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Nenhures

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[Postal de ontem no És a Nossa Fé]

Uma boa vitória, a mais dilatada de sempre do clube na Liga dos Campeões. (Mais) alento moral, e a mostrar (a confirmar) que a equipa não se esboroou mentalmente após a entrada aziaga nesta competição. E ganhos muito objectivos: apuramento garantido para a próxima etapa europeia - que seria o indito objectivo predeterminado no clube (que não na equipa), dado o historial de dois dos integrantes do grupo; mais pontos no ranking de clubes da UEFA, preciosos para o futuro; uns milhões de euros encaixados devido às vitórias, os quais grosso modo equivalem a duas contratações futuras de defesas no assisado regime actual do Sporting; valorização dos jogadores no mercado internacional - em particular nos endinheirados mercados médios do futebol europeu, pois o campeão turco foi abalroado em dois jogos. E ganhos subjectivos: a maturação da equipa como um todo, que parece outra em relação à do naufrágio com o Ajax, e de vários jogadores até agora inexperientes nestas andanças; o presumivel transportar deste saudável ambiente interno para os jogos do campeonato, algo catapultado pelo enorme tino verbal do treinador.

 

 

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[Postal para o És a Nossa Fé]

A bela vitória de ontem na Turquia é muito importante, em termos desportivos e morais - para além dos financeiros e dos sempre necessários pontos para o "ranking" europeu, os quais necessários serão para futuros sorteios -, potenciando o ambiente de maturação da equipa e de vários dos seus jogadores, e sendo decerto factor de sua galvanização. Tudo isto é crucial, mas o impulso moral - e até acalmia após o rombo Ajax - é precioso. Pois mostra algo: a época está a correr bem. E isso é fundamental num clube que não ganha um bicampeonato há 70 anos, longuíssimo período durante o qual os raros títulos nacionais têm sido sucedidos por épocas deslustrantes. Ou seja, onde a continuidade no sucesso (relativo, que seja) é um bem raríssimo, esquecido.

Nada do que se tem passado nesta época é gravoso: a equipa joga melhor do que o ano passado - quando foi campeã com justiça, mas também é justo dizer que tudo o que podia ter corrido bem correu... bem. Até agora (e longe vá o agoiro) nada piorou em termos de resultados: no campeonato tudo igual ao que se passou na época transacta, e a um ponto do líder. Na Europa um mau jogo inicial - tal como o ano transacto -, com alguma nervoseira e algum azar (que faz parte do jogo), contra um poderoso adversário, recente semi-finalista da Liga dos Campeões. E com esta vitória o percurso europeu associa-se, quantitivamente falando, às duas últimas participações nesta Liga (16/17, 17/18) - as quais foram muito boas, pois jogou-se contra colossos (Juventus, Barcelona [o verdadeiro], Real Madrid, Dortmund) e jogou-se muitíssimo bem, memória que aliás poderia servir para reduzir o actual e anacrónico afã crítico sobre o antigo treinador Jesus, que então comandou grandes campanhas futebolísticas tendo sossobrado pois diante de clubes extraordinariamente poderosos. E é isso a Liga dos Campeões. Insisto, ainda que seja algo lateral ao tema do postal: continuar a criticar Jesus é fazer por esquecer o excelente futebol com que o Sporting então se apresentou no grande palco europeu. É apoucar o recente historial do clube.

Entretanto, neste ano já tivemos lesões algo demoradas de jogadores titulares, felizmente recuperados. Outras virão, decerto, tal como alguns castigos. Entretanto o defeso correra bem, em termos financeiros e desportivos. E jogadores vão-se afirmando: Matheus Nunes comprovou e "pegou de estaca", Saravia é craque, Bragança acalenta a crença. E de outros espera-se, neste ainda primeiro quarto de época, que se venham a impor, consoante o espaço que venham a ter: por exemplo, Ugarte e Vinagre, para além de um ou outro miúdo que a maioria de nós desconheça que se possa impor no plantel, tal como vem sendo costume época a época (como Inácio, Mendes, Nunes, ou TT no último ano).

