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Nenhures

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26
Mai21

EuroBichas e censura no Facebook

jpt

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No zapping do jantar de sábado passei no Eurovisão. A minha filha propôs que víssemos um bocado. Anuí, por amor paternal e porque caíramos naquilo aquando da francesa: uma boa cantora, uma "chanson" competente, coisa deveras surpreendente no meio daquela sempre anunciada mediocridade. Depois seguiu-se o que se espera daquilo: um grupo pop-simpático islandês (de que vi mais no telefone filial), uma bojuda maltesa, umas desgraciosas dançarinas de cabaret cazaque meneando-se a la Bollywood. Pior do que tudo uns italianos pantominaram o heavy - "o heavy não é isto!", clamei irado e ali pedagogo, ainda que os meus Zeppelin fossem hard e não heavy... E a paciência esgotou-se-me com um pós-viking invertido, guinchando-se "anjo caído", algo ainda mais bimbo para quem tenha crescido com o belo e magnífico Sweet Transvestite Tim Curry e então, ali mesmo, apaixonando-se para todo sempre pela Sarandon.

Enfim, nada de novo, mesmo que desse historial festivaleiro só recorde os Abba. E uma Abanibi com que a Europa de então celebrou a "diversidade", para glosar os ditos dos activistas de hoje. E, nossos, a Balão Sobe mais as Doce. Deste XXI? Aquele travesti de barba, artista de feira miseranda. O nosso campeão Sobral, que ressuscitou a Eurovisão para os bem-pensantes. E, claro, o patusco olivalense dito Conan Osíris (que será feito do vizinho?).
 
Nada mais, pois nem vejo, apenas ouço falar, consabida que é a desinteressante mediocridade musical daquilo. E que se tornou, se é que não o era antes, uma "gay parade" festivaleira anual. E as pessoas sabem-nos, dizem-no, vêem ou não consoante os seus gostos e paciências. Isto nada tem de homofóbico. Diz-se que disse Horowitz, ainda que talvez seja apócrifo, que há 3 espécies de pianistas: os judeus, os homossexuais e os maus. Alguma coisa contra Horowitz? Mas esta pantomina anual, de lantejoulas rascas, é apenas isso. A que propósito é que o serviço público entra naquilo é coisa que não percebo.
 
Enfim, Eduardo Cintra Torres escreveu um artigo de opinião (acesso restrito, deixo notícia com citações) e tratou, bem, aquilo como EuroBichas. Ofendeu, ao que parece. João Gonçalves ecoou o texto no seu mural. O postal foi apagado pelo sistema-FB e ele suspenso desta plataforma. Não se trata de uma censura "sistémica", robótica. O que decerto aconteceu foi ter havido uma série de "denúncias" e até "bloqueios", gente que se julga activista e para aqui vem peneirar o que é "aceitável" e "inaceitável". Não são os coronéis da censura a la Estado Novo. São meros cabos arvorados, das brigadas dos "movimentos sociais". E que entenda bem quem não o conheça: João Gonçalves, veterano (ex-)bloguista, não tem pingo de homofobia. Mas é de "direita", essa direita que é preciso atacar... Assim. Como sempre, na história recente e na recuada destes "movimentos sociais" e seus avatares.
 
Já agora, e lateralmente: para quem gosta de gastar o seu tempo a opinar em público, este vil pequeno episódio mostra bem uma coisa. A superioridade dos blogs. Onde a censurazinha desta gentinha não funciona. Pode-se levar algumas porradas, mesmo duras e fundas, até bem piores (e eu sei-o bem). Mas não estas coisas desprezíveis.
 
Enfim, boto isto para dizer que continuarei a ler Eduardo Cintra Torres e João Gonçalves. E quando não gosto - às vezes acontece - do que botam ou resmungo (quando me irritam) ou vou para outra loja. Pois é assim que deve ser. Longe destes gaj@s activistas. Más reses.

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