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Nenhures

Nenhures

Os hostels e o covid-19

Hostel evacuado em Lisboa. 169 estrangeiros já foram transferidos ...

(testes de despistagem do covid-19 em albergue lisboeta, Abril de 2020)

No final da era confinada li várias notícias sobre testes de despistagem de covid-19 em "hostels" lisboetas com estrangeiros. Sempre desconfio quando vejo usar termos em língua estrangeiras em vez do português, não por nacionalismo bacoco mas porque é sempre forma de enganar o cidadão, forma-mor de aldrabismo (exemplo extremo será a generalização de "spread", cujos efeitos ainda estamos a pagar, e muito ...).

Na altura não compreendi bem o fenómeno. Ainda que tenha aflorado a assunto num texto longo sobre esta era, P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim”: o capitão MacWhirr e o Covid-19", uma inutilidade pois não lido, mas que me serviu como catarse. 

Não os percebi pois julguei-os albergues (que é como se diz "hostels" quando não se é tonto) privados e dedicados a uma clientela de imigrantes pobres (legais ou não é indiferente). Assim uma versão "moderna", pois desligada dos empregadores, dos "compoundes", como se diz em Moçambique, celebrizados pelo tétrico alojamento de mineiros migrantes ali na vizinha África do Sul. Ou versão urbana dos contentores que as herdades alentejanas agora usam para alojar os nepaleses que ali aportam como mão-de-obra barata e ... calada. E também os presumi merecedores de visita de alguma ASAE da hotelaria ...

Mas afinal os tais "compoundes" não são exactamente (só) isso. Pois neles vivem, em condições pérfidas, imigrantes que requereram asilo e lá são colocados pelo Estado.

Este texto publicado no Público é muito interessante. Até pela linguagem, de relatório ("nós vimos que ...."), rara na imprensa portuguesa onde vigora a retórica "opinativa" ("eu acho que ..."). E é letal para os serviços estatais e autárquicos. Não apontando os seus mandantes, governantes e autarcas (viés típico do tal nosso "eu acho que ..."). Mas desnudando os sectores intermédios e baixos do funcionalismo público (pois ... "nós vimos que").

O que se passa no feixe dos organismos estatais envolvidos nesta questão é uma total vergonha - até contrária às intenções superiores. E é um problema dos serviços. Como dizem as autoras: "as diferentes instituições responsáveis pelo “sistema de asilo” continuaram a adotar hábitos endémicos de inoperância e sobranceria".

Será conveniente lembrar que essa "cultura" do funcionalismo público é transversal. Não universal. Mas recorrente. E é uma inimiga, vil. Não só dos desprotegidos estrangeiros. Mas de todos nós, do nosso desenvolvimento.

Sousa e o 10 de Junho

Declara o presidente Sousa que o "10 de Junho será como achei que deveria ser o 25 de Abril e o 1º de Maio", e que a cerimónia do Dia de Portugal contará apenas com oito presenças. Isto ultrapassa tudo, em termos de aleivosia hipócrita. O desplante deste nosso presidente é mesmo ofensivo. O presidente goza com o povo, connosco. E o povo julga que ele está a brincar, com simpatia. Mas está a desprezar ...

Não sou jurista mas julgo saber que não se pode dizer do PR o que se pensa, há limites legais específicos, julgo por ter a função uma dimensão simbólica. Ficam assim reticências (...) para que cada um imagine o que penso destas declarações presidenciais.

O homem tem uma agenda política que não está totalmente cumprida, terá que ser continuada. Palmadas nos ombros, abraços e beijos às turbas, servem para a cumprir. Enquanto isso: preservar o Regime, impedir a "república de juízes". E nisso protelar os processos instaurados à elite financeira e ao antigo poder socialista, e trancar o viés investigador sobre o grão-crime político-económico. Nisso é o aliado natural do actual governo.

Novas investigações não existem, isso está cumprido. Mas o resto é comprido pois ainda há gente a preservar. Entretanto vai gozando connosco. E as pessoas gostam ...

 
 

Do Minnesota a Portugal

Como João Campos e Maria Dulce Fernandes abordaram o caso do cidadão americano assassinado pela polícia reproduzo aqui um postal sobre o assunto que coloquei no meu mural de FB, num registo mais solto e coloquial do que o blogal, até porque lhe integro nacos do que fui colocando em comentários (dada a porrada que fui levando). Mas junto-lhe a grande canção "American Skin" de Bruce Springsteen, que se não diz tudo tudo sente sobre este acontecimento americano. E que aqui fica também para que alguns irredutíveis não resmunguem que eu estou a apoucar o inapoucável:

Leio no FB emotivas partilhas do fait-divers de que uma jornalista da TVI se comoveu ao apresentar a notícia do assassinato de George Floyd, morto por um polícia após 8 minutos a sufocar, tendo sido incapaz de a concluir. A notícia vem com fotografia e percebo-lhe o fenotipo, presumo-a mestiça ("mulata" como se diz em Moçambique, sem preocupações etimológicas) ou será negra, não posso precisar nem essa destrinça me é relevante.  Vejo também aqui vários amigos reais, e imensas ligações-FB, até académicos, mesmo antropólogos, até antropólogos com trabalho em Moçambique, a partilharem insurgências próprias e lamentos contra este horror acontecido em Minneapolis, no estado do Minnesota, EUA.

