Borges

"Para as 6 cordas", um pequeno conjunto de canções (milongas) de Jorge Luís Borges. Nunca o lera, escondido que me estava num dos tomos das suas Obras Completas, o II (publicado pela Teorema, 1998). Precioso...
Por exemplo: "Como é seu hábito, o Sol / brilha e morre, morre ardente / E no pátio, como ontem, / Há uma lua esplendente, / Mas o tempo, que não pára, / Todas as coisas ofende - / acabaram-se os valentes / E não deixaram semente (...) - Não se aflija. Na memória / Do tempo ainda não presente / Também todos nós seremos / Os primeiros resistentes, / O ruim será generoso / E o frouxo será valente : / Não há coisa igual à morte / Para melhorar a gente."






