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Nenhures

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Moonlighting-stars-Cybil-Shepherd-and-Bruce-Willis

Moonlighting: S1 - Best of David Addison (Bruce Willis)

"Modelo e Detective" (Moonlighting) era uma delícia. Ela (Cybil Shepherd) lindíssima e divertida, ele (Bruce Willis, antes de ser "o" Bruce Willis) engraçadíssimo. Devo ter visto e revisto todos os episódios, naqueles magníficos finais dos 1980s. Do resto do que Bruce Willis fez lembro o "O Sexto Sentido" e o "Pulp Fiction" - das coisas mais sobrevalorizadas de sempre (excepto a boa banda sonora e o parelha Travolta/Jackson que era divertida). Os outros filmes são-me uma amálgama de zapping que não distingo, excepto, como é óbvio, um filme "africano" com a Bellucci. E este por razões que serão óbvias. Enfim, está doente, acabou a carreira. É mesmo o fenecer, constante, da nossa geração.

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Este Savancosinus é o soldado romano a quem foram reconhecidas capacidades intelectuais adequadas a especialista da então pioneira "guerra psicológica", uma invenção de Tullius Detritus, o arguto "enviado especial" de César à "aldeia irredutível".
 
É o verdadeiro ancestral de todos estes "opinadores" internéticos, alguns deles profissionais intelectuais - universitários e quadros-, um ou outro quase-"influencer", até políticos de carreira ou ambição, que botam hoje algo incomodados, quase-nada, pouco ou até mesmo muito, com uma estalada que um actor norte-americano deu num colega. E que antes, durante este último mês, têm vindo, de forma mais ou menos redonda, a botar "contextualizando", "compreendendo", "matizando", "explicando" a invasão russa da Ucrânia.
 
Contrariamente ao que se possa pensar não há outros motivos, são apenas savancosinus... Uns grunhos.

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Putin ontem chamou "drogados" aos dirigentes ucranianos. O que me fez lembrar dois factos: um, recente, o daqueles políticos ucranianos que foram efectivamente drogados (entenda-se, envenenados).
 
O outro é bem mais antigo. Recordo-o pois os mais-velhos não se lembrarão do detalhe e os mais-novos nem o conhecerão, e ele é muito denotativo da mundividência do chefe russo. Mas sobre esta deixo um preâmbulo, mais dirigido aos putinescos: há dias um antigo embaixador norte-americano em Moçambique, Jett, deixou considerações sobre o estado actual do país. Logo vi resposta, num texto que convoca a sua condição de "antigo operacional da CIA" - a qual não posso afiançar mas que nada me custa a crer - como factor inibidor da justeza das suas opiniões. O que é interessante é ver que nesse eixo de locução putinesco (ou anti-americano, se se preferir) se o passado de agente da CIA é inibidor o mesmo não surge com o passado KGB de Putin... Ou seja, o molde dos serviços secretos comporta defeitos para uns e virtudes para outros.
 
Mas quanto à segunda recordação, a mais antiga, que a invectiva de Putin me promoveu: nos finais dos 80s, quando o esfacelamento do comunismo europeu se tornava óbvio, os comunistas começaram a ecoar o dito - obviamente propagandístico - de que habitantes do Leste queriam transitar para o Ocidente para se virem drogar. A ocidentalização era assim anunciada como uma alienação também no sentido de drogadição - e para quem duvide disto que digo lembro que o meu pai lia "O Diário", o oficioso do PCP d' "A verdade a que temos direito", no qual todas estas pérolas eram reproduzidas (às vezes até para incómodo dele, naquele seu encolher de ombros do "tem de ser"...).
 
E este vetusto, e patético, argumento propagandístico do estertor do comunismo, o tal da ocidentalização como drogradição, é o que Putin recupera. Como agente da KGB, que nada mais é do que isso.
 
E há os outros, nós, não-putinescos. Que em vez de crer nas lérias podemos olhar para o fim daquele horrível comunismo dos KGBs através de outros olhos. Sem drogas. Como neste filme, uma boa opção para este fim-de-semana. Que nos aparta, e muito, dos tais putinescos. Boçais.
 

(The Lives of Others | Official Trailer 2006)

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Neste sábado à tarde, estava aqui de controlo remoto na mão, entre o 6 Nações e a Premier League, mais aquilo gélido em Pequim e etc... E deparo-me com isto, no RTP Memória está este maravilhoso "One From The Heart". E logo paro, primeiro na opção "gravar". Mas depois "que se lixe a bola", e sigo para o "ver de início", a rever algo após décadas de ausência - ainda que a música, a magnífica banda sonora sempre me tenha acompanhado, desde a era vinil passando pela reforma CD até à revolução da imaterialidade. E assim, diante do filme-sonho, deixo-me regressar a quando era jovem, completo, com sentimentos e tudo. Até me apaixonava. E podia assim adorar isto, filme e música...

One From the Heart (1982) - Full Official Soundtrack

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