Votos de uma Santa Páscoa

Memento mori, e na Páscoa... Ontem, durante trabalho longo e monótono, que não exigia a minha constante atenção mas sim presença, pus-me a organizar uma festividade, requerida pelo livro que (auto)publiquei...
Para tal fiz um "evento" no FB. Essa função "eventos" tem uma opção para os "convites" em que surgem todos os "amigos-FB" por ordem alfabética, algo que nunca vira. Percorri o rol das minhas ligações, para "clicar" nos nomes a convidar/informar - segundo critérios vagos, de conhecimento pessoal (ou digital), presumível interesse alheio, proximidade geográfica, fundamentalmente.
Mas nisso fiquei impressionado. Arrepiado até. Com o ror de pessoas nessa lista que já morreram, e falo daquelas que sei por conhecimento pessoal.
Não estou a arengar sobre este pântano digital, no qual as pessoas morrem deixando, inadvertida ou voluntariamente, a sua "pegada digital" póstuma ao dispôr alheio.
Falo mesmo de coisa bem mais importante e humana, nada digital: a omnipresença da morte, essa que - laicos e crentes - tanto fazemos por esquecer, por arredar da nossa vida. E que ontem, desta distraída forma, me inundou.
E assim, ateu que sou, arrepiado agora, a todos desejo uma Santa e esperançosa Páscoa






