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Nenhures

Nenhures

6 meses após o confinamento

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1. Hoje é 13 de Setembro. Há exactamente seis meses que a minha filha chegou do estrangeiro e nos confinámos a sul do Tejo, em casa de amigo, acolhidos por um grupo no qual vários são de "grupo de risco". A angústia era enorme, e muito porque não sabíamos ainda dos efeitos que a doença teria nos jovens.

Alguns dias depois um amigo pediu-me um texto sobre a minha experiência, destinado a um "observatório" que agregaria algo como "etnografias do Covid-19" em vários países. Eu sou muito mais "reactivo" do que "pro-activo" (aquela dicotomia de jargão que vingou há alguns anos). Logo li o primeiro texto português ali incluso, de um colega meu ex-professor. Que utilizava a epidemia para dizer horrores de Johnson, do Brexit e de Tatcher ("what"?). E juntava-lhe, em fruta cristalizada, que Portugal vivia a melhor situação económica desde ... Afonso Henriques ou coisa parecida. Fiquei desaustinado, passei horas, à noite, caminhando na quinta na qual me refugiara bramindo impropérios contra tamanha indignidade. Intelectual. Depois, porque sofro de verborreia aguda, escrevi um texto de 40 e tal páginas, sob o mote "para melhor está bem, para pior já basta assim ...". E vendo a predisposição geral para a redução das liberdades, individuais e colectivas, no que é sumarizável como o incremento da estatização cultural. O amigo que mo encomendara não terá gostado mas uma dúzia de outros amigos foram solidários e leram-no, e recebi até dois ou três telefonemas ("está porreiro"). Desse arrazoado algumas coisas recordo:

a) o elencar das incoerências iniciais e subsequentes do governo e Estado (as quais continuam) - talvez as duas maiores tivessem sido o PR e o MNE a afirmarem a impossibilidade/improdutividade do fecho das fronteiras, e a directora da DGS a apelar a que visitássemos os lares de terceira idade no exacto dia em que Espanha (talvez o país europeu com pior desempenho governamental nesta crise) os encerrava. Entenda-se, o funcionamento das instâncias estatais foi suficiente mas vivemos - e ainda vivemos - um festival de demagogia, naquilo do "o milagre é Portugal" do flaneur Sousa.

b) o relato de uma conversa com um familiar que é um médico excepcional, tida dois dias antes de me encerrar. O qual me disse que logo nas primeiras horas após o apelo da Ordem para os membros se voluntariassem para actuarem nos serviços contra a epidemia mais de 1000 o tinham feito (sobre o posterior lema da "cobardia" médica está tudo dito). E que o confinamento iria ter custos sanitários enormes, dada as delongas e interrupções nos tratamentos, o evitamento dos hospitais em situações de urgência e as doenças adquiridas e/ou potenciadas pelo confinamento dos mais frágeis (sobre o acréscimo de seis mil mortos está tudo aventado).

c) a insuficiência das leituras ideológicas a la carte. De imediato os furiosos "alterglobalistas" e o coro "idiotista" argumentou que os adversários das estratégias de confinamento eram os "liberais", aliás "neoliberais", o famigerado "liberalismo epidemiológico" que tantos Doutores e doutores acenaram. Mas, de facto, os poderes mais conhecidos que tentaram uma via sem confinamento foram o brejnevista bielorrusso, o (ícone) marxista nicaraguense, o mercantilista Trump (coarctado pela estrutura federal do seu país), o fascista brasileiro (também um pouco isso, ainda que não tanto) e o social-democrata sueco. Ainda assim, nem o meu ex-professor nem os outros doutos furiosos anti-liberais fizeram adendas às suas proclamações. Pois o real não lhes interessa, só mesmo as certezas próprias e os meneios com que as embrulham.