Ou seja, não há qualquer razão objectiva para a verdadeira histeria crítica que grassou entre os adeptos. E que não emana apenas dos pequenos núcleos ditos "brunistas", se é que o termo ainda tem significado, ressentidos com as alterações na economia política do clube que em muito os terão prejudicado. Essa excitação - de facto, verdadeiramente acrítica, pois infundamentada - percebe-se nos tópicos (entenda-se: nos assuntos recorrentes) que dão azo às críticas maledicentes entre sportinguistas. Porventura no estádio durante os jogos, decerto que nas tertúlias, evidentemente nos espaços sportinguistas na internet, e nestes de forma constante e abrasiva.

A única razão para tal fluxo resmungão é a vontade de botar faladura, a triste crença do "critico, logo existo".  A qual neste caso é mesmo apenas um "resmungo ex nihilo", desde o nada. Não quero dizer que não se critique a equipa, que não se avaliem os indivíduos e o colectivo, não se converse, aplauda ou arrepenhe os cabelos, isso faz parte do futebol e do adeptismo. Mas isto que se vem passando no início da época é diferente, são feixes da massa adepta tornados exasperados na volúpia da crítica, da maledicência descabida, recorrendo para isso apenas aos tais tópicos, às ideias mais ou menos difusas que vão vingando na "nuvem" (como agora se diz) da opinião pública.  E este frenesim afecta o ambiente do Universo Sporting, fragilizando um pouco o adeptismo. E é possível até que conspurque o ambiente moral da equipa, jogadores e circundantes. É certo que não presumo estarem eles mergulhados no mundo blogal, das páginas FB dos sportinguistas e  o dos comentários dos jornais desportivos. Mas algo sempre ressalta para dentro do "grupo de trabalho", nem que seja o obrigar ao dispêndio de energia extra na "estrutura" para blindar psicologicamente os jogadores diante de tal desvario adepto.

Um exemplo maior desta verborreia paranóica é que se vem dizendo de Paulinho. A mim não me interessa se ele tem a qualidade do recém-falecido "bombardeiro" Gerd Muller. Ou se se equivale aos actuais Benzema ou Luiz Suarez. O que me interessa é que é um bom avançado, joga que se farta, e a isso nunca se nega (essa qualidade dadivosa, voluntariosa, que dantes alegrava "molduras humanas" menos burguesotas e dadas à opinião na internet). Mais, joga que se farta e faz jogar. E com ele - e isto é o fundamental - a equipa tem ganho, tem tido sucessos. Eu recordo algo que tantos parecem ter esquecido: o Sporting não era campeão há duas décadas, período no qual cruzou sucessivas crises, dissipou o seu imenso património fundiário, acumulou uma quase incomensurável dívida. Depois, recentemente, sofreu a maior crise de sempre, um verdadeiro caos, e uma lamentável sangria dos quadros futebolísticos. E agora, inopinadamente, conquistou uma série de títulos de futebol sénior, e até o tão almejado título nacional. Para além de dominar - como nunca ao que me lembre - o eclético espectro das modalidades, no qual abundam títulos nacionais e europeus. Ninguém poderia esperar isto há dois anos! E de que falam tantos adeptos? De que o avançado-centro, este avançado-centro, não é bom, falha, "não tem golo"... Isto é exasperante. É um canibalismo autofágico, demencial.

Ontem, na longínqua Turquia, contra uma equipa de qualidade e tarimbada nas competições europeias, o Sporting teve a maior vitória como forasteiro na Liga dos Campeões. O que prenuncia a continuidade nas competições europeias e alumia até a esperança, ténue que seja, de passagem à fase de eliminatórias na Liga. Ou seja, como acima disse, a recuperação de rumos positivos nas competições europeias que vinham escasseando nos últimos anos. Neste jogo crucial Paulinho fez um passe para golo, demonstrando competência em jogada de laboratório (diz-se, inteligência e labor). Enviou duas bolas à barra, em jogadas corridas em que teve evidente mérito. E marcou um golão, daqueles de "bandeira". E mesmo assim, aqui no blog e alhures, emergiram adeptos - e não apenas os ditos "brunistas", sempre avessos a qualquer bem actual - a protestar com o jogador.

Isto é só futebol, é só uma festa! Mas porque querem estragá-la, rebentar com o ambiente, agravar os actores da festa? Porque saem aos teclados para descarregar este fétido fel? Como disse Borbón "porque no te callas?". Não querem estar? Vão para casa. Apareçam para o ano.

