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Nenhures

Nenhures

Rejuvenescendo, agora no temor

Figura-4-Imagem-da-capa-de-Os-Sonetos-de-Shakespea

Não deixes pois que a mão do inverno duro
destrua o verão em ti sem destilares: 
faz doce ampola e dá lugar seguro
a teu tesouro antes de o matares.
Não é usura proibida essa
que a quem paga o que deve traz contento,
é tu nutrires o que em ti começa, 
dez vezes mais feliz, se a dez por cento.
Dez vezes mais feliz tu te sentisses
se em dez de tais dez vezes te cunhasses; 
pois que faria a morte se partisses,
deixando-te a viver em quem gerasses?
   Não teimes. Tens beleza demasiada 
   pra conquista da morte aos vermes dada.
 
 
Then let not winter’s ragged hand deface
In thee thy summer, ere thou be distilled.
Make sweet some vial; treasure thou some place
With beauty’s treasure, ere it be self-killed.
That use is not forbidden usury
Which happies those that pay the willing loan;
That’s for thyself to breed another thee,
Or ten times happier, be it ten for one.
Ten times thyself were happier than thou art,
If ten of thine ten times refigured thee.
Then what could death do if thou shouldst depart,
Leaving thee living in posterity?
  Be not self-willed, for thou art much too fair
  To be death’s conquest and make worms thine heir.

 

(6, tradução de Vasco Graça Moura)

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