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Nenhures

Nenhures

Sociedade por quotas

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Quando era jovem foi a era do Pessoa. Ou melhor do pessoísmo, dos pessoanos e seus seguidores. Não sei porquê, terá sido o Portugal democrático (e assim país muito mais letrado ou a tornar-se letrado) a absorver o poeta. Ou por causa de coisas mais pequenas, as vasculhas do célebre baú, as inúmeras publicações (que edição escolher?, ra's parta!), os estudos em catadupa, os filmes sobre e a propósito, as ficções em torno ... enfim, todos, ou quase, tinham que ter "o seu Pessoa", nisto do desassossego leitor. As coisas mudaram, talvez porque a obra de Pessoa foi "fixada", canonizada. Ou porque as pessoas mergulharam noutras coisas. E assim, ao contrário dos anos 80s e até 90s, é possível cruzar algumas semanas sem que alguém nos venha falar do "seu Pessoa". Nisso um tipo também se distrai e dedica-se a outras coisas, o Sporting, romances novos, Marcelo Sousa, o chef Sá Pessoa, sei lá, uma miríade de ofertas que a vida nos traz ...

A caminho da casa de banho, no corredor, está a minha estante de literatura portuguesa. Caiu-me isto no regaço, sobre a pança ...

 

 

Não! Só quero a liberdade!

Amor, glória, dinheiro são prisões.

Bonitas salas? Bons estofos? Tapetes moles?

Ah, mas deixem-me sair para ir ter comigo.

Quero respirar o ar sozinho,

Não tenho pulsações em conjunto,

Não sinto em sociedade por quotas,

Não sou senão eu, não nasci senão quem sou, estou cheio de mim.

 

Onde quero dormir? No quintal...

Nada de paredes — ser o grande entendimento —

Eu e o universo,

E que sossego, que paz não ver antes de dormir o espectro do guarda-fatos

Mas o grande esplendor, negro e fresco de todos os astros juntos,

O grande abismo infinito para cima

A pôr brisas e bondades do alto na caveira tapada de carne que é a minha cara,

Onde só os olhos — outro céu — revelam o grande ser subjectivo.

 

Não quero! Dêem-me a liberdade!

Quero ser igual a mim mesmo.

Não me capem com ideais!

Não me vistam as camisas-de-forças das maneiras!

Não me façam elogiável ou inteligível!

Não me matem em vida!

 

Quero saber atirar com essa bola alta à lua

E ouvi-la cair no quintal do lado!

Quero ir deitar-me na relva, pensando "Amanhã vou buscá-la"...

Amanhã vou buscá-la ao quintal ao lado...

Amanhã vou buscá-la ao quintal ao lado...

" Amanhã vou buscá-la ao quintal"

Buscá-la ao quintal

Ao quintal

ao lado...

Um Portugal

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"A falperra, mal. Àquela altura já se havia de andar a semear o milho nas terras de sequeiro, mas o codo não o permitia. O calendário há muito que não regulava. Noutros tempos, chegado o mês da Páscoa, cantava o cuco e recantava. Quem o ouviria? O solo não produzia, cansadinho, cansadinho a mais não poder! Chamavam a Portugal a nação das sete sementes como ao mundo de Cristo o mundo dos sete pecados. Qual, quando se semeava um alqueire e se colhiam quatro, era um louvar. Também ninguém queria mais amanhar a terra! O solo era negro e sujava as mãos. A gente boa sumia-se na emigração. O que sobrenadava era o rebotalho. Pudera, tanto o lavradorzinho da arada como o cabaneiro viviam frigidos com tributos, mais escravos que os negros. Davam de comer à cáfila toda. Sustentavam o fidalgo, o ministro, o doutor, o escrivão, o padre; sustentavam o pedinte, o citote, o ladrão; desfaziam-se em maná, e ficavam nus e viviam nus que nem castanheiros depois de abanados. Queria saber o que lhes valia a eles e aos casacas? Era não fazerem contas."

(Aquilino Ribeiro, Quando os Lobos Uivam, Bertrand Editora, 1995 [1958], 8º edição, p. 29).

É consabido, e se por vezes louvado outras tantas resmungado, que o léxico de Aquilino Ribeiro é amplo, alargado, intenso, extenso. E que muitos de nós, urbanos de gerações televisionadas, com outros usos e costumes e outras palavras para os nomear, algo nos perdemos nessas fragas verbais (olhai eu, como se que a tentar copiá-lo). Então por isso mesmo talvez seja bom referir que "casacas" vem aqui com o significado de "pessoas decentes" ...

Adenda: por mera curiosidade, encontro via google o "relatório da censura sobre o Quando os Lobos Uivam". Outros tempos, outras visões. Hoje em dia olhares tão acerados como este não são "censurados". Mas apenas censurados como "ressabiados", "ressentidos". Até "populistas".

