20
Jul21
Guronsan
jpt

Ontem à noite, quando reentrei na rede, tinha recebido no telefone várias mensagens com o execrável filme com Paulo Rangel, este imitando-me quando sou jpt/zezé em dia mais desabrido. Enviadas por amigos de quem gosto e respeito e, como é óbvio, nenhum deles sendo desses homúnculos tatuados que por aí andam. Enviadas de Maputo - por gente que por lá se sentou e sentará com os Louçãs do aldrabismo televisivo ou com os Vitais e Marias Manuéis do Sócrates. Dessa escória não me enviam dichotes. Mas enviam-me este lixo! E enviadas também daqui, por amigos suavemente geringoncicos, sempre isentos de irritações com medinices ou similares. Mas que se excitam com esta miserável maledicência. Foi mesmo uma noite de desilusão, com a "minha" gente. Afinal apenas assim, isto...
Exemplifico só com um caso, até o mais risonho e simpático. Bebo uns copos na esplanada. Vou com um amigo comprar um frango e vamos jantar a minha casa, onde está o meu septuagenário irmão, ali sempre comandante. Desconhecem-se eles. Comemos, falamos e bebemos. O meu amigo adormece à mesa, de carregado que entretanto ficou. Uns tempos depois os dois bebemos uns copos durante a tarde. A minha bela namorada chega e vamos os 3 jantar. No final do repasto, esperando as aguardentes, vou ao exterior fumar um cigarro deixando-os em conversa. Quando volto ele, de carregado que está, adormeceu à mesa deixando a minha querida com um sorriso irónico e nada maternal. E agora ele, tal como tantos outros com quem bebi nestas últimas décadas, envia-me a merda do filme. E é o único a quem desculpo esta javardice. Porque gosto mesmo, mesmo, dele. Dos outros, o punhado de remetentes, só gosto, sem mesmo. Não desculpo.
Agora vou ali tomar um Guronsan. Pois ontem fui ao Cajé, no Clube Naval, com o meu querido Jorge, que voltou de vez da Ilha, e com o meu tio Bill. E não é preciso dizer mais.






