04
Fev21
A "colaboração" alemã vs o Covid-19
jpt
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O governo estará exaurido. E é óbvio que perdeu o tino, neste escandaloso descalabro face à pandemia - mesmo que se deva reconhecer o evidente, que a disseminação viral muito independe de medidas executivas. Vive, como sempre, da propaganda - dominante na imprensa, via jornalistas e académicos, economicamente dependentes e sociologicamente próximos deste PS. E reproduzida nestas redes sociais, muito pelo universo clientelar da função pública (como abaixo referi, académicos do Estado a promoverem em Janeiro de 2021 a ministra da Saúde como "Super-Marta" é do mais sabujo que se pode ver na história pós-25 de Abril).
O governo sobrevive, mascara a sua tibieza incompetente, no pulsar propagandístico, no controlo da informação, no moldar das sensibilidades. Este caso da forma como é noticiada a ajuda alemã ao combate ao Covid-19 - morto que está o mito do "milagre que é Portugal", da quase-imunidade por via da vacina da BCG, de Champions League, Formula 1 e múltiplos jantares de Natal feito - é típico. E gritante.
O que o governo anuncia? Não que solicitou ajuda a um país aliado para debelar um momento extremamente gravoso. O que é perfeitamente curial, até obrigatório. Mas que aceitou a colaboração de um outro país, deixando entender que a iniciativa é até mesmo alheia.
Isto é execrável. É a gente que governa.






