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Nenhures

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22
Jun21

Alemanha-Hungria "lgbt"

jpt

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Sei que alguns dirão deste postal que é botado por um vil homofóbico. Outros avançarão mesmo que "o velho é mas é um recalcado". Enfim - e sem mais delongas sobre as minhas hipotéticas pulsões -, vejo que a Alemanha receberá a Hungria nesta jornada do Europeu. Os húngaros acabam de aprovar uma lei avessa à sinalização da normalidade da homossexualidade junto de menores, entre outras moralices. E a federação alemã de futebol pondera (ou já decidiu) afrontar isso, decorando o estádio desse jogo iluminando-o com as cores simbólicas do movimento internacional homossexual. Um ministro de Orbán já protestou contra a mistura do futebol e política (como se estivessem apartados). E os paladinos do identitarismo em voga apupam-no enquanto louvam a Alemanha por esta atitude (nesta semana os tipos do BE não dirão que a Merkel é nazi e que o seu país gosta desta crise do Covid-19 porque com ela lucra). 

Daqui a pouco, entre 1 e 5 de Setembro decorrerão duas jornadas da qualificação europeia para o próximo Mundial. Será que as federações nacionais de futebol irão ter proclamações políticas sobre questões relevantes, afrontando selecções adversárias devido a problemáticas como a fragmentação petrolífera, as questões palestiniana e cipriota, a exploração de recursos árticos, o estatuto de Gibraltar (que também joga), a guerra na Ucrânia, etc.? Não, então reinará o tal apartar entre "política" e "desporto". O qual, hoje em dia, só se dilui nas questões "identitárias", como se estas éticas. 

Mas se o fundamental actual são estas coisas "identitárias", das "liberdades individuais", pergunto-me uma outra coisa: o Mundial-22 é no Catar. A federação portuguesa, "instituição de utilidade pública", concordou com isso, e até terá votado favoravelmente. Tal como a alemã. País com o qual Portugal jogará um particular no dia 4 de Setembro. Ora no Catar as pessoas com uma peculiar parecença comigo, com a minha "identidade" como se diz agora ainda que eu não a reclame, podem ser condenadas à morte. Entenda-se, não só é proibido sinalizar a nossa normalidade aos menores de 18 anos. Pode-se ser condenado à morte! Como em vários outros países, para além de outros onde gente com essa semelhança sofre pesadas discriminações. E, se o argumento quantitativo é importante, na Europa são bem mais do que os homossexuais. 

Mas agora, ao fim destes anos todos deste convívio e conúbio, de turismo e negócios conjuntos, e até de tantos futebóis com estes Catares, toca de agitar os bracinhos abespinhados no jogo da bola húngaro, colori-lo com as cores correctas, afrontar os malvados? E depois, muito ciosos da cidadania europeia, arrumar os cachecóis da selecção até ao próximo Mundial? No Catar? Deus Nosso Senhor me perdoe, mas que .... gentinha. Que hipocrisia bacoca.

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