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Nenhures

Nenhures

A Porta dos Fundos

Estou ciente de que para muitos dos facebuqueiros (e tuíteiros) portugueses sentados mais para a direita - e até para vários dos que há pouco apoia(ra)m o IL - Nick Clegg, o antigo presidente do Partido Liberal Democrata e vice-PM do governo de coligação com os Conservadores de Cameron, é um perigoso "marxista cultural" (acho que para estes celtiberos piolhosos hoje em dia até as gentes daquele "Tea Party" são "marxistas culturais").

No Brasil um programa humorístico gozou com Jesus (o Cristo, não o nosso Jorge). Escândalo por lá. E cá já andam textos a clamar contra a "libertinagem". No FB agitam-se muito incomodados os "católicos" - de facto os celtiberos pagãos, grunhindo entre os ardores do hemorroidal e os fervores da piolheira.

E eu lembro-me deste magnífico trecho de Nick Clegg (sim, o tal "marxista cultural" imaginável por esta escória). Respondendo na rádio a um proto-censor islâmico que justificava os assassinatos na Charlie Hebdo - tal como então por cá tantos, ex-PCP e/ou oriundos da Capela do Rato, o andaram a fazer, partilhando apoiando um miserável texto do padreco Boff. A contestar o direito à liberdade de expressão, a defender a (auto)censura da blasfémia.

Para esses crentes islâmicos, para esses (ex)PC's e sacristas do Rato d'então, para estes fascistóides do hemorroidal d'agora, a resposta é a mesma: na democracia não se tem o direito de não ser ofendido. Ou seja, a blasfémia é um direito fundamental.

Não se gosta do artista, da piada? Apupa-se, pateia-se. Só. Só mesmo.

Não percebe(s) isso? Vá(ai) por o creme, pá.

Efemérides de Monty Python e não só

No momento em que se comemoram os 50 anos da primeira emissão dos Monty Python e os 40 do "A Vida de Brian" é muito engraçado ver isto (e o debate que reproduzo abaixo é uma verdadeira pérola) -. quando no rincão chovem elogios sem reservas a quem, em funções de Estado neste XXI, justificou ("compreendeu") a fúria assassina idólatra com a diferença entre "liberdade" e "licenciosidade", bem seguido pelos (ex)comunistas que no mesmo âmbito "justificaram" depois o ataque à Charlie Hebdo. Todos adversários do direito à blasfémia - mesmo que "esta" não o seja.

Em que estranho país vivemos ...

 

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