Catar 7 - tempo de Mundial, tempo de preconceito

A vida é o que é, sempre a desvendar-nos as mágoas e máculas próprias. Passo décadas, cioso de mim-mesmo, até devido a (de)formação profissional, na crença de nunca desvalorizar/desgostar de qualquer grupo por si só, chamem-lhe "etnia" (como se atrapalham agora), "comunidade" (como mentem agora), "sociedade" (como chamam aos países) ou mesmo "cultura" (como antes se dizia Civilização), já para nem falar da imunda "raça". Pois desgostar de outros por essas simplórias irrazões é mero, vil mesmo, preconceito, pressuposto ignorante e quantas vezes malévolo.
E depois, já quase sexagenário, todo me desminto - "tempo de copa, tempo de preconceito", avisara o brasileiro daMatta -, pois eis-me felicíssimo, de gargalhada e brinde, vendo os alemães tristíssimos, idos borda fora do Mundial da bola... ("puxa para trás, para se ver a cara dos gajos", pedia eu há pouco, no fim do jogo, casquinando ferino, ao skipper do comando televisivo).
Melhor ainda teria sido, e até assomou a hipótese, se também tivessem soçobrado os malvados vizinhos ("de Espanha nem bom vento nem bom cruzamento..."). Mas não se pode ter tudo na vida....!
E, já agora: G'anda Morita!!!






