O PAN na campanha

Durante as campanhas incidimos - resmungamos, claro - mais sobre os discursos (pre)dominantes, os dos grandes partidos. Pois são mais escutados pelos eleitores, são mais ecoados pelos analistas, comentadeiros, militantes e avençados. Pois, e por mais que haja centralização das campanhas nos líderes partidários (e na quantidade de lágrimas que lhes brotam diante de Cristina Ferreira), os grandes partidos têm mais locutores encartados - vejam-se os sucessivos dislates dos actuais Sousas Laras da AD. E, acima de tudo, porque esses partidos exercem o poder, nas suas múltiplas formas, e têm um passado e um presente de efectivas (e executivas) opções, o que dá pano para mangas para quem os queira criticar. E, já agora, para quem deles queira desconfiar. Assim sendo os "pequenos" partidos passam mais incólumes, as suas aleivosias são ditas meras "excitações" até amadoras, o inadmissível reduzido a patusco. E foi isto que pensei ontem num café, alguém me chamou a atenção para o que constava na televisão, a dirigente do PAN a propôr que os bombeiros tenham equipamento para reanimação dos animais de estimação. Não é só o patético desta ideologia dos "lulus" que tanta grassa na sociedade, torpemente mascarada de preocupações ecológicas. É mesmo este desplante total, diante da situação da sociedade portuguesa relativamente às questões da saúde pública. E não só... E ainda assim há gente, concidadãos, que votam nisto. Pois são estes PAN "simpáticos" ou têm "boas causas", ou lá como se justificam para apoiarem esta vergonha.