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[Postal para o És a Nossa Fé]

Para a segunda jornada desta edição da Liga dos Campeões (a "Xampions" como alguns dizem, sabe-se lá porquê...) reuniu-se o painel comentadeiro do És a Nossa Fé - reanimando o convívio orgânico, algo não só urgente como convocado pelo recente alijar dos cuidados sanitários, consagrado pela extinção do Grupo de Trabalho (a "Task Force" como diz o Estado, saberá o Demónio Inculto porquê...) para a Vacinação contra o Covid-19.

Em assim sendo, nas cercanias das instalações da RTP congregou-se o trio composto pelo camarada-coordenador Pedro Correia, o consagrado José Navarro de Andrade e o júnior jpt, ausente da fotografia pois então ao telefone. O encontro foi antecedido por um frugal repasto, o qual cruzou o hino da competição (momento sempre a respeitar...) e se alongou pelos primeiros 45 minutos da compita. Sobre um pano em tons ocres - típicos da velha simbologia "Africana" -, adquirido cerca da Ilha de Moçambique, e ali aposto em explícita homenagem aos nossos apoiantes do Sporting Clube de Moçambique, comeu-se (o que agora se diz "degustar", sabe-se lá porquê...) frango oriundo da prestigiada Casa de Frangos de Moscavide, precedido e sucedido por camarões moçambicanos adquiridos na empresa Lidl, tudo orlado com uma saudável salada rica de manufactura caseira e polvilhado por um sortido de amêndoas, amendoins e castanhas de caju, proveniente do estabelecimento Pingo Doce. Para conclusão, ou sobremesa, surgiram uns aprazíveis biscoitos da Padaria da Arrifana. Nesse entretanto foram bebidas cervejas: como sempre a nossa querida Super Bock, claro, mas também acompanhada por algumas Argus, em homenagem aos nossos Adan, Porro e Saravia.

Sobre o jogo de futebol muito haverá a dizer. No entanto presumo que serei algo redundante se me explanar sobre a matéria. Pois um dos membros do trio foi recebendo largas dezenas de mensagens de um grupo de convívio telefónico, composto por bloguistas de tendência sportinguista, e assim decerto que a blogosfera leonina estará já repleta de textos congregando e sintetizando tamanho manancial opinativo discorrido por conhecedores ("connoisseurs", dizia-se antes e sei bem porquê...) do desporto-rei mais exímios do que eu. Ainda assim deixo alguns tópicos:

1. O que fundamental se retira deste Borussia-Sporting é o primado do mandamento "jogo a jogo". Ontem, em termos colectivos a equipa esteve bem, apesar da derrota. Jogo muito difícil, contra uma equipa fortíssima. Não sigo muito a crença no primado da experiência europeia (vejam-se os simpáticos neófitos moldavos que ontem gelaram os merengues) mas haverá um ritmo de jogo - o que não é sinónimo de intensidade de preparação física e táctica - algo diferente, que é preciso ir absorvendo. Um processo de maturação, em curso - o tal mandamento "jogo a jogo"-, e que creio será muito rápido, até pelo excelente comandante desta equipa e pela sageza ponderada que a presidência apresenta, que assim se apresta a deixar medrar tão bela matéria-prima. Este desafio mostrou que o descalabro diante do Ajax foi o de um dia aziago. E que "acontece aos melhores", como alguns dos nossos rivais poderão hoje concordar.

Por tudo isto não posso deixar de sorrir com a memória de todos aqueles "stôres" que há quinze dias foram para as reuniões de notas clamando que o aluno Amorim (aquele  miúdo, o Rúben) "não tinha estudado bem" para o teste Ajax. Que nota lhe darão hoje? Pelo menos um 10 (ou 3), espero.

2. Por falar no tal estudante Rúben Amorim: que belo exame oral ele fez, já nas declarações pós-jogo. É um orador muito atilado, o rapaz, dominando a matéria e apresentando-a com o tom certo. E isto nele é uma constante. Só por isso justifica passar de ano. E para mim julgo que deverá ser o delegado de turma.

