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Nenhures

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24
Jun21

Eduardo Ferro Rodrigues

jpt

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Percebo que - com excepção de alguns queridos familiares -, tanto no meu blog como neste mural inexistem visitantes situacionistas. Trata-se assim aqui de uma interacção, loquaz ou silenciosa, entre nós, os das diferentes vias do reviralho. Como tal resmungar aqui sobre Portugal é uma espécie de ladainha entre convertidos, mera catarse. Uma inutilidade comunicacional. Ineficaz. Ainda assim...
 
Há quem conteste o perigo real desta nova vaga de infecções com o Covid-19, pois vamos vacinando-nos e os grupos de risco estão já salvaguardados. Talvez já sob essa visão, e ainda que face a novas variantes e às crescentes infecções, o governo tem, como sempre o tem tido nesta pandemia, uma via errática: as permissões dadas a encontros públicos, o acolhimento da final da Liga dos Campeões (ainda que este ano o não tenha dito "prenda" aos profissionais de saúde), o afã em recuperar o turismo. Logo acompanhando essa via com críticas à superficialidade analítica do governo britânico quando este sancionou as visitas ao país. E até ameaçando-o com retaliações, em patéticas declarações do nosso MNE, o auto-definido como "parolo" Santos Silva. Para logo depois, e já enquanto Merkel nos critica o afã turístico, mudar de rumo, em plena cabotagem incompetente, semi-cerrando a Grande Lisboa e propalando que pior poderá vir.
 
Tudo bem, pois os rumos da pandemia são inescrutáveis, dirão os tais situacionistas, desde os louvaminheiros da "Super-Marta" até aos meros fatalistas. Mas, caramba!, mesmo estes terão que conceder que após 17 meses de pandemia não é aceitável que o nº 2 do Estado, Ferro Rodrigues, nos venha agora convocar para irmos em massa para Sevilha ver futebol. É de uma incompetência, inconsciência, irracionalidade total. Uma total contradição com o rumo da actual política sanitária, mesmo que este ziguezagueante. Um obus em cima da já de si atrapalhada estratégia comunicacional do governo.
 
É o corolário desta estuporização que estes políticos desejam com o futebolismo que promovem. Mas Ferro Rodrigues é um caso extremo, até indigno, de mediocridade. Se tivessem um pingo de vergonha os situacionistas exigiriam a substituição deste homem. Mas não o têm, ao tal pingo de vergonha. O que bem explica o seu apoio a este "estado da arte".

 

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