao Balcão da Cantina”, “A Oeste do Canal” e “Leituras sem Consequências” (disponíveis na minha conta da rede Academia.edu). Tanta prosápia não augura nada de bom. 
 
Em 2014, sem querer e sem planear, trambolhei de regresso a Portugal. E ao meu velho bairro Olivais, na Lisboa blasé. Da qual tanto gosto mas tanto me arrepia. Botei alguns textos sobre isso, o deslizar abrupto que se calhar é apenas o normal do envelhecer. Agora junto-os a alguns outros, também mais pessoais, alguns mesmo intimistas. Fica uma autobiografia – coisa ainda mais patológica de se fazer - em 35 postais. Juntando o meu desabrido regresso a Portugal à minha juventude bairrista. A alguns trabalhos, poucas ideias e a a(lguma)s amizades. E aos amores. De facto, nada mais é do que uma colecção que eu gostaria que a minha filha viesse um dia a ler, daqui a uns anos, conhecendo-me (lembrando-me?) um pouco mais. Se mais alguém encontrar interesse nisto será um prazer para mim.
 
Chamei-lhe "Torna-viagem". Basta "clicar" e gravar o pdf. Se alguém encontrar interesse na tralha isso ser-me-á simpático: a tal cena de bloguista, os tipos que peroram. 
 

Na folha de rosto deixo esta fotografia da minha filha Carolina, feita em Lisboa em Janeiro de 2014. Porque é mesmo assim …

(A colecção também está arquivada no grupo de facebook chamado "Nenhures". Quem se interessar pode lá ir gravar o texto. Tal como as outras três que acima referi).

13
Fev21

Rachmaninoff e o Covid-19

jpt

(Rachmaninoff: Piano Concerto no.2 op.18, Anna Vinnitskaya e a Orquestra Sinfónica de Colónia)

Temos que ser uns para os outros. E muito mais nesta era covidocena. Falo, coração nas mãos, da saúde mental de nós-todos, gente confinada, do apoio, avisos e conselhos que podemos trocar, mesmo deste modo virtual. Aqui segue o meu: a Music3 (estação belga) está a transmitir este célebre Rachmaminoff sob esta pianista. Não sou melómano para discutir da competência de Vinnitskaya nem para elaborar sobre o compositor, sua pertinência coeva e etc. Nem sobre este concerto 2, que se tornou padrão. Mas posso afiançar aos confinados doridos: talvez seja melhor não se ouvir isto nestes momentos. Não sei porquê, nem explicar. Apenas resmungo que é melhor ir buscar outra coisa. Que fira menos

09
Fev21

Parabéns

jpt

parabéns.jpg

Esta vem-me atravessada há já anos. Eu não sou purista nisto do português língua, e se torço o nariz a galicismos e anglicismos que encenam modernices nada sigo avesso a inovações austrais.

Mas custa-me (de facto, irrita-me) isto do "parabenizar", do "obrigado a quem me parabenizou" e similares. "Parabéns" não existe, nem coisa nem sentimento. É um voto, um augúrio, um desejo: que tenha(s) todo o Bem! E o Bem é tão necessário e tão raro que não deve ser camuflado em palavras até inócuas.

Ou seja, no próximo 2 de Julho, se lá chegar, agradecerei a alguns num "Obrigado a quem me quer Bem". "Obrigado por me querer(es) tanto Bem". E bem preciso de Bem.

 

05
Fev21

Estou doente ...

jpt

benfica.jpg

Estou doente. "Dupla personalidade", "esquizofrénico", " maluco", "bipolar", os termos adequados vêm variando ao longo dos anos. Talvez agora seja " portador de ambivalência". Os sintomas são graves: o avatar blogal, que ecoa no FB, rosna aos dislates vizinhos, qual fera enjaulada sem vislumbre de amanhã. Entretanto a "persona" Whatsappiana passa os dias em sorrisos, pois em vaivém de patetices, algumas até pícaras.

É tempo de me conciliar. Hoje fui buscar a medicação. No Lidl das cercanias o Queen Margot, garrafa bojuda, está em promoção, a 7,19 euros. E assim me decido: doravante Whatsapp Rules!

 

05
Fev21

15 milhões de euros contra o racismo

jpt

AR.jpg

A Assembleia da República insta o governo a dotar com 15 milhões de euros uma campanha propagandística - à qual chama, neste português "depurado" tão actual, de "publicidade institucional" - contra o racismo. Será pertinente a campanha e será adequada a quantia? O montante poderá ser avaliado em termos da realidade que servirá para enfrentar. Ou seja, é Portugal um "país racista" - como a campanha político-académica vem clamando - ou um país com racismo, como quase ninguém profere? É o racismo uma categoria essencial da sociedade portuguesa ou surge apenas em feixes de práticas e concepções?