Eu tenho duas questões: 1) será que a jornalista da TVI se comoveu até à inacção quando apresentou a notícia do assassinato de um eslavo (lembrai-vos do nome dele? Ihor Homeniuk) cometido por um grupo de agentes do SEF no aeroporto da Portela, na cidade de Lisboa, distrito de Lisboa, Portugal? E, para pormenores aduzo que o tal eslavo - e, já agora, sabeis da ligação etimológica entre "eslavo" e "escravo", e do que isso deixa deduzir sobre as categorias antropológicas negativamente discriminatórias? principalmente diante de um candidato a imigrante ...-, Ihor Homeniuk, não foi asfixiado durante horrorosos oito minutos mas seviciado durante horrorosas não sei quantas horas. Será que a dita jornalista se comoveu tanto que interrompeu a locução do acontecido ali à Encarnação, antes de Sacavém? A menos de 5 euros de taxi da minha casa? E será que estes cândidos, mesmo académicos, até antropólogos com trabalho em Moçambique, se ornamentaram com insurgências, lamentos e perfis eslavófilos? Será que alguém se lembra que Ialta, o apogeu do "compromisso histórico" que obrigou a rasurar tanta da historia de XX, foi há 77 anos? Mas que o 20º congresso do PCUS foi há 64 anos e o fim da URSS há 29. E que com isso não é necessário manter o silêncio, a "dessignificação" da História. Lembrando, por exemplo, que a URSS, avatar da Rússia, e a nossa actual grande aliada Alemanha, mataram mais ucranianos, a deles alteridade, do que todos os mortos, directos e indirectos provocados pelos colonialismos europeus em África durante XX? E nem falo do passado, tão complexo naquela região, como em quase todas as outras. E aduzo, entre não-lágrimas alheias, que nenhum jogador da bola se ajoelhou em homenagem a Homeniuk, nenhum intelectual português usou ícones a propósito de Homeniuk, assassinado, repito, ali à Rotunda do Aeroporto, a 10 minutos do mercado de Alvalade, onde há um bom restaurante de peixe. E mais junto, isto da minha certeza de que um qualquer sueco, alemão ou britânico, também presumivelmente louro, não seria morto ali nos escritórios a cinco minutos da Praça Franciso Sá Carneiro, a sempre Areeiro. Se Homeniuk fosse um sírio, seria uma gritaria a propósito da morte de um "refugiado de guerra". Mas como era ucraniano, provavelmente louro, pouca foi a ira. Se fosse um magrebino, tentando passar a imigrante "indocumentado", seria uma desgraça, mas como era ucraniano, provavelmente louro, nenhuma corrente indignista brotou. Se viesse daquela "África Negra" de antanho seria uma onda de repúdio, mas vindo da eslavónia pouco conta entre os bem-pensantes nacionais. Apesar, não sei se já disse, de ter sido morto a meia dúzia de estações de metro do El Corte Ingles da pequena-burguesia lisboeta.

2) Há um mês dois polícias espancaram até à morte um homem na cidade da Beira, capital de Sofala, Moçambique, cidade celebrizada pela calamidade de 2019. "Os dois polícias interromperam um jogo de futebol de adolescentes em cumprimento das recomendações do estado de emergência devido à covid-19, e depois começaram a jogar, o que levou Abdul Razak, que se encontrava no local, a ameaçar filmá-los.". Não vi quaisquer imagens, só posso presumir os fenotipos dos dois polícias e do cidadão Abdul Razak (e presumo-o cidadão moçambicano pois se não o fosse muito provavelmente não teria criticado a polícia e teria sido identificado pela imprensa como estrangeiro). Mas a notícia informa que ele morreu não após oito minutos de horrorosa asfixia mas após 3 horas de horrorosas sevícias na esquadra da Munhava.

A minha questão é a mesma. Será que a jornalista da tvi se emocionou até à inacção ao ler a notícia da morte de Abdul Razak? E os indignados do FB, mesmo académicos até antropólogos com trabalho em Moçambique, se ornamentaram com insurgências, lamentos e perfis moçambicanófilos? (Sim, eu sei, a notícia nem correu no rincão ...).

