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Nenhures

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Alguns patrícios perguntam-me a opinião sobre o Prémio Camões atribuído hoje à moçambicana Paulina Chiziane. Repito-lhes aquilo que sempre digo sobre este prémio:
 
1) trata-se de um produto político, que procura através da premiação anual sedimentar uma comunidade internacional assente na partilha linguística. Não vem grande mal ao mundo por isso, mas subalterniza critérios literários;
 
2) o costume de alternar a premiação entre Portugal e Brasil - polvilhando o ritmo com algumas atribuições a escritores africanos - sublinha essa secundarização de considerações literárias (porque não sucessivos prémios dados a escritores da mesma nacionalidade, por exemplo?).
 
Para além disso há as minhas inclinações pessoais:
 
3) Desde que em 2010 Ruy Duarte de Carvalho morreu sem que lhe tivesse sido atribuído o Camões - e ainda por cima depois de já 2 angolanos terem sido premiados sob o molde "redistributivo" que referi - deixei de dar relevo às premiações. Autor de uma obra ímpar, excêntrica, vasta e plural, nisso nada canónica, tanto em formato como em densidade do aludido e refractado, o "esquecimento" que os júris lhe votaram, e isso enquanto também consagram ensaístas, desvaneceu-me expectativas. É certo que ao longo dos anos por vezes surgem polémicas sobre os premiados (lembro Aguiar e Silva, Alegre, Queiroz, isto para além da inaudita agressividade do ministro fascista brasileiro contra o grande Nassar) mas essas provieram de motivos ideológicos - realçando o cariz político do Camões. Mas no caso de Ruy Duarte os motivos foram alheios a tais ponderações, tendo(-me) restado apenas a estupefacção diante do evitamento académico de que ele foi alvo.
 
4. Este prémio de 2021 chama a atenção sobre a literatura moçambicana, e isso é bom. É aliás para isso que servem os prémios, para atrair leitores. Sou um mero leitor e estou desactualizado. Sei que há algumas edições recentes que são apetecíveis: hoje em Maputo o Francisco Noa apresentou "No Verso da Cicatriz" de Bento Baloi - que também tem edição portuguesa (Aletheia) -, e que ele recomenda. Há dias o António Cabrita anunciava-me jovens escritores de que ele, sempre infatigável, prepara edições. Mas nestes últimos anos perdi o fio à meada da literatura moçambicana. Ainda assim, e porque hoje me perguntam opiniões sobre o assunto, sumarizo o que ao longo de anos bloguei descomprometidamente - como o tal mero leitor - no blog ma-schamba, nada mais do que as minhas preferências :
 
5. Recomendo imenso a leitura de João Paulo Borges Coelho, do qual estou a ler o seu recente "Museu da Revolução". Sou "fan" da sua obra, o seu "As Duas Sombras do Rio" é até um dos livros da minha vida. E como "fan" não tenho rodeios para o dizer o maior escritor em português em África. E, nem que seja por causa da vigência deste molde "redistributivo" de premiação, se (muitas) outras razões intelectuais não houvesse, há muito tempo que já devia ter sido galardoado com o Camões. O que lhe traria... leitores. Francamente incompreendo este processo.
 
6. Ungulani Ba Ka Khosa é um belíssimo escritor, carregado de verve e garra. E que teve um enorme impacto na ficção nacional, quase (re)fundacional - o que também, num dia como este, deixa a pergunta: "para quando o Camões ao Ungulani?". No seu rumo, sinuoso como o de tantos grandes escritores, o Khosa não dá nada de "curio" nem de afago ao putativo leitor. Com verrina e inultrapassável pertinência disseca a sua sociedade como ninguém o fez antes dele. Se há heroísmo nas letras isso encontra-se nele.
 