Seja como for, a ponderação da quantia depende de como olharmos para a realidade circundante: 15 milhões de euros é menos do que o Sporting Clube de Portugal acabou de gastar para adquirir o avançado Paulinho. Ou seja, não é muito dinheiro, e isso apontará para que o problema não é visto na Assembleia da República como muito gravoso. Mas, ao invés, 15 milhões de euros é o montante que foi atribuído pelo governo para apoiar toda a comunicação social nacional face à gigantesca crise devida ao Covid-19. Então, se visto através desse prisma, torna-se muito dinheiro, e sinaliza uma extrema importância do racismo português nas considerações da Assembleia da República. 

Mas muito interessante é a formulação da instrução parlamentar ao executivo. Que planeie (e financie) uma campanha no valor de 15 milhões de euros em "estreita colaboração com associações antirracistas e representantes das comunidades racializadas", visando "integração e empoderamento" de algumas entidades consideradas como "comunidades imigrantes" indiscriminadas e outras (autóctones, presume-se) entidades ditas "minorias étnicas", a saber a "afrodescendente", a "romani" ("cigana" parece ser termo vetado) e, mais surpreendente do que tudo, "outras". Quais "outras" comunidades étnicas não imigradas, pergunta-se diante de um texto de valor jurídico?  A mirandesa, assumindo a velha crença de que a língua funda a nação? Ou seja, a etnia e assim dita "minoria"? E já nem refiro este espantoso criacionismo estatal, o de encontrar uma "etnia" - minoritária, claro - "afrodescendente".

Mas isso, o atrapalhado e ignaro formulado da Assembleia da República, até será minudência. Ao longo do último ano e meio tem havido grande agitação política em torno deste tema - e teria sido maior se não houvesse pandemia. Utilizando uma feroz demagogia, patente de modo desbragado na utilização de dois assassinatos, um em Bragança e outro em Moscavide,  logo crismados como "crimes raciais" denotativos de violência racial contínua no país. Isto enquanto se elidiam putativas (de facto, meramente hipotéticas) dimensões raciais em outros dois assassinatos acontecidos em formato muito similar - isto num país que, felizmente, tem baixos índices de criminalidade, apesar das tropelias aldrabonas de Ventura e seus sequazes. Recordo, um asssassinato de um branco por três negros e o de um branco por alguns ciganos. Entenda-se, a desconsideração da hipótese de um móbil racial nestes outros crimes mortais não adveio dos seus motivos explícitos (roubo, questiúncula passional) mas sim ao dogma desta corrente de agit-prop: as "comunidades racializadas" são desprovidas de racismo.

Várias vezes o referi ao longo desse tempo, esta campanha tem um mote ideológico e um fundamento económico, um fervor marxizante e um afã patrimonial, sendo este o verdadeiro motriz dos intelectuais euro/afrodescendentes em busca de acesso a recursos estatais, por via de subsídios ou empregabilidade. O mote destas estratégias demagógicas é de constituir comunidades políticamente congregadas, transformar as "raças-em-si" em "raças-para-si" para usar o velho lema marxista. E o ideário político dessa "luta" também surge explícito: a deputada Moreira clama pela presença de comissários políticos na orgânica estatal que tutela a Cultura, o dr. Ba apela à constituição de milícias de auto-defesa e exige o policiamento comunitário. Restam dúvidas do que está subjacente, do modelo político que esta gente quer? A colaboração de académicos, em particular de antropólogos e de cultores de uma história antropológica (para assim a nomear) também não engana: se cerca dos 1960s campeou a ideia de que Filosofia e Sociologia eram os saberes adequados para promover a luta de classes, ergueu-se agora a ideia de que a Antropologia é o saber que alimenta a luta dos povos. E os campi rejubilam, tal como o fizeram há 50 anos... É, e com evidência, o velho "radicalismo pequeno-burguês de fachada ... identitarista", para glosar o célebre título de Cunhal.

De facto, a afirmação actual - "imaginação" - dessas "comunidades" ditas étnicas é potenciada por alguns académicos-activistas. E por "representantes das" (tais) "comunidades racializadas", dotados de capital cultural (muitas vezes com galões académicos) traduzível em potencial mediático. O processo é análogo ao da tribalização africana acontecida durante os regimes coloniais novecentistas, do ordenamento administrativo das populações através de inventadas entidades "tribos" (também ditas "etnias"). Uma categorização que foi construída por antropólogos, historiadores, administradores e similares, fundamentalmente por aqueles muito ligados ao poder político - como agora, onde nesta "causa" abundam os intelectuais dependentes do Estado, tantos deles em situação precária. E, mais do que tudo, por elementos dessas populações, os "evolués" ("assimilados" em português) - análogos agora a estes intelectuais "...descendentes" armados do seu Fanon ou similares -, tantos então brotados do ensino missionário. E ainda pelas "autoridades tribais", ditas "tradicionais", potenciadas e quantas vezes criadas pelo ordenamento colonial - análogos agora aos ditos "representantes das comunidades racializadas". Ou seja, o processo actual de afirmação de "etnias" (também ditas "minorias") e de "raças" é bem similar, nos seus locutores, àquele criacionismo colonial, subordinado a agenda política.

