13
Fev21
Autobiografia de um "torna-viagem"
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Blogar é narcisismo, a crença de que se tem algo a dizer. Recuperar textos de blog, que são sempre de ocasião, é já doentio. Coligi-los é mesmo demencial. E já organizei três colecções, de textos dedicados a Moçambique: “Ao Balcão da Cantina”, “A Oeste do Canal” e “Leituras sem Consequências” (disponíveis na minha conta da rede Academia.edu). Tanta prosápia não augura nada de bom.
Em 2014, sem querer e sem planear, trambolhei de regresso a Portugal. E ao meu velho bairro Olivais, na Lisboa blasé. Da qual tanto gosto mas tanto me arrepia. Botei alguns textos sobre isso, o deslizar abrupto que se calhar é apenas o normal do envelhecer. Agora junto-os a alguns outros, também mais pessoais, alguns mesmo intimistas. Fica uma autobiografia – coisa ainda mais patológica de se fazer - em 35 postais. Juntando o meu desabrido regresso a Portugal à minha juventude bairrista. A alguns trabalhos, poucas ideias e a a(lguma)s amizades. E aos amores. De facto, nada mais é do que uma colecção que eu gostaria que a minha filha viesse um dia a ler, daqui a uns anos, conhecendo-me (lembrando-me?) um pouco mais. Se mais alguém encontrar interesse nisto será um prazer para mim.
Chamei-lhe "Torna-viagem". Basta "clicar" e gravar o pdf. Se alguém encontrar interesse na tralha isso ser-me-á simpático: a tal cena de bloguista, os tipos que peroram.
Na folha de rosto deixo esta fotografia da minha filha Carolina, feita em Lisboa em Janeiro de 2014. Porque é mesmo assim …
(A colecção também está arquivada no grupo de facebook chamado "Nenhures". Quem se interessar pode lá ir gravar o texto. Tal como as outras três que acima referi).