 

Antes da globalização

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"Via-se lutando também para manter a quinta, calculava os prejuízos daquele ano desastroso. As dificuldades batiam à porta de toda a gente. Iam longe os tempos em que a agricultura fazia fortunas. Agora, o milho e o vinho chegavam doutras regiões, de terrenos férteis, onde a produção era menos dispendiosa. Os armazenistas, a concorrência de preços, obrigavam Mariano Paulo a vender com lucros mínimos e às vezes sem lucro. O velho Paulo deixara ainda a quinta a produzir um rendimento apreciável. Porém, os últimos anos tinham modificado certas coisas. As novas estradas traziam às feiras de Corgos produtos de toda a parte. Pelas estradas, pelo caminho de ferro, no vagões, nas camionetes, o comércio das cidades, das vilas, das aldeias, acelerava-s, levava daqui para ali, fazia permutas, entrechocava-se, explorava todos os mercados. O isolamento dos pequenos meios desaparecia. O velho Paulo não sentira, em toda a plenitude, o torvelinho deste choque de interesses. Mas a quinta esbarrondava-se agora ..."

(Carlos de Oliveira, Casa na Duna, Sá da Costa, 1983 [1943], p. 60-61)

 

Vitorino Nemésio por Palmela e cercanias

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"Este passeio a Azeitão, Bacalhoa, Setúbal, Outão, Palmela e Arrábida varre da minha alma todos os miasmas possíveis. Ao arfar do automóvel vou reconquistando a minha equação com a terra portuguesa, com a sua expressão áspera e suave, independente dos homens que, não podendo arrancar de si próprios as mensagens sinceras que deviam, fazem com ar hamlética rabulazinhas triviais.  (...)

Verifico em Palmela, nos carrapitos do castelo, a minha ignorância do mais puro e lavado de toda a paisagem portuguesa. Abro a respiração a todos os ventos. O horizonte perde a função restritiva: é um índice de infinidades desdobradas em água, serra e céu. Mas a esta enorme roda visual prefiro a nesga de lombas cor de sangue que as quinas das muralhas inscrevem (...). Desdenho as edificações espúrias do castelo e reduzo Palmela aos adarves do seu princípio (...)

... Setúbal (...), apesar de pintada no Verão, parece-me jogar admiravelmente certa com esta cidade híbrida de vila histórica e de população proletária - jogar sobretudo na sua cercadura de águas, planos e serranias. A estrada de Outão dá-lhe um deslumbramento de riviera; a poucas guinadas de automóvel a Arrábida atira-lhe com uma majestada apetecível e pedregosa: Agora que de todo despedido / Nesta serra da Arrábida me vejo / De tudo quanto mal tinha entendido (Frei Agostinho da Cruz) (...)

Volto a Lisboa à noitinha. As minhas companheiras de viagem acham-me mais humano do que quando parti. Andei sòzinho nas fragas e a Arrábida vem comigo."

(13 de Janeiro de 1935)

(Vitorino Nemésio, "Folha de Viagem", Viagens ao Pé da Porta, Editorial Pórtico, 1967, pp. 13-14)

Cartas de Eça

cartasdeecaque.jpg

Aqui  na estante residente encontrei este exemplar de "Cartas" de Eça de Queirós - edição Aviz, de 1945, apresentada como "contribuição para o centenário" do autor, ladeando o "A correspondência de Fradique Mendes". Também há lá em casa mas como o lera deixo o "Fradique ...", esse coisa magnífica, para depois e avanço. Concedo, será interessante para quem estude (ou vá curioso) sobre aquele tempo, nas dinâmicas da "Tertúlia Ocidental" e suas ramificações. Mas para os outros, vulgares leitores? 365 páginas, centos de cartas, um doutor Queiroz queixando-se de editores, com mal-entendidos e até pequenas e meneantes picardias com seus "pares", repetindo-se em esclarecimentos que permitem pensar em tibieza própria, resmungando dinheiros pretendidos ou devidos, solicitanto aqui ou ali uma atenção e até "cunha" junto ao poder. Interessou-me apenas duas ou três breves cartas, mas com prosa até pungente, pois em excessos de louvores, solicitando colaboração a António Ennes - que foi naquele tempo realmente um intelecto extraordinário - para uma revista. Mas de Eça? Pouco ou mesmo nada. 

De facto, os escritores nada interessam, pobre gente que por aqui anda, como os outros. Apenas os seus livros valem. Quando valem. Ou seja, sigo para (terceira vez) do "Fradique".