7. Aldino Muianga é um escritor interessantíssimo. De ínicio com um estilo menos afoito do que o do Khosa, e menos burilado do que o do Borges Coelho, é evidente que se foi complexificando ao longo da sua já vasta obra, e nisso apresenta-nos um olhar muito completo - e crescentemente ácido - sobre o país, colonial e nacional. Talvez os seus livros sejam mais apelativos a quem conhece o país, na forma como nos ilumina os processos colectivos e mentais que foram decorrendo e que culminam neste hoje.
 
8. Há um livro que é obrigatório para quem tenha interesse na literatura moçambicana (e não só, já agora) e nunca o tenha lido. Pode começar por ele. Trata-se do "Nós Matámos o Cão-Tinhoso", de Luís Bernardo Honwana (de 1964), uma excepcional colecção de contos. Foi já tão recenseado e analisado que não vou perorar sobre ele. Apenas lembro que durante anos escrevi num jornal em Moçambique, nele tinha uma coluna a que chamei "Ao Balcão da Cantina" (título que depois usei para as minhas memórias em Moçambique). Era essa "cantina" a do magnífico conto "Nhinguitimo", uma muda homenagem a um texto que tanto me marcara, a um escritor e homem de grande valor. E a uma literatura nacional que tanto aprecio. E que está hoje em festa! Ainda bem.

 

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[Postal para o És a Nossa Fé]

A bela vitória de ontem na Turquia é muito importante, em termos desportivos e morais - para além dos financeiros e dos sempre necessários pontos para o "ranking" europeu, os quais necessários serão para futuros sorteios -, potenciando o ambiente de maturação da equipa e de vários dos seus jogadores, e sendo decerto factor de sua galvanização. Tudo isto é crucial, mas o impulso moral - e até acalmia após o rombo Ajax - é precioso. Pois mostra algo: a época está a correr bem. E isso é fundamental num clube que não ganha um bicampeonato há 70 anos, longuíssimo período durante o qual os raros títulos nacionais têm sido sucedidos por épocas deslustrantes. Ou seja, onde a continuidade no sucesso (relativo, que seja) é um bem raríssimo, esquecido.

Nada do que se tem passado nesta época é gravoso: a equipa joga melhor do que o ano passado - quando foi campeã com justiça, mas também é justo dizer que tudo o que podia ter corrido bem correu... bem. Até agora (e longe vá o agoiro) nada piorou em termos de resultados: no campeonato tudo igual ao que se passou na época transacta, e a um ponto do líder. Na Europa um mau jogo inicial - tal como o ano transacto -, com alguma nervoseira e algum azar (que faz parte do jogo), contra um poderoso adversário, recente semi-finalista da Liga dos Campeões. E com esta vitória o percurso europeu associa-se, quantitivamente falando, às duas últimas participações nesta Liga (16/17, 17/18) - as quais foram muito boas, pois jogou-se contra colossos (Juventus, Barcelona [o verdadeiro], Real Madrid, Dortmund) e jogou-se muitíssimo bem, memória que aliás poderia servir para reduzir o actual e anacrónico afã crítico sobre o antigo treinador Jesus, que então comandou grandes campanhas futebolísticas tendo sossobrado pois diante de clubes extraordinariamente poderosos. E é isso a Liga dos Campeões. Insisto, ainda que seja algo lateral ao tema do postal: continuar a criticar Jesus é fazer por esquecer o excelente futebol com que o Sporting então se apresentou no grande palco europeu. É apoucar o recente historial do clube.

Entretanto, neste ano já tivemos lesões algo demoradas de jogadores titulares, felizmente recuperados. Outras virão, decerto, tal como alguns castigos. Entretanto o defeso correra bem, em termos financeiros e desportivos. E jogadores vão-se afirmando: Matheus Nunes comprovou e "pegou de estaca", Saravia é craque, Bragança acalenta a crença. E de outros espera-se, neste ainda primeiro quarto de época, que se venham a impor, consoante o espaço que venham a ter: por exemplo, Ugarte e Vinagre, para além de um ou outro miúdo que a maioria de nós desconheça que se possa impor no plantel, tal como vem sendo costume época a época (como Inácio, Mendes, Nunes, ou TT no último ano).

