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Nenhures

Nenhures

O derrube do Muro de Berlim

 

(After the Berlin Wall, um documentário da DW)

30 anos passaram sobre esta enorme festa, tanto tempo já passado a mostrar como a vida corre. Crescer com "vizinhos" daqueles, aquele horror, foi uma experiência ... A sua queda foi era de Júbilo.

(Ainda há quem tenha a desvergonha, pois já não é a ignorância que então alguns ainda tinham, de negar o tenebroso daquilo. Que gente ...)

A construção da catedral

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É o dia seguinte ao incêndio da Notre-Dame, e agora sê-lo-á para sempre. Na manhã sigo ao mercado da praça Dailly, às bancas turcas e belgas, vivas de legumes e frutas, frescos e saborosos. Na Brabançonne, rua ainda com laivos de "património", o alfarrabista aproveitou o tempo soalheiro e, como sempre o faz nos raros dias assim, apôs uma pequena mesa de livros porta fora, como se que a ornamentar o passeio.

Hoje, claro, está centrada em Paris, na sua catedral, como teria que o estar depois da desgraça de ontem. Vejo este livro, "Cathedral: the Story of its Construction", de David Macaulay, que desconheço, a 5 euros. Hesito, folheio, decido comprar, menos legumes, menos fruta levarei, ainda bem que a filha foi de férias, não haverá problemas se mais parca for a ementa.

 

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E como não o levar? O exemplar está em belíssimo estado, como se novo, e numa edição de 1973. E o livro é uma verdadeira pérola. Macaulay ficciona a construção de uma catedral gótica francesa: inventa uma Chutreaux e narra, ilustrando-o, com detalhe todo o processo de construção da catedral.

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O autor deixa então todo esse processo de edificação da imaginária catedral, desde a tomada da decisão em construí-la, em 1252, até à sua conclusão em 1338. E nesse processo demonstra a omnipresença do divino na sociedade, a confluência de toda a cidade na projecto de erigir a maior catedral do país, a congregação de saberes e energias. 

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O texto é elucidativo, breve, explicitando os passos seguidos, numa sobriedade formal que não agride o leitor leigo com excessiva técnica. Bem pelo contrário, torna acessível a compreensão de todos os processos. Mas o cerne do livro são as ilustrações, magníficas, que cobrem as 80 páginas do livro. Descrevendo os ofícios envolvidos, os materiais colectados e produzidos, os passos desde a abertura das fundações até à instalação da sua cumeeira, as técnicas utilizadas, as figuras construídas para ornamentar. E a festa final, o encanto da população - "netos dos que iniciaram o trabalho" como refere (ficciona) Macaulay.

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E nisso mostra não só a tal omnipresença do divino mas também a grandiloquência do construído, explanando o como era assim a dimensão eclesiástica a argamassa unificadora. 

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David Macaulay, tem outros livros, de produção posterior e na mesma linha. A perseguir, decerto, tamanha a qualidade deste.

 

Paul Veyne e o cristianismo

Ligação para o registo audiovisual da conferência "As origens do cristianismo no Ocidente". (na BNF, Gallica).

O registo audiofónico de uma conversa entre Paul Veyne e Lucien Jerphagnon. (Biblioteque Medicis, "autour du christianisme", 20/04/2007, com apresentação de Jean-Pierre Elkabbach).

Em adenda, um trabalho completamente externo a Veyne, em registo mais leve. O documentário "Comment l'Europe est devenu chrétienne", de Margaret Koval, produzido por Kowall Films em 2002.

 

 

Marcel Detienne

(Marcel Detienne forain chez tous. Comparer l'incomparable, filme de Thomas Lacoste)

(Marcel Detienne, Apollon, le bel assassin de Delphes, 1995)

(Réflexions autour du comparatisme, de l'anthropologie et de l'histoire, 2009, conferência no Institut d'Études Avancées de Nantes)

(Marcel Detienne, Comment être français 1, entrevista de Sylvian Bourmeau)

 

(Marcel Detienne, Sur Claude Lévi-Strauss, entrevista de Sylvian Bourmeau)

 (Marcel Detienne, Sur l’identité nationale, entrevista de Sylvian Bourmeau)

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