2. Passaram seis meses. E quantos ziguezagues estatais face à crise, talvez impossíveis de evitar na totalidade mas decerto que muitos deles possíveis infundamentados. Mas todos os dias continuo a ler um punhado de patêgos, quais pobres fiéis dessas igrejas evangelistas, clamando contra tudo o que sejam cuidados com a epidemia. Estes sim "liberais", prosélitos disso. Não percebem, por crença e por aguda deficiência intelectual, que se trata de uma decisão moral. Em termos gerais, independentemente de maior ou menor rigidez nas práticas, não queremos (a sociedade não quer) correr riscos, não aceitamos a ideia de que não fizemos nem fazemos tudo para evitar que os nossos mais frágeis morram. Tem impactos económicos, tem dimensões políticas. Mas não é só isso. Ainda assim todos os dias os militantes evangélicos têm algo para bramir. O seu vácuo. Intelectual, a sua incapacidade de perceber o que está em causa.

3. Passaram seis meses. Os lares vão sendo contaminados, com maior ou menor gravidade. Há pouco falei com duas enfermeiras que assistem um lar, abordaram a meu pedido as extremas limitações com que vivem, na família, no trabalho complementar, no quotidiano, para reduzirem os riscos de contaminarem os seus pacientes idosos. Mas ainda assim a clausura completa é impossível, e os focos vão surgindo. Por exemplo este, na Ericeira próxima de Lisboa, fórum do surf juvenil, capital do peixe maturado, moradia de ex-primeiro-ministro. Septuagenários, octogenários, nonagenários, centenários, estão hiper-confinados, em extremo risco. Há meses sem contacto físico e, depois, extremamente mitigado com os seus familiares. Alguns já inconscientes desta situação nacional e internacional, outros pouco conscientes, até porque desprovidos da totalidade de informação pública. E metade dos residentes já infectados. Como estarão, com que angústia, desconforto? Que peso psicológico, que efeitos depressivos, degenerativos, os deste seu ensimesmamento?

E como estarão os familiares, até os (já poucos) amigos que lhes restam? Qual será o estado de espírito? E pergunto-me também, quanta paciência terão estes familiares, cidadãos informados e conscientes, para continuarem a aturar esta mole de taralhoucos que, todos os santos dias, continua a bramir contra os cuidados diante dos perigos de infecção, contra os cobardes que por aí andam, clamando "que já não há homens como antigamente", etc.?

A minha filha e a minha irmã não me deixam escrever palavrões nos blogs (e no FB). Mas a minha mãe não lê em computador. Por isso não me preocupo, ide bardamerda ó "ideólogos" da treta ...

Santo António

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Desde Fevereiro que aqui não vinha ... desço a avenidazita, vazia, em saldos, casas fechadas, obras de rua, um muito-mais-que-Agosto muito-menos-que-Agosto. Aqui mesmo apetece-me, muito, beber uma Imperial no ""Astória". Mas não me é possível, não mais me será possível. 

Sigo. Neste Covidoceno.

RGI (Reunião Geral Infarmed)

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[Fotografia de Horácio Villalobos (Corbis via Getty Images)]

 

Interessante relato na Visão da RGI (Reunião Geral Infarmed) de ontem: a "narrativa" levou um tiro no porta-aviões. Clama Costa que a ministra Temido afinal não é o máximo, que a dra. Freitas ("ide visitar os idosos, sede solidários") só atrapalha com a sua atrapalhação, que os sacanas dos doutores esparvoam quando se atrevem a que a culpa disto tudo afinal não é dos putos que festejam. E pontapeia os gajos dos hoteis e dos restaurantes para que se amanhem com a falta de clientela - que ele já fez o que tinha a fazer, até trouxe a Champions. Ainda por cima o mascarado Rodrigues fala-lhe em "segunda vaga" do covídio, sem o avisar antes, qual Centeno, num "ninguém me diz nada"? Barafusta que a "culpa não é minha", levanta-se, num adeusinho "que já se faz tarde", segue à sua vida e dá as costas àquela malta, ali deixada a entreolhar-se até um bocado aflita com a zanga do Chefe. Até o Sousa, que ainda julgava ser o presidente.

