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Nenhures

Termino o convívio informático deste difícil 2021 com este postal, assumidamente de cariz intelectual (filosófico, se se quiser): desejo a todas as minhas ligações-FB (aliás, "amigos") que em 31.12.2022 possam cantar com as respectivas vísceras este "Who Are You". E que entretanto tenham percebido, sem qualquer desprimor por outrem, que Keith Moon Rules!
 
Se assim acontecer? Ter-lhes-á sido um belo 2022! E produtivo, engrandecedor.
 
Quanto a mim, respondo de antemão a quem se possa interessar. Sigo para o (Quinta da) Pacheca tinto, prévio ao amantismo com a Queen Margot. "Who are you"?, cantarolo...

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(Postal para o És a Nossa Fé, invocando o saudoso Raúl Calane da Silva, falecido durante este 2021)

Hoyo-Hoyo Geny Catamo!

O moçambicano Geny Catamo estreou-se ontem pelo Sporting. E brilhou - ao que leio -, tendo sido fundamental no golo decisivo para a vitória - a 11ª consecutiva, e há 30 anos que o clube não tinha tamanha série no campeonato, só suplantada por uma sequência feita nos anos... 1940s.

Catamo tem 20 anos, foi formado no Maxaquene, veio para o Amora em 2018 e joga nos escalões juniores do SCP desde 2019. Ascende agora à primeira equipa, nesta tão bem sucedida era amorinesca, na qual tanto se acarinham e desenvolvem os jovens futebolistas. Melhor ambiente e melhor clube para a sua afirmação não poderia ter pedido. Que tenha muita saúde e muito sucesso é o meu desejo.

Hoyo-Hoyo Geny Catamo!

 

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Enquanto alguns intelectuais e vários jornalistas se afadigam para "refazer" a História, tornando-a "exacta", querendo afrontar o que dizem "silenciamento" e "falsificação" do passado, e nisso considerando que as formas como entendemos o real e nele actuamos são simples reflexos das maldosas mundivisões de Bartolomeu Perestrelo, Gomes Eanes de Zurara e coevos facínoras, em 2021 assistiu-se a um curioso esforço colectivo de "desenvendamento", de "reescrita da História", com o evidente propósito de nos desalienar, de nos tornar mais capazes de interpretar o real, de entender os ideais vigentes e as categorias intelectuais que comandam as práticas dos agentes sociais na actualidade. Curiosamente nenhum desses intelectuais e jornalistas avessos aos aparentes proto-sorelianos Duarte Barbosa, João dos Santos ou João de Barros, se associou a este movimento de esclarecimento histórico.
 
Falo da publicação de vários textos dedicados às FP-25, dirigidas pelo entretanto falecido Otelo Saraiva de Carvalho, e aos múltiplos ecos que esses textos tiveram. O que terá servido, espero eu, para derrubar o esforço falsificacionista de uma certa intelectualidade da esquerda - alheia ao PCP - que sempre usou a glorificação desse indivíduo para reclamar o monopólio do ideal democrático entre aqueles que adeptos da insurreição armada avessa à democracia liberal. Nisso falsificando a História recente de Portugal, procurando apagar a realidade do terrorismo assassino de que aquele Carvalho foi líder.
 
Claro que há renitentes em enfrentar tal situação. À minha pequena escala também o assisti: entre outros textos dedicados ao falecido terrorista, botei sobre um académico do CES de Coimbra que continua o esforço de falsificação histórica, elidindo o terrorismo de Carvalho e reduzindo os que nisso atentam a adversários da democracia, e notei o total silêncio dos pares de Coimbra (e da comunidade universitária nacional) diante de tal dislate. E a esse propósito logo tive aqui [no meu mural de FB] um lusomoçambicano, antigo (se é que há "antigo" nestas coisas) agente da SNASP (a polícia política da I República moçambicana) a chamar-me "fascista", no que foi secundado por gente com algumas similitudes biográficas, entre as quais antigas (mas não futuras) visitas de minha casa. Num verdadeiro caso de admiração pelo terrorismo que bem mostra que "les beaux esprits se rencontrent"...
 