3. "A doutrina divide-se" sobre o efeito Matheus Nunes no meio-campo leonino. Gabo-lhe a codícia e o arrojo ofensivo, a maestria no drible, a visão ("lateral" compõe-se agora) de jogo, e exulto com as suas arrancadas desequilibradoras, tão ao gosto das molduras humanas. Mas noto-lhe alguma apatia defensiva, descompensadora do necessário rigor colectivo. Estou certo que rapidamente, sob a tutela de Mestre Amorim e no contexto de tão difíceis contendas internacionais, o jogador amadurecerá essa dimensão tão necessária à "alta competição". Mas até lá abrem-se, por vezes, algumas auto-estradas ali no miolo.

4. Uma boa surpresa, vinda de jogador que até agora pouco me convencera, o outro Matheus, Reis.

5. A confirmação de que se há vida para além de Coates ela é bocado mais difícil. Também por isso o bom desempenho defensivo, sublinhado com os múltiplos foras-de-jogo provocados. Alguns a assustarem-nos, mas isso ainda mais demonstra a excelência e o rigor das manobras defensivas que os causaram. Algo indissociável da actuação do patrão.

6. Justiça seja feita a Rúben Amorim: tem dado excelentes guiões a João Palhinha, e ele muito bem os interpreta. Julgo que é já credor de um Globo de Ouro, e antevejo que em breve ganhará um troféu BAFTA.

7. É evidente que Paulinho é um excelente avançado, joga e faz jogar. Encaixado numa defesa fortíssima (onde pontifica o célebre Hummels) e num jogo difícil, em que escassearam as possibilidades de ataque continuado que se tornasse disruptivo, o nosso ponta-de-lança teve ganas de criar algumas dificuldades extremas ao colosso do Ruhr. É um prazer vê-lo actuar. Em particular naquilo que tanto desagrada aos mais enfáticos das bancadas e sofás: é usual vê-lo criar, com arreganho e/ou argúcia, situações perigosas nas áreas adversárias e nos momentos decisivos preferir esperar ou passar a bola a um colega. Pois, inteligente, percebe que um remate não terá sucesso. Crispados pela emoção os sportinguistas não lhe perdoam que lhes negue o "frisson" momentâneo do disparo, destrambelhado ou "enquadrado", que não seja um populista atreito à demagogia do remate "para a bancada (ver)". Preferem, o que é normal porque é de futebol que se trata, a Emoção à Razão. Mas conviria que depois dos jogos, no remanso da ressaca, se tomasse consciência disto: Paulinho tem razão. E é, repito, um excelente avançado.

8. O jovem Jovane está num encruzilhada. Ou segue a Djaló ou continua para Gelson. É voluntarioso e é talentoso. Talvez seja tímido, talvez jogue amargurado. Ontem entrou arredio. Porquê? Espero que a "estruture" o "alavanque" para a boa carreira que lhe é tão possível.

Em suma, espero que os próximos meses, já pós-Covid, me sejam algo soalheiros, após a bruma destes meus últimos anos. Pois se assim acontecer daqui a uns meses, em Maio de 22, poderei compor uma mesa menos frugal e mais refinada. Dado que este trio comentadeiro combinou que será nestas instalações que assistiremos à final da Liga dos Campeões. Soube que há quem prefira para esse jogo ter como adversário o Paris Saint-Germain, essa colecção galáctica. Eu, por razões ideológicas, avesso que sou ao patrão reino teocrático Catar, e por razões estritamente futebolísticas, antes anseio que joguemos essa final contra uma equipa inglesa. O Manchester United, de preferência. Por razões óbvias. 

Ou então, porque não?, iremos os três ver o jogo in loco. E com quem se nos queira juntar, claro. Pois #EsteAnoTambémÉ!

 

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[Postal que não é para o És a Nossa Fé]

A vida tem-me dado boas coisas. Algumas desperdicei mas nunca quis ser forreta. Das mais preciosas são os amigos, punhados deles que me acalentam. Tive ontem mais uma prova disso, das inúmeras que já acumulo.

Um casal amigo, benfiquistas meus verdadeiros compadres, sabedores que o Sporting se estreava na Liga dos Campeões decidiu proteger-me, convidando-me para ir a um concerto. Aceitei - desde o advento do Covid que não assistia a música. Ao fim da tarde fui ter com eles. No metro vi a romaria dos adeptos para Alvalade. Entusiasmei-me. E via Whatsapp enviei o "Onde Vai Um Vão Todos!" para uma dessas listas de dezenas de amigos que uso desde a pandemia para reenviar patacoadas que são acenos. 70 ou 80 deles, sportinguistas e dos outros.