Os jovens e o Covid-19

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Sendo de 64 a grande crise, pois o verdadeiro incómodo, da minha adolescência foi a da greve da Tabaqueira, uma infame agressão da classe operária que nos obrigou, durante meses que pareceram anos, a fumar "Fortuna", o veneno espanhol com que a família Borbón entendeu retribuir o asilo que o país lhe concedera em tempos que lhes haviam sido menos faustosos. Nunca Esquecer! tamanha vilania da vizinhança ...

É certo que as ameaças maiores eram outras, naquele tempo pós-punk mas pré-grunge, pois se rockando ele "Rust Never Sleeps" ninguém lhe atentava na "needle and damage done", e muito se seguia o outro na ânsia de ser herói por um dia, nadando (ou dançando ...) como um golfinho, ouvindo-o como se aquilo fosse um ... seja lá como for. E logo depois veio a maldita peste sexual, que tanto amarfanhou a geração. Mas essas eram coisas de cada um por si mesmo. Pois ainda que pragas contagiosas - e eu nunca vi algo que se pegasse mais do que a heroína - era cada um como cada qual, a decidir do risco que queria agarrar, não havia isto do agora, a imunização em manada.

Com amigos da minha idade - será mesmo melhor dizer "com sobreviventes da minha idade" - tenho ironizado com o que teria acontecido se nos dissessem no início dos 80s "agora é para se fecharem em casa [e com os vossos pais!!!!] durante meses". Teria havido escapadelas em massa, fugas, motins, "revolution rock", suores, lágrimas imensas, até sangue, comunas estabelecidas, perseguições ...

35/40 anos depois os mais-novos fecharam-se em casa durante três meses. Aturaram os pais, ouviram o Rodrigo Guedes de Carvalho (e a Clara de Sousa, que nariz!, que belo nariz ...!) no dia-a-dia, confinados sem piarem. Haviam lido o PR e o MNE dizerem que não se podiam fechar fronteiras. E foram fechadas. Haviam ouvido a dra. Freitas dizer-lhes para visitarem os avós. E não visitaram. Haviam visto o PR a cirandar entre escolas e teatros cheios, ainda que já avisado do que se passava. E ficaram em casa. Viram a festividade do 25 de Abril e o nº 2 do internato a dizer que não andaria "mascarado". E ficaram em casa e depois, quando foi para pouco-sair, sairam mascarados. Viram os camaradas do PCP fazer a festa do 1º de Maio e ficaram em casa. Um mês mais tarde viram os camaradas do BE fazer a festa, a pintarem a manta e as estátuas, e ficaram em casa. E haviam sabido que era para ficar em casa para que não houvesse "ruptura" de ventiladores nos hospitais, mas já sabem que o governo comprou os tais ventiladores necessários (chegaram?, com instruções em cirílico, árabe ou em que alfabeto?). Depois viram o PM e a ministra do Género no teatro a ver o cómico do regime. E ficaram em casa. E foram saindo mascarados, nas poucas-coisas necessárias. E viram o Presidente Professor a beber uma jolas com os motoqueiros. E ficaram em casa. E souberam do orgulho pátrio porque vem aí a Xampions Ligue. E também ouvem há meses que Portugal é um exemplo de contenção e que fomos campeões no Covid-19. E foram ficando em casa.

E, mais de três meses passados, agora que o Verão aportou e que os turistas já aterram, aleluia que é este o desígnio nacional, saem eles, vão beber uns copos, talvez alguns fumar uns charros (se é que ainda se fuma), conviver, ir à praia, dançar. E nisso contagiar-se um pouco, claro. Pois "namorar é preciso, viver não é preciso ...", já diziam os antigos.

E depois de tudo isto a manada mais-velha, sempre imune à inteligência, di-los irresponsáveis, infantis.

