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Nenhures

Nenhures

Goebbels e o meu facebook

Após a segunda vaga de incêndios florestais de 2017 o governo PS ficou algo agastado com o morticínio, o óbvio desnorte da tutela, os efeitos da sua "reestruturação" dos serviços e, também, com o miserável "não me faça rir" de António Costa diante das seis dezenas de mortos iniciais. E para a isso obstar logo algum "fazedor de opinião" avençado lançou o isco: "a culpa é da lei Cristas". Isso teve impacto no meu Facebook: por via dos blogs eu tinha imensas ligações com gente que desconhecia, e de diferentes posicionamentos. E tamanho o asco que senti diante daquela atoarda que expurguei, cuidadosa e militantemente, todas as ligações-FB com a escória que andava a perorar esse argumento, partilhá-lo ou apenas "laicá-lo". Gente desconhecida, conhecida, amiga e até parentes. Foram dezenas, ou mesmo mais.

Vem isto a propósito do que agora sinto nas minhas "rações-FB" (feeds), qu'isto sobre Portugal me ficou bastante enviesado. Escassas são as loas à maioria ("ele" há-as ...), mas tenho aquilo pululando de venturistas. E ainda mais de quases ... E muito o noto nesta última semana. Pois, no meio do fervilhante "partilhismo" facebuquesco ("partilho"/"laico" logo existo, é o princípio racional actual), nem vi referências a este episódio brasileiro. O Secretário da Cultura brasileiro cita Goebbels, em encenação wagneriana. Ao sururu que isso provocou reclama que naquela visão se revê e como fundamento para a política cultural estatal do país (e lá é posto fora, tamanho o despautério). Veio ele incluído num manancial de nomeações culturalmente trogloditas daquele governo.

E os meus "amigos-FB", tantos deles tanto gritando loas ao Bolsonaro, guerrilhando nos ecrãs contra o "marxismo cultural" - que é tudo o que não venha recenseado na velha Selecções (aka Reader's Digest), ou perguntado no "Joker" do Palmeirim -, e vendo alguma iluminação para o futuro no tal comentador Ventura? Nada! Nem repararam, nem reparam. Nem tugem nem mugem. Dos doutores refinados aos iletrados que escrevem em maiúsculas e abreviaturas, num um pio. Pois que lhes interessa isso?, Goebbels a mais ou a menos, há que marchar contra a "ideologia do género" ou quejandos. Fascistas escondidos com a ténia de fora ... Meras bostas, entenda-se.

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