Ou seja, não há qualquer razão objectiva para a verdadeira histeria crítica que grassou entre os adeptos. E que não emana apenas dos pequenos núcleos ditos "brunistas", se é que o termo ainda tem significado, ressentidos com as alterações na economia política do clube que em muito os terão prejudicado. Essa excitação - de facto, verdadeiramente acrítica, pois infundamentada - percebe-se nos tópicos (entenda-se: nos assuntos recorrentes) que dão azo às críticas maledicentes entre sportinguistas. Porventura no estádio durante os jogos, decerto que nas tertúlias, evidentemente nos espaços sportinguistas na internet, e nestes de forma constante e abrasiva.

A única razão para tal fluxo resmungão é a vontade de botar faladura, a triste crença do "critico, logo existo".  A qual neste caso é mesmo apenas um "resmungo ex nihilo", desde o nada. Não quero dizer que não se critique a equipa, que não se avaliem os indivíduos e o colectivo, não se converse, aplauda ou arrepenhe os cabelos, isso faz parte do futebol e do adeptismo. Mas isto que se vem passando no início da época é diferente, são feixes da massa adepta tornados exasperados na volúpia da crítica, da maledicência descabida, recorrendo para isso apenas aos tais tópicos, às ideias mais ou menos difusas que vão vingando na "nuvem" (como agora se diz) da opinião pública.  E este frenesim afecta o ambiente do Universo Sporting, fragilizando um pouco o adeptismo. E é possível até que conspurque o ambiente moral da equipa, jogadores e circundantes. É certo que não presumo estarem eles mergulhados no mundo blogal, das páginas FB dos sportinguistas e  o dos comentários dos jornais desportivos. Mas algo sempre ressalta para dentro do "grupo de trabalho", nem que seja o obrigar ao dispêndio de energia extra na "estrutura" para blindar psicologicamente os jogadores diante de tal desvario adepto.

Um exemplo maior desta verborreia paranóica é que se vem dizendo de Paulinho. A mim não me interessa se ele tem a qualidade do recém-falecido "bombardeiro" Gerd Muller. Ou se se equivale aos actuais Benzema ou Luiz Suarez. O que me interessa é que é um bom avançado, joga que se farta, e a isso nunca se nega (essa qualidade dadivosa, voluntariosa, que dantes alegrava "molduras humanas" menos burguesotas e dadas à opinião na internet). Mais, joga que se farta e faz jogar. E com ele - e isto é o fundamental - a equipa tem ganho, tem tido sucessos. Eu recordo algo que tantos parecem ter esquecido: o Sporting não era campeão há duas décadas, período no qual cruzou sucessivas crises, dissipou o seu imenso património fundiário, acumulou uma quase incomensurável dívida. Depois, recentemente, sofreu a maior crise de sempre, um verdadeiro caos, e uma lamentável sangria dos quadros futebolísticos. E agora, inopinadamente, conquistou uma série de títulos de futebol sénior, e até o tão almejado título nacional. Para além de dominar - como nunca ao que me lembre - o eclético espectro das modalidades, no qual abundam títulos nacionais e europeus. Ninguém poderia esperar isto há dois anos! E de que falam tantos adeptos? De que o avançado-centro, este avançado-centro, não é bom, falha, "não tem golo"... Isto é exasperante. É um canibalismo autofágico, demencial.

Ontem, na longínqua Turquia, contra uma equipa de qualidade e tarimbada nas competições europeias, o Sporting teve a maior vitória como forasteiro na Liga dos Campeões. O que prenuncia a continuidade nas competições europeias e alumia até a esperança, ténue que seja, de passagem à fase de eliminatórias na Liga. Ou seja, como acima disse, a recuperação de rumos positivos nas competições europeias que vinham escasseando nos últimos anos. Neste jogo crucial Paulinho fez um passe para golo, demonstrando competência em jogada de laboratório (diz-se, inteligência e labor). Enviou duas bolas à barra, em jogadas corridas em que teve evidente mérito. E marcou um golão, daqueles de "bandeira". E mesmo assim, aqui no blog e alhures, emergiram adeptos - e não apenas os ditos "brunistas", sempre avessos a qualquer bem actual - a protestar com o jogador.