Enfim, esta histrionização demagógica do racismo como vector fundamental da sociedade portuguesa tem muito de mimetização da sociedade americana - patente na disparatada assunção de um recente assassinato nos EUA como retrato da situação portuguesa. E também por isso se trata no seu cerne de fazer opor "negros" e "brancos", umas agora "etnorraças" com até boçal obscurecimento das distinções dos velhos conceitos "raça" e "etnia", e com fastio pelas distinções que escapam a esse binómio central às questões sociológicas nos EUA.

Mas trata-se, acima de tudo, da reclamação - quantas vezes apenas ignorante de irreflectida, como é escandalosamente afixado pela recém-candidata presidencial Gomes - da adopção de um modelo comunitarista de sociedade, oriundo do secularismo do modelo anglo-germânico e avesso à laicidade republicana que adoptámos. Mas, bem no fundo, vem muito mais de factores económicos, o célebre "It's the economy, stupid!". Pois pequenos nichos procuram acesso a recursos estatais. São os "intelectuais orgânicos", sôfregos na busca de financiamentos estatais, são estes "representantes", alçados pelo seu capital educacional e pela sua associação com esses "intelectuais orgânicos" (como seus antepassados o foram dos missionários).

Ganharam agora alento: o tacticismo do PS de Costa, que tanto apoiou política e mediaticamente o advento da cisão no BE, dita LIVRE, recompensa-os com 15 milhões de euros. Para serem gastos nos seus discursos comunitaristas - inventores de putativas etnicidades, constitutivos de oposições raciais, "performativos" de divisões racializadas e, assim, produtores de vero racismo -, em "estreita colaboração com associações antirracistas e representantes das comunidades racializadas". Completamente avessos a considerações universalistas, não-racialistas. Que não lhes dariam acesso a bens, económicos e estatutários.

Enfim, na sua modorra intelectual, a Assembleia de República atribui 15 milhões de euros, para os académicos/jornalistas a la Jugular, para as redes de alguns institutos públicos de investigação, para os epígonos de Ba & Moreira. Menos do que o que Sporting gastou com o Paulinho! O mesmo que o Estado atribui para recuperar a imprensa nacional!

Há quem concorde. Pois é o governo que temos, o PS que temos. E neste ambiente a demagogia ganha.

04
Fev21

A "colaboração" alemã vs o Covid-19

jpt

alemanha.jpg

O governo estará exaurido. E é óbvio que perdeu o tino, neste escandaloso descalabro face à pandemia - mesmo que se deva reconhecer o evidente, que a disseminação viral muito independe de medidas executivas. Vive, como sempre, da propaganda - dominante na imprensa, via jornalistas e académicos, economicamente dependentes e sociologicamente próximos deste PS. E reproduzida nestas redes sociais, muito pelo universo clientelar da função pública (como abaixo referi, académicos do Estado a promoverem em Janeiro de 2021 a ministra da Saúde como "Super-Marta" é do mais sabujo que se pode ver na história pós-25 de Abril).
 
O governo sobrevive, mascara a sua tibieza incompetente, no pulsar propagandístico, no controlo da informação, no moldar das sensibilidades. Este caso da forma como é noticiada a ajuda alemã ao combate ao Covid-19 - morto que está o mito do "milagre que é Portugal", da quase-imunidade por via da vacina da BCG, de Champions League, Formula 1 e múltiplos jantares de Natal feito - é típico. E gritante.
 
O que o governo anuncia? Não que solicitou ajuda a um país aliado para debelar um momento extremamente gravoso. O que é perfeitamente curial, até obrigatório. Mas que aceitou a colaboração de um outro país, deixando entender que a iniciativa é até mesmo alheia.
 
Isto é execrável. É a gente que governa.
 

Bloguista

Livro Torna-Viagem

O meu livro Torna-Viagem - uma colecção de uma centena de crónicas escritas nas últimas duas décadas - é uma publicação na plataforma editorial bookmundo, sendo vendido por encomenda. Para o comprar basta aceder por via desta ligação: Torna-viagem

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2024
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2023
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2022
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2021
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2020
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2019
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2018
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2017
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2016
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2015
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Contador

Em destaque no SAPO Blogs
pub