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Nenhures

Nenhures

30
Abr21

Reescrever a História de Portugal

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Uns atrevidos, potenciados pelas tácticas do PS, obscurantistas ditos "interseccionistas", entoam que Portugal não se expurgou - "não se descolonizou" ou "decolonizou" (nesta matéria a doutrina divide-se). Escrevem imensos dislates no jornal "Público" e afins, e querem "intervencionar" a História do país, reescrevendo-a e nisso depurando-a de atrevimentos e recobrindo-a de incúrias e malvadezas. À mercê do autoclismo interseccionista estão os resquícios das navegações (pós-)medievais, ditas causas imediatas das desgraças actuais e das deficiências da FCT.
Nessa senda decerto que se os deixassem exigiriam "intervir" sobre esta garrafa que mãos amigas me entregaram há pouco. Um Royal Brandy Macieira engarrafado em data incerta, dotado de calibre digno de galeão espanhol afundando piratas da Ivy League. Mais exactamente um exemplar pertencente à "Colecção Descobrimentos Portugueses", da espécie "Nau Santa Catarina do Monte Sinai", embarcação do século XVI.
Quem dedicar a atenção devida reparará que o meu trémulo desfraldar promoveu o naufrágio da velha rolha. Não será isso que eliminará as veteranas artes de mareação e impedirá que se cumpra a rota prevista. E se alguma embarcação interseccionista for avistada a sua tripulação seguirá borda-fora, sem quartel, como manda o direito marítimo.

28
Abr21

Rui Moreira

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(Postal para o És a Nossa Fé)

São 40 anos disto. O historial das influências manipuladoras dos resultados desportivos nunca será completado, muitas esquecidas na voragem dos tempos, outras silenciadas, por falta de provas e de coragens. Modo de estar amparado por acólitos que tendiam a sovar jornalistas - ainda me recordo da impunidade com que, no Aveiro de 1988, foi agredido o grande jornalista Carlos Pinhão, aos seus 64 anos. E modo de estar catapultado pela inércia judicial e pela cumplicidade política, em particular autárquica - poucos ainda se lembrarão quando o presidente da câmara Fernando Gomes, encavalitado no clube, desceu a Lisboa arvorado em ministro e com sonhos de conquistar não o Jamor mas sim São Bento. Foi-lhe breve o enleio, logo tendo regressado, capachinho entre as pernas, para a administração do F.C. Porto entre outras sinecuras. 

Neste longo consulado de "Jorge Nuno", como o saúdam os apaniguados, o hábito de atiçar jagunços para espancar jornalistas seguiu algo viçoso nas suas duas primeiras décadas. Depois feneceu, pois a sucessão de triunfos internos desestruturou clubes rivais, amainou a competição. Nesse rumo mais favorável impôs-se a procura de respeitabilidade pública. E nisso o culto da "mística" do clube foi apelando cada vez mais a uma qualquer "alma" feita de arreganho desportivo, depurando-se da imagem de corsários em abordagem: a fleuma de Robson e a sua versão lusa, por isso algo mais arisca, em Santos, Jesualdo Ferreira, e mesmo no júnior Villas-Boas, foi-se sedimentando, apesar da alguma irascibilidade bem-sucedida de Pereira ou Mourinho.

É certo que a vigência de uma placidez - democrática - nunca foi absoluta, e que a vertigem provocatória e agressiva nunca desapareceu, com a própria conivência da imprensa. Lembro-me que há alguns anos um conhecido comentador televisivo atreito ao SLB foi "abanado" num restaurante portuense por um famigerado líder de claque portista. Como tantos deixei eco disso no meu mural de FB, lamentando o facto. De imediato recebi um bem-disposto comentário desvalorizando o abanão no sexagenário mediático, algo tipo "foi coisa pouca". Respondi-lhe, indignado, "como é possível que sendo V. o nº 1 da Lusa desvalorize uma situação destas em nome do seu clubismo?". Logo o arauto me insultou e cortou a ligação-FB. Lembro este "fait divers" para sublinhar isso da vontade agressora não residir apenas nos aprendizes de proxeneta medrados na Invicta, pois sempre seguiu robusta naquele mundo de "senhores doutores".

