Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento (2).

Sei que, de novo, serei acusado de preciosismos (porventura mesmo de ademanes, crítica que julgo até eivada de preconceitos fóbicos) mas volto a falar da polémica sobre esta disciplina. Após os 100 avessos surgem agora 500 cidadãos (algo "gauchistes") assinando um documento, defendendo-a pois considerando que no seu programa está "plasmada" uma "visão holística" (ra's parta, só este linguajar justificaria o imediato encerramento da disciplina).
Entretanto os adversários da disciplina, grosso modo sitos "à direita", saúdam em satisfeito coro ("vá lá, um socialista que tem algum valor") o deputado PS Sousa Pinto, que se opõe à continuidade da disciplina. Diz o deputado que as questões da cidadania e desenvolvimento radicam na aprendizagem da História, de Péricles, Políbio, Augusto, Plutarco, a La Boétie, Gibbon, Koyré e etc.
É atraente o argumento. Mas é uma falácia. Pois a aprendizagem da História (Intelectual, Política e restante) não promove, por si só, a compreensão dos fenómenos e debates actuais. Como o comprova, sem qualquer dúvida, este momento no qual várias pessoas consabidamente cultas vêm saudar a pertinência, até exemplar, da postura deste Sousa Pinto sobre estas temáticas. Incapazes de notarem (desprovidas de pensamento histórico) que este mesmo Sousa Pinto foi - nisso colhendo imensa simpatia dos gerontes PS, em particular a do dr. Mário Soares - o atrevido criador, locutor, dinamizador, da tralha "causas fracturantes", nisso enviesando/colonizando o debate político português desde o período fundamental de adesão ao Euro e processos subsequentes. Com os evidentes custos que esta última década vem mostrando, já não para falar da anterior.
Elogios a este gajo? Ainda por cima por causa de um textículo tão pobrezinho e cagão como este? Tende juízo. E ide estudar, nem que seja Cidadania e Desenvolvimento. A ver se vos deixais de cair nestas patetices.