Não se trata de discutir a dimensão de um crime, ou a realidade de um qualquer país. Trata-se da pertinência de importar essa realidade, e os seus critérios classificatórios, para entender o resto do mundo. Para direccionar a atenção sobre o resto do mundo. Para balizar e animar os sentimentos, tão bem intencionados, da como a pobre jornalista da tvi. E dos não tão bem intencionados funcionários públicos ou privados pagos para pensarem a realidade. Utilizando este falsário molde sentimentalão para perseguir objectivos próprios em casa própria.

Sousa e os maçónicos

maçcon.jpg

Sousa recebeu alguns mandantes maçónicos. Sem qualquer alarde, entraram e saíram as visitas pela discreta "porta do maçon", ao invés do que todos os outros visitantes fazem. A esquerda gosta do PR por razões óbvias. A direita gosta porque ele "é eles", ainda que resmunguem. O povo gosta porque ele beija e abraça "esses corpinhos". Por isso este comportamento inadmissível para os maçónicos passa sem grande crítica.

Eu não sou miguelista (até sou republicano) e da maçonaria idealtípica a única coisa que me ocorre é o que Tolstoi colocou na mente de Pierre Bezukhov.

Quanto à real tenho alguns pequenos e pitorescos episódios, pouco relevantes. Das memórias sobre o assunto que mais acarinho são as de quando regressei a Portugal. Por entre os trambolhões da altura frequentei algumas cantinas universitárias, partilhando cafés com velhos colegas, alguns até amigos. Nesses meados de 10s falavam bastante da influência maçónica na gestão dos recursos científico-académicos do Estado (rumores que eu ouvia desde os anos 1980s, já agora), exercida de formas não propriamente dignas do ideal de uma "sociedade aberta".

Mas o interessante é que vários desses meus interlocutores eram, e são, cidadãos empenhados e profissionais activos. Opinam nas redes sociais, assinam documentos, manifestam-se publicamente, criticam governantes, exercem até postos de administração pública, académicos ou em funções externas. Mas quando falavam, nas tais cantinas ou cafetarias universitárias, da questão maçónica o que eu notava era o ápice em que corriam os olhos pelas mesas circundantes e o ligeiro, quase imperceptível, baixar de tom de voz. E como eu vinha de outros contextos, outras mesas, e outras colunas erguidas, algumas até tonitruantes, notava isso. Com carinho. Pio.

Mas depois dizem que tenho mau feitio.

Ventura e o Twitter

Twitter-Logo-2010–2012.png

O candidato presidencial Prof. Ventura finalmente explicitou ao que vem, assumiu o que tantos lhe atiram. "Sim, sou um faxo do caraças", comentou no twitter. É também um mariola, que julga ter uma pilinha do tamanho da de Xi Jinping, sendo assim capaz de censurar as redes sociais, prometendo-nos que quando for presidente "o Twitter deixará de ser a bandalheira que é, pelo menos em Portugal.". Presumo, e aqui apenas especulo, que também intervirá no Facebook, Instagram, Whatsapp. E, claro, nos múltiplos sistemas dos nossos vetustos blogs.

Ventura é Ventura, e por mais que branda o seu objecto peniano não o engrandecerá. Mas enfatuar-se-á por via do apoio que recebe. Da ralé. E de meia-dúzia de doutores que para aqui andam. Liberais em jejum, venturescos no horário da flatulência.

No hospital

Daqui a um mês farei 56 anos! Sou já velho e mais o pareço. Vim à capital acompanhar amigo a uma consulta hospitalar, coisa do ombrear naqueles momentos de "ai o caraças, vamos lá ver o que é isto...". Mas ... os acompanhantes não podem entrar no edificio, ainda ordens da DGS, dizem-me (depois, alguém me dirá que é o critério do hospital a funcionar. Hospital privado, entenda-se ...). Estou por isso, apesar tais meus gastos e visiveis 55 anos, há duas horas sentado na esquina de um pequeno murete à entrada do hospital. O Sol não está inclemente e não chove, é a minha sorte.

Sorte também têm os turistas que voam para Faro e Porto, como leio. E os nossos que podem seguir nas TAPs todos juntinhos, porque olham para a frente, Freitas dixit. Sorte têm também os que vão ao Coliseu com o PM e a ministra da cultura ver os cómicos que nunca ferem os poderes. Todos mais ou menos juntos. E "mascarados", como eu estou.

Azar têm os putos a quem o Presidente Sousa - esse mesmo, aquele que bem depois da OMS ter apelado à suspensão de congregações ainda recebia bandos de criancinhas vindas de zonas infectadas e seguia para festividades municipais -, a quem Sousa, dizia eu, ralha porque planeiam festas. Vida. E azar tenho eu, com duas salas de espera vazias a duas braçadas de mim. Neste Estado de incoerentes. Raios partam estes tipos que já me doem as costas ...