 

Olivais

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Cresci aqui, desde a alcova, junto ao decadente paço do boiardo da região, mesmo no paralelo 38 local, a rambla qual muro de Berlim que aparta a colina Sul do morro Norte. Cruzo hoje a zona em caminhada matinal e cai chuva, resguardo-me em tasca eslava, vistorio a vizinha mercearia sikh e sorrio na memória de que quando daqui parti, há 48 anos, nem galegos havia ... Tão imigrante fui que gosto disto. E noto que, como bem a Sul de onde venho, o capim medrou até quase à minha altura. Sento-me na esplanada, café sem bagaço. E chegam os capinadores, simpáticos, "que estavámos poucos a trabalhar" - coisa do Covid, claro - "foi mais ontem que começámos a limpar", "isto numa semana está feito". É certo que fica tudo um bocado murcho, de queimado e calvo apesar da Primavera. Mas quererei eu viver num jardim? Não.
 
 
 
 
 

De regresso a Lisboa

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Após 3 meses de retiro rural por causas pandémicas regressei ontem à urbe natal. Encontrei-a assim. Isto é a freguesia Olivais, na qual, apesar de sucessivas promessas eleitorais e de um obrigatório referendo nunca realizado, a Câmara muito recentemente nacionalizou a via pública para colher impostos através da empresa EMEL. A inacreditável e populista freguesa presidente acumula: é, claro, socialista e colunista do jornal ... "Público", como deverá ser óbvio. As ratazanas, literais e metafóricas, adoram todo este capim. Como peixes na água. ...

Os hostels e o covid-19

Hostel evacuado em Lisboa. 169 estrangeiros já foram transferidos ...

(testes de despistagem do covid-19 em albergue lisboeta, Abril de 2020)

No final da era confinada li várias notícias sobre testes de despistagem de covid-19 em "hostels" lisboetas com estrangeiros. Sempre desconfio quando vejo usar termos em língua estrangeiras em vez do português, não por nacionalismo bacoco mas porque é sempre forma de enganar o cidadão, forma-mor de aldrabismo (exemplo extremo será a generalização de "spread", cujos efeitos ainda estamos a pagar, e muito ...).

Na altura não compreendi bem o fenómeno. Ainda que tenha aflorado a assunto num texto longo sobre esta era, P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim”: o capitão MacWhirr e o Covid-19", uma inutilidade pois não lido, mas que me serviu como catarse. 

Não os percebi pois julguei-os albergues (que é como se diz "hostels" quando não se é tonto) privados e dedicados a uma clientela de imigrantes pobres (legais ou não é indiferente). Assim uma versão "moderna", pois desligada dos empregadores, dos "compoundes", como se diz em Moçambique, celebrizados pelo tétrico alojamento de mineiros migrantes ali na vizinha África do Sul. Ou versão urbana dos contentores que as herdades alentejanas agora usam para alojar os nepaleses que ali aportam como mão-de-obra barata e ... calada. E também os presumi merecedores de visita de alguma ASAE da hotelaria ...

Mas afinal os tais "compoundes" não são exactamente (só) isso. Pois neles vivem, em condições pérfidas, imigrantes que requereram asilo e lá são colocados pelo Estado.

Este texto publicado no Público é muito interessante. Até pela linguagem, de relatório ("nós vimos que ...."), rara na imprensa portuguesa onde vigora a retórica "opinativa" ("eu acho que ..."). E é letal para os serviços estatais e autárquicos. Não apontando os seus mandantes, governantes e autarcas (viés típico do tal nosso "eu acho que ..."). Mas desnudando os sectores intermédios e baixos do funcionalismo público (pois ... "nós vimos que").

O que se passa no feixe dos organismos estatais envolvidos nesta questão é uma total vergonha - até contrária às intenções superiores. E é um problema dos serviços. Como dizem as autoras: "as diferentes instituições responsáveis pelo “sistema de asilo” continuaram a adotar hábitos endémicos de inoperância e sobranceria".