Jorge de Sena em Moçambique

Em época da comemoração do centenário do seu nascimento descubro esta entrevista de Jorge de Sena. É um momento magnífico (entre os 10 minutos e a 1 hora e 43 minutos desta gravação). E tem a particularidade de ter sido gravada (e censurada, pois só foi emitida em 2010) em Moçambique na viagem que Sena fez em 1972. Quando contactou com as gentes da extraordinária "Caliban", e também visitou a Ilha e a partir dela escreveu. Mas o que tornará o documento ainda mais interessante para alguns que aqui passarão é o ser uma entrevista feita por Leite de Vasconcelos, homem tão importante na imprensa em Moçambique. O qual ainda conheci, brevemente, pois pouco antes da sua morte, por gentil iniciativa do Camilo de Sousa e da Isabel de Noronha.

(Deixei aqui um pequeno apontamento dedicado aos livros de Leite de Vasconcelos)

Avenida da Liberdade, nº 1, de Luís Serpa

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Luís Serpa é veterano confrade bloguista, no Don Vivo. "Conhecemo-nos" pois cresceu em Moçambique e lia o ma-schamba, onde eu escrevia. Depois conhecemo-nos mesmo, ele foi gentil e apareceu na apresentação do livro do Zé Cabral, produzido por Alexandre Pomar, e ainda bebemos um vinho. E, hoje em dia, não me é um "amigo-FB" mas sim aqui companheiro por lá, em laiques e deslaiques, comentários "sim, senhor" ou "não tens razão nenhuma", forma de conversa continuada.

O homem é navegador, anda por esse mundo afora. Agora coligiu textos e vai publicar este livro. Fá-lo através da BookBuilders. Uma boa editora que produz belos livros - e que também editou o do nosso Delito de Opinião.

Para quem não conheça o método da BookBuilders aqui deixo resenha: o livro é proposto, e será publicado se houver um determinado número de compradores prévios durante um determinado período, que paguem os custos da edição. Caso não se consiga esse número o dinheiro é devolvido. Tudo via internet. Nada a ver com aquelas pérfidas "editoras" que abutram os pobres candidatos a autor, cobrando-lhes os custos da sua vontade, "demasiado humana?", em publicar. Por exemplo, no caso deste "Avenida da Liberdade, nº 1" do Luís Serpa, o custo antecipado do livro é de 13,90 euros. Para a sua publicação seria necessário haver 277 aquisições (e já houve 54 compradores).

Mas neste caso, especial, a edição já está assegurada. Em finais de Outubro o livro estará disponível, enviado por via postal para os compradores e apresentado nas livrarias. Ainda assim, e em vez de uma apresentação pública a posteriori, como é costume nestas coisas de livros, o inventivo autor organiza uma Sessão de promoção do livro «Avenida da Liberdade, n.º 1», para divulgação e "mobilização" de compra adiantada. E, decerto, para convívio. Será na próxima quinta-feira, dia 19 de Setembro, às 19 horas, no restaurante TodoMundo (Av. Duque de Loulé, 3, Lisboa - basta pressionar no nome que se obtêm todas as indicações, colocadas na página FB do local). Haverá leitura de textos, música. Há bar (e depois pode-se jantar no andar de cima, informa).

Estarei lá. Porque ele é confrade blogal. E porque é uma "personagem", mostra-o nos caminhos próprios que vem mostrando in-blog há década e meia. Porque tem uma boa prosa. Convido-vos. Para aparecerem (cultor que sou do convívio com um copo na mão). E/ou para comprarem/divulgarem o livro no descanso do vosso computador/lar.

Entretanto, e para aqueles que até têm algum interesse nestas iniciativas mas que acabam por "deixar passar", entre a azáfama da vida, o fastio da imensas solicitações e, para alguns (eu decerto), a fragilidade da conta bancária, deixo um argumento que julgo crucial: um tipo que envia um convite para uma iniciativa destas (ver abaixo), e em vez do horrível, ignorante e pateta termo "crowdfunding", que se disseminou qual pandemia de cretinismo, utiliza "financiamento colectivo" merece todo o nosso apoio. E, bem mais do que isso, toda a nossa curiosidade. Pois mostra que "temos homem".

luis serpa 2.jpg

(E, falando comigo mesmo, raisparta, não deixo de ter inveja dele, pelo espírito de iniciativa que assim mostra. Resmungo-me que, in illo tempore, devia ter tentado a mesma coisa lá com aquelas coisas do ma-schamba ...).

Até quinta ..

 

O Retorno

retorno.jpg

Já alguns amigos me haviam aconselhado este "O Retorno", publicado em 2011. Fui adiando, algo desconfiado. Cada vez leio menos ficção - e cheguei à idade das releituras - e nesta ainda menos vou lendo a portuguesa. Fiz mal. Pois trata-se de um belo livro. A trama é conhecida, uma família de colonos pobres que se atrasam na partida de Angola, com o pai crente que seria possível ali continuar após a independência. O pai será preso, a mãe e os filhos adolescentes, Milucha e Rui, ele o protagonista, pelo menos sujeito da narrativa, partem na ponte área, serão acolhidos num hotel perto de Lisboa (e do mar), enquadrados pelo IARN, onde ficarão um ano. Depois, a vida continuar-lhes-á noutros moldes.