As décadas passaram. O natural ocaso do octogenário "Jorge Nuno" é este, o que agora acontece. O controlo do jogo algo se reduziu, devido à dança de poderes nos meandros nacionais mas também à introdução de tecnologias electrónicas na arbitragem. E nisso, no envelhecimento do prócere e no crescimento do imprevisto futebolístico, voltou-se ao culto do "pancadarismo". O rufia treinador, desde ontem cognominado "Sérgio Confusão", cujo histrionismo passa incólume, afirma-se como "imagem de marca" do clube ressuscitando a velha ideia da tal "mística" corsária. O que inclui, claro, o espancamento avulso de jornalistas - agora já não por obscuros seguranças de bordéis portuenses mas por "empresários" montados em carros de estatuto, uma óbvia gentrificação da escroqueria portista.

No meio de tudo isto, antigo exaltado porta-voz televisivo das manobras clubísticas e agora eleito figura-maior dos órgãos do clube - apesar da propalada actual renitência do poder político em associar-se aos mariolas do futebol -, qual putativo Delfim, flana Rui Moreira, o presidente da Câmara do Porto. De (quase) tudo soube, de tudo sabe, a tudo anui. E assim ... a tudo conspurca.

26
Abr21

Superstições

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(Postal no És a Nossa Fé, colocado ontem antes do Braga-Sporting)

(Sou ateu, daqueles mesmo racionalistas. Alheio a quaisquer crenças, desde as mais complexas teologias aos mais comezinhos tiques e manias. Sou antropólogo e nisso está-me vedada a aversão a essas  explicações ou intuições sobre as coisas do mundo. São assuntos, problemáticas a entender, representações do mundo que devemos interpretar. Mas não há forças metafísicas, nem mesmo sorte ou azar, não há qualquer entidade salvífica ou punitiva. Mas ainda que respeite essas construções tenho um particular menosprezo pelas crendices chãs, os agoiros e maus-olhados, meras superstições obscurantistas...)

Devido a sucessos próprios e a insucessos dos clubes rivais ali ocorridos nestes últimos meses, nos meus locais facebook/whatsapp tenho, com evidente satisfação sarcástica, repetido este dito: "O meu coração está no distrito de Braga ... De Terra de Bouro a Vizela, de Cabeceiras de Basto às águas de Esposende ..."

E tremo hoje, angustiado: será que esta minha atitude, este meu pecado de soberba, minha impiedade, terá agoirado algo, virá a prejudicar os nossos rapazes, impedindo até o nosso desiderato? E, arrependido, vergado, faço a promessa à(s) Entidade(s) reguladora(s), ao Grande Árbitro: se ganharmos hoje naquela Pedreira cruzarei o Trancão e irei banhar-me nas gélidas águas de Esposende...

25
Abr21

O discurso do PR no 25 de Abril

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(Discurso do Presidente da República na Sessão Solene Comemorativa do 47.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República)

Os meus amigos sabem quanto resmungo contra o Presidente Sousa. Da sua presidência retiro dois grandes momentos: o excepcional discurso de 11 de Junho de 2019, em Cabo Verde, proferido por João Miguel Tavares devido a convite do PR - discurso então muito atacado e, acima de tudo, esquecido pela pobre "esquerda" inintelectual vigente.

E este magnífico discurso de hoje do próprio Presidente da República. A dizer, e bem, o que é preciso. Tardou, muito. Mas está dito! E permite esperar que a partir de agora tenhamos Presidente. Com a densidade e a "compostura" que tão necessárias são.

São 20 minutos. E muito se justifica ouvi-los.

24
Abr21

25 de Abril

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Viva o 25 de Abril! Viva o povo de Lisboa! E o português! Viva a democracia!
  1. Nota de rodapé dedicada a mais novos: a imagem é de arruada lisboeta bem anterior a 25 de Novembro de 1975. Avessa a grappistas, brigadistas, grupelhos maoístas e enverhoxistas, utópicos boumedianos, barbudos guevaristas, ciosos brejnevistas, intelectuais titistas, ignaros polpotistas. Havia sido convocada pelo então PS.
  2. Nota de rodapé 2, dedicada aos mais-velhos: nunca mais falarei de política com o meu íntimo amigo que se filiou nos queques da IL. Até saíres desse grupelho, Pedro. De gente infrequentável!

 

24
Abr21

Dia mundial do livro

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Nenhuma descrição de foto disponível.
Ontem foi o Dia Mundial do Livro, mais uma dessas tão irritantes lérias do calendário hagiológico actual. De aparência laica, mas alimentando superstições. Como esta, a da idolatria do livro. Nisso incréu sigo.
 