Isto é só futebol, é só uma festa! Mas porque querem estragá-la, rebentar com o ambiente, agravar os actores da festa? Porque saem aos teclados para descarregar este fétido fel? Como disse Borbón "porque no te callas?". Não querem estar? Vão para casa. Apareçam para o ano.

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Consta que o presidente da câmara de Sintra, o candidato do Partido Socialista Basílio Horta - e antigo presidente do AICEP durante o consulado de José Sócrates - está muito incomodado com um recente oponente eleitoral, Ricardo Baptista Leite, tendo-se agora recusado a cumprimentá-lo numa sessão pública, alegando algumas deselegâncias que aquele terá proferido a seu respeito durante a última campanha autárquica. 

(Basílio Horta vs Mário Soares, arquivo RTP, 4'46'') (Debate completo I, II)

A cena, até patusca, foi filmada e corre na imprensa. E tamanha reacção ofendida devida a ataques políticos logo me fez lembrar uma antiga campanha presidencial, ocorrida no milénio passado. Então o candidato presidencial do Centro Democrático Social, Basílio Horta de seu nome, disse do seu oponente e então presidente Mário Soares pior do que aquilo que os talibãs afegãos dizem das mulheres que estudam. A cena ofendeu Soares e terá originado um corte de relações, o qual - ao que lembro de ter lido na imprensa - veio a ser ultrapassado anos depois, através de benemérita intervenção conjugal.

Agora, 30 anos depois, e seja lá qual for a memória que se tenha daqueles algo desbragados tempos da integração europeia, do cavaquismo e administração soarista de Macau, ocorre-me um até nostálgico "não é Mário Soares quem o quer ser". Principalmente, muito principalmente, quem cruza a vida em tamanhas piruetas políticas.

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Dia de efemérides. Passam hoje 35 anos sobre o incidente de Mbuzini, no qual morreu o presidente Machel e quase toda a sua comitiva. Vários amigos e conhecidos moçambicanos assinalam o facto nos seus murais - alguns usando imagens do impressionante monumento idealizado pelo arquitecto José Forjaz para colocação no fatídico local. Acidente ou atentado?, continuam as dúvidas, as versões, as crenças, num processo de interpretação da história algo similar ao acontecido com a morte de Sá Carneiro e comitiva.
 
Por cá cumpre-se hoje o centenário do assassinato do primeiro-ministro António Granjo e de vários vultos da instauração da República, a dita "Noite Sangrenta", um dos momentos maiores do terrorismo político durante a I República, perpetrado pelo que se poderá dizer, sob anacronismo limitado, a "extrema-esquerda" terrorista de então. O Pedro Correia no Delito de Opinião convoca o assunto.
 
O resto da sociedade, a corporação historiadora, os colunistas avençados, os "quadros" da função pública? Seguem fiéis militantes da higienização da I República, da produção da "amnésia organizada" sobre esse directo ascendente (republicano e maçónico) do poder socialista de hoje.
 
Nisso não só vigora o silêncio na imprensa. Mas também o popular, pois poucos (se alguns) se lembram de convocar o assunto nos seus murais. Há que preservar o mito da I República benfazeja. E para isso que faz o Estado, os seus oficiais mais importantes? Usa o dia do centenário deste brutal e tão significativo episódio para se congregar, sob o datado e anacrónico molde panteónico, em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, morto há 67 anos, nascido a 19 de Julho e falecido a 3 de Abril. Ou seja, nem sequer há um qualquer vínculo simbólico quase inultrapassável para que a cerimónia decorra hoje.
 
Julgo que nunca tinha assistido a tão descarada manipulação da história política portuguesa. Agora venham-me dizer que é preciso derrubar a estátua do João Gonçalves Zarco. E fazer "introduções contextualizadoras" ao Frei João dos Santos...