A Torres Vedras de Nuno Rebelo

Esta atividade integra o programa Emergência Cultural Torres Vedras 2020, organizado pelo Teatro-Cine de Torres Vedras, nisso cruzando esta era Covid-19. 

É um trabalho do Nuno Rebelo (Texto, video, música, sonoplastia e grafismo) - que alguns conhecerão por via do grupo musical Mler Ife Dada - em colaboração com o seu filho Igor Brncic Rebelo (voz e desenhos). Diz o Nuno: "Agora mesmo é aqui que estou é um vídeo autobiográfico da minha vida em Torres, onde nasci em 1960 e onde vivi até 1975. Faço-o a partir dos meus atuais 59 anos e do sítio em que me encontro, confinado como todos por causa do vírus, no meu caso em Barcelona."

É uma pérola. Rara. Linda. Que me encantou. Vede, que decerto gostareis.

 

Uma imperial, dois meses e meio depois

cerveja.jpg

Dia soalheiro, parei no rossio de uma vila e entrei numa pastelaria fina. Dois meses e meio haviam passado desde a última vez. Levantei a máscara, bebi uma imperial. Estava gelada e com o gás necessário. Animou-me.

(Leio, neste fim de tarde, que um qualquer taberneiro foi detido pela "guarda" por não cumprir as regras de distanciamento das mesas na sua tasca. Entretanto a dra. Freitas, directora da saúde - a do "visitem os idosos", nunca esquecer - diz que podemos viajar juntinhos nos aviões porque vamos de máscara e olhamos para a frente.

E as pessoas gostam desta gente.

Fim de tarde. Duas pedras de gelo em copo cheio de Glenlivet. Pois há que criar ânimo para aguentar esta gente. Entenda-se, os que gostam desta gente)

Covid-19 português: “P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim”

velho restelo.jpg

(Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo, Sete Rios, Lisboa, Abril de 2020; inscrição recente no prédio arruinado que foi sede da escola da PIDE-DGS, incidência quase certamente inintencional dado que essa memória não está sinalizada no local.)

Aquilo do estar confinado foi uma era insone. Aqui em Nenhures deu-me para escrever sobre o que se passava alhures. Por isso escrevi um texto sobre o Covid-19 em Portugal, a minha versão. Uma desnecessidade de 42 páginas. Agora como parece que tudo já é passado, nos disseram para regressarmos à vidinha, botei o que escrevi, para o caso de alguém ter paciência para o ler. Aqui fica a ligação para o texto: 

“P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim”: o capitão MacWhirr e o Covid-19"

 

Dois meses confinados: rescaldo

(Lou Reed Live, "Vicious")

Daqui a pouco, a 13.5, cumprirei dois meses confinado aquém-Tejo, em magnífica companhia anfitriã. Quero partilhar alguns momentos cruciais deste excêntrico período:

1. Tenho 55 anos e está a tocar, bem alto, o cd "Lou Reed Live".

2. Estreei-me no focinho do porco e nas caras de bacalhau. A minha ética e o meu palato aprovaram.

3. Passei imenso tempo com a minha filha. Julguei que ser pai é a melhor coisa do mundo. Mas agora mesmo, a propósito de um desgraçado filicídio, aprendi na facebookpedia, com doutos lentes, que a família é um mero e vil mito afectivo que, sob tutela do Estado capitalista, reproduz as (exploratórias) diferenças sociais. Voltei a 1983, àquele inicial ISCTE. E duvido se não há gente confinada desde então ...

4. Perdi o meu nome: (ex?)amigos, da geração dos assistentes dos reedfeet dos 80s, desnomearam-me quando me irritei com a ignomínia de me dizerem culpado pela disseminação do Covid-19 em Moçambique. E que pagasse por isso. Falando sem rebuço? Brancos a comprarem o espaço que ninguém lhes vende. Eu estou numa quinta, cuspo para o chão ... (é para ti, Isabel, que eu não desnomeio as pessoas).

5. O vil dr Vitor Gaspar passou 850 milhões de euros ao banco do amigo do prof. Cavaco Silva e o dr. Passos Coelho fingiu que nada sabia disso. Nós, na esquerda, manifestámo-nos contra este neoliberalismo.

6. Os liberais (que significa "fascistas" no linguajar actual dos académicos da esquerda) suecos, bielorussos, nicaraguenses e brasileiros, não confinaram a população.

7. A economia portuguesa desde os 1960s que não estava tão bem, segundo um mandarim (és tu, João, e eu estou numa quinta, escarro para o chão).

8. O Queen Margot não aumentou de preço e a cerveja do Lidl é bebível se bem gelada.

9. A "Vicious" ainda mexe comigo ...

10. Um dia destes desconfinar-me-ei. A ver se chegado além-Tejo não me deparo logo com um mandarim.

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