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Nenhures

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13
Set20

O humanismo iluminista

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"Cartas do Meu Moinho" é um conjunto de 24 pequenos textos escritos por Alphonse Daudet nos anos 1860, com primeira edição em livro de 1869. O autor refugiava-se em Fontvieille, perto de Avignon, na Provence e simulou-se proprietário de um moinho, um pouco a la Montaigne e sua torre. A escrita é esplêndida e a pertinência inultrapassável. A um desses textos, "A Arlesiana", utilizou como base de uma peça - com música algo celebrizada de Bizet, a qual não me diz muito - e que nada tem a ver com a célebre série homónima de Van Gogh.

Nisto há um texto maravilhoso, sem que eu possa saber se o sub-texto é meu ou do autor. "O Farol dos Sanguinários" narra a sua estada no farol no arquipélago corso das Ilhas Sanguinárias. Daudet recorda a sua convivência com os três rudes veteranos faroleiros, dois corsos e um marselhês. E como esses todas as noites cumpriam os seus quartos de vigia ao farol lendo em voz alta, em luta contra o sono, esse perigo letal. E lendo o único livro disponível, "Vidas Paralelas" de Plutarco. Que melhor simbolização do humanismo iluminista?

(O meu exemplar é avoengo, de cerca de 1920, publicado pela Livraria Chardron, mas há edições portuguesas mais recentes).

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