 

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Paulo Bento treinou o Sporting durante 4 anos e meio, lugar a que ascendeu após conquistar dois títulos juniores, sempre queridos num clube que muito se identifica com o ecletismo desportivo e a ênfase no desporto jovem ("formação", passou a dizer-se). Os 4 primeiros anos na equipa sénior foram bons, com alguns títulos e, acima de tudo, qualificações sucessivas para a apetecida Liga dos Campões, fundamental para as finanças dos clubes de topo. Para além de apadrinhar jovens jogadores, a desejável marca d'água do clube. Faltou o título nacional, usual pecha no clube - numa das épocas em particular por razões um pouco alheias ao estrito futebol (um pouco à imagem do que terá acontecido nas últimas eleições em Campo de Ourique nas quais, ao que li, parece que a equipa da casa terá ganho com um golo fora-de-jogo e sem que tivesse sido apontado um penalti a favor dos forasteiros).

Depois Paulo Bento passou a seleccionador nacional durante 4 anos. No Europeu de 2012 levou a equipa até às meias-finais e perdeu no desempate por grandes penalidades com a Espanha, a grande selecção do futebol mundial nas últimas décadas e que então foi sucessivamente campeã mundial e bi-campeã europeia. Serve para comparar com a idolatria à selecção de 2016 que ganhou o Europeu, também com desempate por penalidades e jogando muito pior. Diferença vinda da "lotaria dos penalties". Após esse torneio Bento liderou a campanha ao Mundial de 2014, um falhanço rotundo no qual foi público o mal-estar de vários jogadores. Depois continuou o seu rumo com garbo: foi campeão grego, esteve na "árvore das patacas" do futebol chinês e há anos que exerce o prestigiado cargo de seleccionador sul-coreano.

É interessante que após este belo percurso profissional nem sportinguistas nem adeptos da selecção tenham particulares saudades de Paulo Bento, e sobre ele escasseiam as evocações, inexistem as invocações, até resistem algumas imprecações. Certo, muito disso porque faltou o título nacional no clube e o europeu na selecção. E é evidente que o homem não tem "boa imprensa". Mas esse afastamento, até amnésico, funda-se numa imagem pública, talvez um pouco injusta mas... real pois existente. A de uma personalidade algo desabrida, pouco dialogante, confundindo convicção com inflexibilidade e nisso desperdiçando recursos e opções, e potenciando conflitos improdutivos. Por isso, e apesar dos seus resultados terem sido excelentes (não óptimos mas excelentes), nem o ansiamos nem resta grande admiração. E ficou até algum azedume. Eu, sportinguista, julgo isso muito injusto. Mas é o que é.

Sei que as analogias tendem a ser empobrecedoras. E as em futebolês ainda mais o são. Mas isto que se passa no PSD - partido do qual sou apenas muito ocasional eleitor - faz-me lembrar Paulo Bento. É possível que Rui Rio tenha sido bom treinador da Câmara do Porto (não sei, não vivia no país e não acompanhei). E talvez seja bom seleccionador do PSD (duvido muito mas não é o meu "país", não acompanho os meandros "técnico-tácticos", desconheço o "grupo de trabalho"). Pode até ser que o seu modelo táctico seja apropriado, mesmo que aparentemente algo desactualizado. Enfim, é possível que o homem tenha qualidades. Mas, de facto, eu não conheço ninguém que goste dele, mesmo aqueles que me são próximos e que simpatizam com aquele partido não o expressam. Ao longo destes anos nunca alguém me falou, escreveu ou "mensajou" - nem vi nas minhas redes sociais - algo de entusiasmado com suas declarações, propostas, iniciativas. E assim não tenho qualquer dúvida: quando Rio deixar a presidência do seu partido poucos o lembrarão. E muito poucos dele terão saudades. 

Ou seja, para ganhar o próximo título? Arranjai um "engenheiro" (oops, não é obrigatoriamente de Moedas que falo, é a Fernando Santos que aludo).

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