17
Fev21
Deportar Ba
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No último ano muito se falou de "cerca sanitária". Primeiro devido ao Covid e à incultura contaminadora de algumas populações do Norte de Portugal, mais dadas à brejeirice. Depois, como o vírus veio para Sul, e até mesmo a Lisboa, o termo desapareceu. De seguida, foi recuperado devido à ascensão do partido do prof. Ventura. Mas tanto em termos geográficos como políticos a expressão é algo fluida, até porque as cercas são porosas, por definição: passa sempre um viruzito, uma "boca", uma atitude. Uma influência, por assim dizer.
Ainda assim há momentos em que as podemos apalpar, às "cercas sanitárias". Este é um deles. Um conjunto já alargado de cidadãos (18 000 quando escrevo este postal) quer expulsar o nosso compatriota dr. Mamadou Ba. Estes devem ser isolados através das tais "cercas". São aquilo que na gíria popular se chama "fascistas". De facto, em linguagem científica, tratam-se de coliformes termotolerantes, basto prejudiciais caso não sejam confinados ao seu meio natural. Dadas as suas características fisiológicas (aliás, morais) não estão capacitados para apreenderem a injusteza das suas opiniões. São o que são, é-lhes natureza. Descontaminemo-nos. Para, saudáveis, criticarmos até à medula o dr. Ba. E seus correligionários.
Nota: como sabem os meus amigos e amigos-FB/leitores-in-blog fui, repetida e severamente, criticado pela Menina minha Filha e pela Senhora minha Irmã devido ao meu uso demasiado abrangente do léxico. Por isso pratico uma avisada auto-censura terminológica. Tendo isso em conta apelo a que os passantes se sintam livres para atribuirem ao termo "fascistas" outros sentidos. Cuja explicitação me está vedada.






