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Nenhures

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Em Portugal de vez em quando fala-se de maçonaria. Depois passa. Há uma década houve um alarido. Agora volta o assunto... Devido ao que a gente muito bem sabe. Pois se há mariolas por todo o lado, na maçonaria eles agregam-se com arreganho e mariquices de invisibilidade. 
 
Então botei esta reportagem - aludindo até a uma instituição pública pejadinha de símbolos maçónicos. Local de trabalho de imensos "revolucionários", "bem-pensantes" das "boas-causas", que quando falam da "maçonaria" intra-muros baixam, subrepticiamente, a voz (como recordei, bem mais recentemente). Não vá o "Grande Arquitecto tecê-las"...
 

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Cruzei o concelho, vim a Lisboa. Cidade Grande, Capital cosmopolita: no domingo agitaram-se os "antifas", clamando contra o verdadeiro apartheid que é Portugal (Vale de Almeida dixit). No sábado haviam sido estes "antimas", clamando contra o verdadeiro apartheid que é Portugal (vox populi dixit): as fotos mostram cartazes carregados de erros ortográficos, um que chama nazis ao PM e ao PR, gente orando de braços cruzados no peito, como se isso seja curativo. Segunda-feira é para cruzar o rio, via down south. Pois não há paciência.

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Julgo saber que nas últimas temporadas, com esta direcção, houve uma contracção dos gastos com as "modalidades", mas a qual tem convivido com uma continuidade de sucessos desportivos. Presumo também que seja acompanhada pelo esforço na formação desportiva nessas disciplinas - mera presunção minha, pois isso é algo não mensurável apenas pela leitura da imprensa.

Mas o futebol sénior (masculino, agora já é preciso especificá-lo) é a grande mola, moral e económica, do clube. E sobre este todos conhecemos, e sofremos, o que veio acontecendo. O desabar da anterior presidência trouxe o caos. Algo minorado por uma comissão de gestão. E a ascensão da nova direcção, que logo iniciou um trajecto deslustrado, apesar de duas taças conquistadas. Não surpreendeu, pois a situação era péssima. E as declarações, em particular do novo presidente (logo que apenas candidato), não auguravam nada de consistente. O primeiro ano da sua vigência correu muito mal, com decisões improvisadas em cima do legado da comissão de gestão. E o ano seguinte, já com planificação sob responsabilidade de Varandas, assentou em más opções quanto a plantel, equipa técnica, tudo com aspecto de improvisos, infantilidades até. A situação financeira, afiançavam os especialistas, era proto-catastrófica. E os resultados surgiram muito maus. A comunicação da direcção com o "Universo Sporting" seguiu péssima. E tudo culminou com a decisão, arriscadíssima, de contratar Amorim - jovem inexperiente, sem verdadeiras provas. E tornado o terceiro treinador mais caro do mundo, estando o Sporting economicamente de rastos e nas vésperas da crise pandémica. Foi um all in, que a mim - e a tantos - causou estupor e indignação. Pois todo o trajecto da direcção de Varandas não tinha "ponta por onde se lhe pegue". É certo que isso não afrouxou o fervor clubístico, a eterna esperança, os votos de "Força, Rúben Amorim". Mas alimentou descrença, desconfiança. E a percepção de um amadorismo infantil ao leme sob ventos dignos de marinheiros de barba rija.

Um ano passado é óbvio que a opção correu bem. Boas opções em termos de plantel - e sob o modelo que tanto ansiamos, sportinguistas sempre ciosos do clube de formação e não qual placa giratória empresarial, que havia sido nos últimos anos. Bons, como se sabe, em resultados desportivos. Excelente em termos de comunicação (ligação) com o "Universo Sporting" e com a sociedade - Amorim é muito bom nisso, não há membros da direcção a perorar sobre futebol e Varandas amainou a sua verve. E tornou-se verdadeiramente presidente ao pôr no sítio o velho mandante Pinto da Costa, dia em que Varandas assumiu o estatuto de "capitão" que antes tantas vezes invocara a despropósito.

Enfim, aconteça o que acontecer no final deste entusiasmante "jogo a jogo" 20-21, há uma conclusão que se pode já tirar. A da excelência, bem sucedida, da Academia de Alcochete: que lançou ainda imaturos os júniores Varandas, Viana & Companhia, os segurou durante as derrotas, ainda que impiedosamente apupadas pela sempre exigente "moldura humana". E os vê agora, amadurecidos, a entrarem como titulares na selecção de todos nós, sportinguistas.

(Para que não fiquem dúvidas: as ligações incluídas no postal são a textos meus de 2020, 3 deles a zurzir nesta direcção)

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(15.3) A Flávia terá cerca de 6 meses e não será silvestre, pois é nada arisca, mas chegou aqui algo errante. No 13.3, aniversário do meu confinamento. E logo se aboletou. Vai ter que partir pois na vizinhança há sete monstros com consabidas tendências felicidas. 
 
Velho céptico que vou não quero ser brejeiro, mas já há muito que não acordava com alguém aninhado em mim, até ronronando (se é que alguma vez...). Não é uma paixão - que a minha idade já não é para essas coisas. Mas está a ser um belo flirt de inverno tardio. Espero que encontre um bom lar, com uma boa biblioteca e gente jovem e de boas maneiras.
 
(19.3) Chegou e insinuou-se, a Flávia, dengosa ronronante, uma toda semana abandonando-se horas a fio, credora dos seus mimos, até olhos nos olhos como se almas gémeas, enfim sós, mascarando-se qual light of my live, fire of my loins, e durante isso, distraído estive, pavoneou-se naquele Tinder FB,
 
e logo, nem dias depois, surgiram vizinhos, insinuantes, como só solidários, amáveis, uma bela moça, mesmo muito notei-o, que logo lhe sussurrou, "deixou-te com parasitas", como se fossem esses importantes neste nós que ia sendo mas ela escutou-a e às promessas de vida boa que isso trazia, e mais ainda ao pérfido "estás doentita, cuidaremos de ti", e por isso logo ronronando saltou para o colo dele, Quilty melífluo, óbvio kittenizer, repetindo, só para ele, requebros e trinados que antes me oferecera,
 
veio depois até mim, como se mostrando piedade, e nem miou, apenas melíflua, fica-te por este tugúrio, húmido e escasso, e logo seguiu, oferecida. Velhaca ainda se virou, "depois telefono-te a dar notícias" e eu que nem nada disso, que fosse ela à vida, que me interessa agora. É só uma gata, foi só uma gata.
 
Um mau vodka, este, que nem arde no gorgomilo.

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