 

Belo ritmo, belíssima prosadora, excelente recriação dos últimos dias de Angola. E bastante ilustrada a descrição, raríssima, do mundo do "retorno", da acomodação dos colonos pobres, esses que vinham sem propriedades na metrópole ou famílias prontas a acolhê-los, ficando acantonados nos hotéis. A narrativa mostra ainda o acinte com que os "metropolitanos" receberam os colonos, inculpados de "exploradores de pretos" no processo de higienização da auto-representação da sociedade portuguesa: os colonos malvados vs os metropolitanos vítimas do fascismo e colonialismo.

 

O livro terá coisas a mais, a homossexualidade avuncular é não só desnecessária à economia do texto- e muito assunto de "moda" actual. Mas, pior do que isso, ao associar a adesão do jovem tio à revolução angolana a uma deriva sexual - de facto, nesta ancorando a adesão -, uma espécie de exotização, a autora perde a oportunidade de aludir à muito mais interessante questão (naquela época) da adesão militante de alguns extractos da sociedade colona, em particular os jovens, aos movimentos independentistas. Também a questão da doença "nervosa" da mãe do protagonista, ainda que sirva para delimitar alguma especificidade daquela família no seu contexto vicinal - e assim permitindo um olhar sobre os processos de sociabilidade entre aqueles núcleos -, parece-me mal resolvida, algo que paira e deixa de pairar, numa abrupta "cura" final que não esconde a inutilidade do detalhe dramático.

 

Finalmente, as personagens do hotel, os retornados acolhidos pelo IARN, o Pacaça e outros, são verdadeiras caricaturas. Cardoso é hábil ao fazê-las mas, de facto, não são mais do que isso. É defeito? A obra de Eça de Queirós é uma colecção de caricaturas ... Assim sendo, é característica. Mas talvez seja de lamentar que a autora não tenha aproveitado para criar mais algumas verdadeiras personagens, cruzando-as, menos tipificando o processo.

O Retorno

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Já alguns amigos me haviam aconselhado este "O Retorno", publicado em 2011. Fui adiando, algo desconfiado. Cada vez leio menos ficção - e cheguei à idade das releituras - e nesta ainda menos vou lendo a portuguesa. Fiz mal. Pois trata-se de um belo livro. A trama é conhecida, uma família de colonos pobres que se atrasam na partida de Angola, com o pai crente que seria possível ali continuar após a independência. O pai será preso, a mãe e os filhos adolescentes, Milucha e Rui, ele o protagonista, pelo menos sujeito da narrativa, partem na ponte área, serão acolhidos num hotel perto de Lisboa (e do mar), enquadrados pelo IARN, onde ficarão um ano. Depois, a vida continuar-lhes-á noutros moldes.

 

Belo ritmo, belíssima prosadora, excelente recriação dos últimos dias de Angola. E bastante ilustrada a descrição, raríssima, do mundo do "retorno", da acomodação dos colonos pobres, esses que vinham sem propriedades na metrópole ou famílias prontas a acolhê-los, ficando acantonados nos hotéis. A narrativa mostra ainda o acinte com que os "metropolitanos" receberam os colonos, inculpados de "exploradores de pretos" no processo de higienização da auto-representação da sociedade portuguesa: os colonos malvados vs os metropolitanos vítimas do fascismo e colonialismo.

 

O livro terá coisas a mais, a homossexualidade avuncular é não só desnecessária à economia do texto- e muito assunto de "moda" actual. Mas, pior do que isso, ao associar a adesão do jovem tio à revolução angolana a uma deriva sexual - de facto, nesta ancorando a adesão -, uma espécie de exotização, a autora perde a oportunidade de aludir à muito mais interessante questão (naquela época) da adesão militante de alguns extractos da sociedade colona, em particular os jovens, aos movimentos independentistas. Também a questão da doença "nervosa" da mãe do protagonista, ainda que sirva para delimitar alguma especificidade daquela família no seu contexto vicinal - e assim permitindo um olhar sobre os processos de sociabilidade entre aqueles núcleos -, parece-me mal resolvida, algo que paira e deixa de pairar, numa abrupta "cura" final que não esconde a inutilidade do detalhe dramático.

 

Finalmente, as personagens do hotel, os retornados acolhidos pelo IARN, o Pacaça e outros, são verdadeiras caricaturas. Cardoso é hábil ao fazê-las mas, de facto, não são mais do que isso. É defeito? A obra de Eça de Queirós é uma colecção de caricaturas ... Assim sendo, é característica. Mas talvez seja de lamentar que a autora não tenha aproveitado para criar mais algumas verdadeiras personagens, cruzando-as, menos tipificando o processo.

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