Pois abri ontem uma gaveta mais esconsa. Ali clandestino mais um grupo destes agentes. Encabeçados por três volumes desta "Géometrie dans l'enseignement primaire supérieur" (Paris, Armand Colin, 1909), adquirido pelo meu avô materno Arthur José Taveira Pereira em Bragança a 24 de Janeiro de 1910. Ombreados por uma "Grammatica Franceza" de meados de XIX, e secundados por um "La Femme Chrétienne: le Marriage Sanctifié", impresso em Limoges em data indita mas reclamado pela minha avó paterna, Claudina Copeiro, em 17 de Julho de 1921. E seguem-se-lhes outros do mesmo quilate. Já para não pensar noutras gavetas similares. E no que se atafulha nas estantes da arrecadação.
 
Cá de casa já despachei dezenas de caixotes, dezenas de metros cúbicos, empilhados ou lineares, carregados de livros e revistas ancestrais, agora imprestáveis. E agora aturo os sacerdotes, sacristões, beatos, praticantes de fim-de-semana e até os apenas de festas sazonais, tecerem loas à livralhada. Convocando-me para que a toda esta tralha, pó, traças, despojos, junte os seus sucessores actuais, agora de capa mole e cores berrantes, assuntos irrelevantes, pertinências impertinentes, talentos escassos, tais como os desse longo antes.
 
Enfim, anseio pelas fogueiras camarárias. Para os livros, entenda-se, não para estes putativos doutos, que idolatram o Dia Mundial do Livro, que a tanto não me chega a irritação. Mas quase.

20
Abr21

Liga Europeia de Clubes

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(Postal para o És a Nossa Fé)
 
Diante do há anos esperado anúncio da Liga Europeia de Clubes: está no momento de regressar a Marx, àquilo da concorrência e concentração do capital.
 
Quanto ao resto, e à aparente surpresa de tantos com tudo isto: 1) não é nada mais do que a réplica da NBA, que tantos acompanham; 2) nos últimos anos a mariolagem da bola nacional, apoiada por adeptos portistas e benfiquistas - tantos dos quais querem ganhar a todo custo, mesmo que "lhimpinho" - tudo tem feito para ascender a este comboio, na angústia de só haver um lugar para o futebol português. Entre outras coisas chama-se a isso falsificação de apostas desportivas. É crime. E há milhões de compatriotas ("bons pais de família") que defendem isso, ululando semanas após semanas, ao longo de anos! E até votam em gente dessa: para presidentes da câmara (ver o que se passa na Invicta, por exemplo), para o parlamento, etc.

15
Abr21

O "Babygro" político: Marcelo Rebelo de Sousa

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Artur Portela (durante décadas conhecido como Portela Filho) morreu há pouco. Das minhas estantes paternas recuperei-lhe alguns livros, em particular estas colectâneas "A Funda", belo mostruário da década de 1970. Deste quarto volume (Editora Arcádia, 1974) retiro este texto, de Janeiro de 1974, um elogio a Marcelo Rebelo de Sousa. Será interessante 47 anos depois não só ler a memória daquele final do Estado Novo, mas também observar o actual presidente a partir deste texto :

O "babygro" político

Era o filho pródigo do Regime. / Fizera, no Direito, a ideologia, a família moral, o destino histórico. / Estava talhado, calibrado, destinado. / Não era um acidente - era uma raça. / Tinha, sobre a cabeça, a estrela. Na fronte, o halo. No olhar, a certeza. No sorriso, a sorte.

E quando passava, nos corredores pombalinos do poder, soltando a sua risada aguda, o seu gesto largo, todos os barões, acercando, cochichadamente, as cabeças, o seguiam com um olhar terno. / Era Marcello. / Era Rebello. / Era De Souza. / E, excessivamente, Nuno.

Foi o escândalo. / Foi o escândalo quando ele, recusando sob Martinez, a reprise, rechaçando, sob Dias Rosas, a tarimba, apareceu por sobre o ombro Pestana & Brito de Francismo Balsemão, a espreitar. / Era a fronda do Expresso. / Não quiseram crer. 

E, no entanto, era bem ele, a vivacidade Tim-Tim, a barba Trotsky, o olhar Harold Loyd. / E o riso fácil, a voz estaladamente metálica, a inteligência extravasante, o brilho incontrolado. / O próprio excesso. / O Regime empalideceu. / A Esquerda riu. E a 3ª Força, ela mesmo, sentiu, naquele Gotha revoltado, naquela lei de  Mendel às avessas, naquela Divisão Azul, um compromisso, uma má consciência, um lastro, uma trela. / Um chumaço. / Uma bala de madeira. / Uma injustiça.

