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Nenhures

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31
Jul21

O Nobre Colono

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Aos meus 57 anos, 18 deles vividos em Moçambique, aprendo agora - em texto publicado por prestigiado intelectual lusófono, debruado com eruditas citações de escritores franceses algo esquecidos (o que sublinha a culta autoridade do seu citador) - que os portugueses que nasceram naquela ex-colónia têm uma "marca distintiva: uma certa candura, simplicidade, afectuosidade e fácil entrega, em suma, uma total falta de ronha, em língua de boa cepa moçambicana. Coração na boca, capaz dos maiores dislates, mas não intrinsecamente mau, bem ao contrário." Aprendo ainda que aqueles que duvidam dessa beatitude inata dos colonos oriundos da "Pérola do Índico" são vis "Tartufos".
 
E vejo este texto saudado nas redes sociais e replicado (elogiosamente) na imprensa moçambicana. Face ao sucesso deste magnífico trecho analítico, resta-me esquecer de vez as malditas leituras com que fui poluindo a minha mente nestas últimas décadas, algo avessas a estas "personalidades de base" (e talvez mergulhar nos tais clássicos franceses, que ficam sempre bem quando referidos). E louvar o bondoso (pois nascido em Moçambique) coronel Carvalho, aliás, o querido Otelo, mote da eulogia a que aludo. E estender-me em genuflexões diante de Mestre Eugénio Lisboa, autor destas tão doutas palavras.
 
(Poderia, como opção, ter soltado um peludo palavrão. Mas as mulheres da minha família não me deixam. Ou seja, mais vale Tartufo do que malcriado)

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