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Nenhures

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Passadas estas horas já fiz a minha pausada reflexão, uma necessária autocrítica face a este descoroçoamento. Refuto que me apontem falta de empenho. Mas é agora óbvio que ontem não estive competente o suficiente, faltou-me discernimento e intensidade, motores da criatividade. E, claro, a equipa muito sofreu, pois menos propulsionada devido ao défice das forças por mim emanadas. Em suma, há que levantar a cabeça e seguir em frente. E, tenho que admitir, no meu caso urge elevar o nível do "treino invisível".
 
Resta-me saudar a colectividade rival e vizinha, ontem digna vencedora, e que assim conseguiu garantir o acesso à eliminatória para acesso à redistributiva "Liga dos Campeões", esta sempre preciosa. E, claro, também saudar o clube invicto, o qual este ano será um justo campeão - e cujo (muito antipático) treinador tem tido o grande mérito de ultrapassar as transferências de alguns dos seus melhores jogadores (!!!) enquanto vem lançando vários jovens provenientes da "escola de artes e ofícios" do F.C. Porto (um clube com aquele culto da rusticidade não quer ter uma finória "academia", como é óbvio).
 
Entretanto, a todos prometo que estarei em melhor forma na final no Jamor! #OndeVaiUmVãoTodos!!!

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- Postal no És a Nossa Fé!

(Postal para o magnífico Francisco N., ao qual desconheço qualquer simpatia clubística, e para a magnífica Cristina N., benfiquista pois não há bela sem senão.)

Estou ciente de que o facto de blogar desde 2003 - então no ma-schamba - foi paulatinamente influenciando aqueles que me conhecem pessoalmente, fazendo-os atribuir-me algum mau feitio devido aos dislates que ali fui deixando. Um dia, logo após ter feito 50 anos, fiz-me torna-viagem, regressando a esta Pátria Amada ao fim de quase duas décadas de imigração - e sobre esta nova rota vim a escolher uma colecção de postais a que chamei mesmo "Torna-Viagem", pois continuei a blogar, primeiro no blog colectivo Courelas e depois no individual O Flávio. Mais tarde concentrei-me neste sistema SAPO, seguindo nos colectivos Delito de Opinião e neste És a Nossa Fé!, para os quais havia sido contratado pelo coordenador Pedro Correia, e no meu Nenhures.

Nestes últimos anos as leituras dos meus amigos algo se alteraram. Pois à constatação do tal mau feitio se veio juntar uma - até preocupada - noção de que o conteúdo dos meus postais exsuda um azedume devido a desconfortos, e até inêxitos, da vida-própria. Ora se junto deste núcleo de amigos reais me é relativamente fácil invalidar a ideia de ter eu uma personalidade arisca, consabido que é o meu carácter de bom pós-rapaz, capaz da entreajuda possível, bons modos à mesa - ainda que de metabolismo já timorato face à intensidade das adegas alheias - e dado ao convívio, já a imagem de um acabrunhamento actual expresso textualmente me é mais difícil de contestar, e principalmente junto daqueles que estão longe. Mas ainda assim é-me possível. Ainda a semana passada um queridíssimo amigo - e que muito respeito - me escrevia lamentando o meu estado de espírito que me leva a preocupar-me com os assuntos circundantes, convocando-me a desfrutar da vida de modo algo menos condoído. E veio isso a propósito da minha ira com muitas reacções russófilas, até de gente que eu conheço - a qual libertei em particular neste texto mas também em vários outros.

 

 

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(Postal para o És a Nossa Fé)

Não será agora o momento para muito elaborar sobre as características intrínsecas da FIFA - demonstráveis pela atribuição da organização do próximo Mundial à ditadura teocrática do Catar, ainda por cima ao invés de qualquer racionalidade desportiva. Mas a tíbia atitude face aos acontecimentos de agora, propondo-se mimetizar o comportamento do COI ao patrocinar a pantomina de uma representação russa desprovida dos seus símbolos, é o típico "nem sim, nem sopas". É inaceitável. Muito bem vão as federações da Polónia, República Checa e Suécia, que já anunciaram a sua indisponibilidade para jogarem com a selecção do país que fere deste modo a segurança mundial e que aventa, a níveis retóricos que desconhecíamos nas largas últimas décadas, a utilização de arsenal nuclear.

Face a esta mercenária atitude da direcção da FIFA será de exigir à nossa Federação que se demarque de imediato dessa via, defendendo publicamente a exclusão russa. E, se tal não acontecer, será de exigir ao nosso governo que execute todo o tipo de represálias legalmente disponíveis sobre a FPF e seus associados. Entre as quais, se tal for possível, uma simbólica: retirar-lhe a possibilidade de utilizar os símbolos nacionais.

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