Esperava-se uma imoderação. / Foi uma táctica. / O Regime habituou-se àquela perda. A Esquerda, um momento desperta, mergulhou na sonolência da sua dor. / E os próprios Liberais, por instantes irritados com o metal daquela voz, com a velocidade daquela análise, com a fome daquela super-alimentação política, soltaram, de alívio, um suspiro quando ele se sentou, Z. Zagallo, atrás de Francisco Balsemão.

De resto, que podia Marcello Nuno perante as figuras colossais dos campeões liberais? / Do Norte, chegava, moralmente gigantesco, Sá Carneiro. Do Sul, assomava, consciência viva da Universidade, Miller Guerra. João Salgueiro lançava, para a mesa, na sua luva, o peso inteiro da Sedes, Magalhães Motta movia todo um Congresso. Xavier Pintado desembaciava, do bafo do poder, as suas lentes poderosas. E Francisco Balsemão, de uma rotativa renitentemente Lopes do Souto, arrancava esse "tour de force" que eram 70 000 cópias do "Expresso".

E quando, de trás, da sombra, Marcello Nuno, lápis trémulo, soerguia uma qualquer sugestão, corria, em redor da mesa, um sorriso paternal. / Parecia ser o fim das mais belas esperanças. / O Regime enxugou, por ele, a sua última lágrima. / Fora o príncipe - era o pobre.

Como foi que aconteceu - sabem-no poucos. / Os Liberais, por instantes sob o fogo dos projectores, apagam-se. Um a um. Como lâmpadas de uma peça proibida. / Sá Carneiro é já um bronze a si próprio. A Sedes converte-se num Rotary de quadros. Magalhães Motta está pulindo, inutilmente, a tabuleta de advogado. Xavier Pintado perde o fôlego. E Francisco Balsemão faz Porsche.

Vai-se a ver - e quem está? / Está - quem o diria? - Marcello Nuno. / Só ele se move. Só ele existe. Só ele manobra. / Ele é, nas eleições, a única carta nova dos liberais. O seu único talento. A sua única voz forte e original. A sua única manobra. 

A 2ª página do "Expresso" é ele. A 3ª página do "Expresso" é ele. É ele que flirta com  a Oposição. É ele que desmantela aquele barão A. N. P. / Os títulos são ele. / Os itálicos são ele. / A manobra é ele. / Sá Carneiro faz grandeza. Miller Guerra faz pitoresco. Francisco Balsemão faz charme. / Marcello Nuno faz política.

Há, em tudo isto, a inteligência descompassad da imaturidade? / Há. / Há, em tudo isto, o intelectualismo, a abstracção, o jogo, o luxo, o revanchismo, o edipismo? / Há. / Há, em tudo isto, Freud e Júlio Verne, Luís XIV quando jovem e Douglas Fairbanks Júnior, José António Primo de Rivera e Mickey Rooney? / Há. 

Mas como é possível que a 3ª Força não tenha envergadura para absorver esta descarga eléctrica, para sublimar este escândalo de qualidade, para disciplinar este brilhantismo avulso e lúdico? / Não tem ela a sua disciplina ideológica, a sua hierarquia moral, a sua separação de poderes, o seu ministério sombra, a sua escrita em dia, a sua poeira assente, o seu espírito de seriedade, a sua mochila, o seu colete, o seu polimento? / O seu primeiro jovem turco vai logo a Ataturk? / Que é isto - uma força ou um terreno vago?

Os Liberais acabaram? / Não necessariamente. Mas já fizeram a sua adolescência histórica. / E ainda não sairam dela. / Isto que prova? / Prova que a 3ª Força é a impaciência da 1ª Força. / Prova que a política não é apenas uma generosidade mas também uma hereditariedade. / Prova que a vida política portuguesa se conta pelos dedos - e que a 3ª Força tem o seu Pulgarzinho. / Acontece com Marcello Nuno esta coisa cara aos monárquicos - a vocação política como bem moral de raiz. 

O pai Miller Guerra ofereceu ao filho Miller Guerra, talvez, um estetoscópio de brinquedo. / O pai Sá Carneiro ofereceu ao filho Sá Carneiro, talvez, uma toga de ganga. / O tio Balsemão ofereceu ao sobrinho Balsemão, talvez, uma rotativa de latão. / A Marcello Nuno deram, talvez, 99 000 quilómetros quadrados de esperança e dez milhões de bonecos de pasta. / É o que se chama - um "Babygro" político. 

Tem ainda outra vantagem. / Decisiva, essa. / O ser meu amigo. / E, claro, meu adversário.

Nota: Troquei os parágrafos utilizados pelo autor pela barra ("/") apenas para tornar o texto menos longo no suporte de blog.

 

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