Será conveniente lembrar que essa "cultura" do funcionalismo público é transversal. Não universal. Mas recorrente. E é uma inimiga, vil. Não só dos desprotegidos estrangeiros. Mas de todos nós, do nosso desenvolvimento.

Sousa e o 10 de Junho

Declara o presidente Sousa que o "10 de Junho será como achei que deveria ser o 25 de Abril e o 1º de Maio", e que a cerimónia do Dia de Portugal contará apenas com oito presenças. Isto ultrapassa tudo, em termos de aleivosia hipócrita. O desplante deste nosso presidente é mesmo ofensivo. O presidente goza com o povo, connosco. E o povo julga que ele está a brincar, com simpatia. Mas está a desprezar ...

Não sou jurista mas julgo saber que não se pode dizer do PR o que se pensa, há limites legais específicos, julgo por ter a função uma dimensão simbólica. Ficam assim reticências (...) para que cada um imagine o que penso destas declarações presidenciais.

O homem tem uma agenda política que não está totalmente cumprida, terá que ser continuada. Palmadas nos ombros, abraços e beijos às turbas, servem para a cumprir. Enquanto isso: preservar o Regime, impedir a "república de juízes". E nisso protelar os processos instaurados à elite financeira e ao antigo poder socialista, e trancar o viés investigador sobre o grão-crime político-económico. Nisso é o aliado natural do actual governo.

Novas investigações não existem, isso está cumprido. Mas o resto é comprido pois ainda há gente a preservar. Entretanto vai gozando connosco. E as pessoas gostam ...

 
 

No hospital

Daqui a um mês farei 56 anos! Sou já velho e mais o pareço. Vim à capital acompanhar amigo a uma consulta hospitalar, coisa do ombrear naqueles momentos de "ai o caraças, vamos lá ver o que é isto...". Mas ... os acompanhantes não podem entrar no edificio, ainda ordens da DGS, dizem-me (depois, alguém me dirá que é o critério do hospital a funcionar. Hospital privado, entenda-se ...). Estou por isso, apesar tais meus gastos e visiveis 55 anos, há duas horas sentado na esquina de um pequeno murete à entrada do hospital. O Sol não está inclemente e não chove, é a minha sorte.

Sorte também têm os turistas que voam para Faro e Porto, como leio. E os nossos que podem seguir nas TAPs todos juntinhos, porque olham para a frente, Freitas dixit. Sorte têm também os que vão ao Coliseu com o PM e a ministra da cultura ver os cómicos que nunca ferem os poderes. Todos mais ou menos juntos. E "mascarados", como eu estou.

Azar têm os putos a quem o Presidente Sousa - esse mesmo, aquele que bem depois da OMS ter apelado à suspensão de congregações ainda recebia bandos de criancinhas vindas de zonas infectadas e seguia para festividades municipais -, a quem Sousa, dizia eu, ralha porque planeiam festas. Vida. E azar tenho eu, com duas salas de espera vazias a duas braçadas de mim. Neste Estado de incoerentes. Raios partam estes tipos que já me doem as costas ...

A Torres Vedras de Nuno Rebelo

Esta atividade integra o programa Emergência Cultural Torres Vedras 2020, organizado pelo Teatro-Cine de Torres Vedras, nisso cruzando esta era Covid-19. 

É um trabalho do Nuno Rebelo (Texto, video, música, sonoplastia e grafismo) - que alguns conhecerão por via do grupo musical Mler Ife Dada - em colaboração com o seu filho Igor Brncic Rebelo (voz e desenhos). Diz o Nuno: "Agora mesmo é aqui que estou é um vídeo autobiográfico da minha vida em Torres, onde nasci em 1960 e onde vivi até 1975. Faço-o a partir dos meus atuais 59 anos e do sítio em que me encontro, confinado como todos por causa do vírus, no meu caso em Barcelona."

É uma pérola. Rara. Linda. Que me encantou. Vede, que decerto gostareis.

 

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