Esta longa introdução "desabafante" vem a propósito de um belo texto agora publicado pelo "Observador" dedicado à história das FP-25: "FP-25 de Abril: As Bombas, as Balas, e os "Inimigos a Abater". Trata-se de um bom trabalho de investigação, que não deixa campo para os que insistem na elisão da dimensão daquele processo, e ainda nos mostra como alguns desses terroristas continuam na actualidade vinculados aos mesmos ideais de insurreição armada - sabendo nós também que alguns deles ocupam postos nas listas eleitorais do BE e cargos de relevância universitária.
 
Deixo ligação para o excelente artigo de leitura recomendável - para não cair no sempre irritante imperativo do "leitura obrigatória". Chamo a atenção para que tem um belíssimo grafismo, o qual torna ainda mais apetitosa a leitura. E, muito relevante, é de acesso livre. Ou seja, serviço público. Em prol da democracia. E nisso avesso aos intelectuais e jornalistas aldrabões, carpideiros do "otelismo". E, também, decerto, avesso aos agentes da SNASP e seus apoiantes.

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Confesso que este folhetim em fascículos que vem decorrendo há já algum tempo ali no seio do popular clube sito nas cercanias da simpática Carnide me faz lembrar recuados tempos no nosso clube, com mais ou menos atrapalhadas presidências. Ainda assim conseguiram "chegar ao Natal". Enfim, goste-se ou não de Jorge Jesus, o consagrado técnico e mui adepto sportinguista, o que este romanesco episódio demonstra é que por aquelas bandas escasseia... presidência.

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Há algumas semanas uma estação televisiva portuguesa - há pouco adquirida por um colectivo polarizado por um industrial dos transportes com propaladas ligações ao poder político - atribuiu um dos seus canais ao molde de negócios "franchising", alocando-o ao rótulo CNN. Fê-lo com alarido, a pompa e a cerimónia da gala pirosa, e o vasto apregoar de Doutores comentadores apresentados como "vozes livres e independentes". E logo continuou o seu rumo noticioso que, dizem-me amigos atentos, segue afável para com os poderes incumbentes.
 
Aquando da "abertura" do canal - de facto, um mero "face-lifting" - muita gente, até minha amiga, jornalista e não só, reparou no assunto e saudou a chegada do que se aventou como uma diferente forma de jornalismo televisivo, mais intensa e abrangente, mais problematizadora, se se quiser, ecoando alguma competência e o perfil da estação-mãe, a já velha CNN americana.
 
Hoje o popular SLB mudou de treinador. O tal canal-franchising esteve (pelo menos) entre as 13.45 e as 14.45 a falar do assunto (julgo que antes já estaria, e que terá continuado, apenas refiro o período em que a minha tv esteve ligada), focando a sala de imprensa do Benfica, vazia, enquanto um vasto painel de comentadores dissertava sobre o assunto, tudo emoldurado por um banda sonora repetitiva, um instrumental potenciador de ansiedade. Após as "importantes" declarações, ainda que curtas, do presidente e do treinador de futebol, o painel perorou durante alguns minutos sobre o verdadeiro conteúdo do abraço que ambos haviam trocado.
 
Ou seja, e goste-se ou não da CNN original, em termos de "franchising" isto é o mesmo do que um tipo ir a um Burger King português e comer bacalhau à Brás ou rojões à moda do Minho. Ou, para me centrar no "franchising" na imprensa portuguesa, comprar a National Geographic portuguesa e encontrar uma revista de tipas nuas ou o Le Monde Diplomatique português e receber uma revista de culinária. Por outras palavras, este canal da TVI é uma pura fraude. E são fraudulentos todos os tais Doutores comentadores que ali são colaboradores avençados (de facto sendo colaboracionistas em tamanha fraude).
 
Mas isso ainda é o menos... O que realmente me irrita é a patetice desses que eu conheço que ainda atentaram, saudaram e até aventaram sucessos, a esta tralha mais-do-que-anunciada. Como saberão os que por aqui passam, elementos femininos da minha família vedam-me o uso público do vernáculo. E não será em plena quadra festiva, ainda a 10 dias do libertador Dia de Reis, que vou agredir essa vontade das que me são tão queridas. Por isso fico-me com esta invectiva, dedicada a esses amigos ainda apatetados: ide comer filhoses!! E interpretem-na, à invectiva, como deve ser, pois ida de mim.

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