Calei o telefone. E depois, já na sala, desliguei-o. E só vi o resultado à saída do concerto. Rosnei um "raisparta". E vi as mensagens recebidas: meia dúzia de resmungos sportinguistas. E dos muitos outros apenas uma Cruela a gozar comigo. Ninguém mais nesse registo. Gente boa, não há dúvida.

E venho então aqui agradecer-lhes. E fingir a dor que deveras sinto...

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[Postal para o És a Nossa Fé]

Este Portugal-Irlanda ficará na história. Pelo histórico record de golos em selecções, mais uma marca fenomenal de Cristiano Ronaldo, esta particularmente significante. Mas também porque foi o início da nossa caminhada para o título mundial de 2022. É certo que não foi o primeiro jogo do apuramento para o Catar mas foi o primeiro após a  promessa de título feita pelo seleccionador, logo após o final da insuficiente campanha no último Europeu. E sendo Fernando Santos sempre parco em promessas destemperadas foi evidente que essas afirmações significaram que o título mundial é o objectivo, e que há a consciência, tanto no seleccionador como na FPF, da sua possibilidade muito efectiva. Assim sendo, tudo o que seja menos do que a final no Catar será um insucesso.

Este acentuado "levantar da fasquia" por parte de Fernando Santos deve ter sido pensado após a análise do quadro alargado de presumíveis seleccionados para o próximo ano. Em termos de jogadores já amadurecidos - grosso modo, de Cristiano e Pepe a Ruben Dias ou Palhinha, dos quase quarentões aos que têm cerca dos 25 anos. E também dos mais jovens já algo consagrados, e que já estavam na equipa do último "Euro" ou haviam estado nas cogitações do seleccionador - como são exemplos os jovens laterais Dalot e Nuno Mendes. 

Mas decerto que essa crença de Santos na obtenção do título mundial assenta em algo mais, num conhecimento exaustivo de jogadores que irão surgir aos olhos do grande público, "explodir" por assim dizer, e que nos próximos 15 meses virão a ser lançados na selecção, porventura até substituindo alguns dos nomes agora habituais.

Neste Portugal-Irlanda tivemos o primeiro exemplo dessa renovação da selecção, que tanto a reforçará. Foi uma vitória difícil, conseguida in extremis devido à já lendária codícia de Cristiano Ronaldo. Mas muito se deveu ao contributo de um outro jogador: João Mário - capaz do passe para o golo decisivo, tão cheio de classe e calma apesar do momento tardio (51º minuto da segunda parte), quando tantas vezes já predomina o "querer" e escasseia a calma para as melhores opções.

Excelente prenúncio. Nunca vira jogar este jovem, apenas lera sobre ele. De facto, foi algo falado durante a época transacta, tendo sido titular, como uma espécie de "maestro", da equipa do Benfica sub-23, a qual tão bons resultados obteve. Se isso não foi do conhecimento do "grande público" não terá escapado à observação da equipa técnica da selecção. Pelo que anunciava então e pelo que demonstra  agora presumo que João Mário não tenha então integrado a equipa do Europeu - apesar de ser a mais extensa das convocatórias, alargada a 26 jogadores devido às temidas implicações do Covid-19 - apenas devido à sua imaturidade. Mas bem esteve o Benfica ao fazê-lo agora ascender ao plantel sénior - não o emprestando para "rodar", o que nem sempre tem bons resultados principalmente em jogadores de fino recorte técnico como este é. E assim João Mário, tendo já cumprido uma pré-época com Jorge Jesus, treinador conhecido por tanto moldar os seus jogadores, potenciando-lhes as capacidades técnicas e a argúcia táctica, demonstra estar já "mais jogador", capaz de outros voos. Porventura até já apresentando outros indíces físicos, frutos de um trabalho atlético mais exigente do que aquele a que estava sujeito na época transacta.

Nesse sentido, e por apreço à selecção, a sempre "equipa de todos nós", e sem clubismos exarcebados, cumpre-me agradecer ao Benfica este contributo da sua formação. E ao seleccionador agradeço a sua compenetrada atenção aos jogadores seleccionáveis. Sem ficar preso a estatutos ou idades. Nem aos clubes de pertença.

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