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Nenhures

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25
Jun20

Dia da independência em Moçambique

jpt

Eduardo White.jpg

Hoje é o dia da independência em Moçambique. Na alvorada folheio alguns livros. O Eduardo White é sempre dito como figura-mor na literatura desde os 1980s, libertando-a da obrigação dos temas sociopolíticos, da agenda mobilizadora. Divergindo sobre o seu "eu", dores, amores e desamores. Mas ainda assim em 1987 ele escreveu Homoíne e leio-o hoje, no dia da efeméride. Depois do meio-dia beberei um uísque com ele, e resmungaremos, cada um à sua maneira, invectivando os vermes necrófagos:

"Os nossos mortos são muitos / são muitos os nossos mortos / dentro das valas comuns / e a terra está sangrando de repente, / tem sede e sangra lentamente / e tem espadas vivas e silvando como o vento / e muros altos estancando cada minuto do tempo, / os nossos mortos são muitos, / são muitos os nossos mortos / dentros das valas comuns / e há um enorme pássaro que se encanta, é o pássaro lento do esquecimento, pássaro de sangue, pássaro que se levanta / dos vermes que estão comendo os nossos mortos por dentro ..."

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